<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382</id><updated>2012-02-07T07:52:50.808-08:00</updated><title type='text'>O blog da Áurea Guimarães</title><subtitle type='html'>"O texto, fora do contexto, só serve como pretexto"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>88</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-3969713552082505892</id><published>2011-08-27T17:07:00.000-07:00</published><updated>2011-08-27T17:07:02.971-07:00</updated><title type='text'>SANGUE LATINO - UMA ENTREVISTA COM EDUARDO GALEANO.</title><content type='html'>Olá meus amigos&lt;br /&gt;Para quem não pode assistir as entrevistas&amp;nbsp;do&amp;nbsp;programa Sangue Latino, destaco aqui a do escritor Eduardo Galeano: &lt;a href="http://vimeo.com/18746949"&gt;http://vimeo.com/18746949&lt;/a&gt; .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-3969713552082505892?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/3969713552082505892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2011/08/sangue-latino-uma-entrevista-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3969713552082505892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3969713552082505892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2011/08/sangue-latino-uma-entrevista-com.html' title='SANGUE LATINO - UMA ENTREVISTA COM EDUARDO GALEANO.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-3574073441357123258</id><published>2011-07-25T19:39:00.000-07:00</published><updated>2011-07-25T19:39:02.273-07:00</updated><title type='text'>ABUSO SEXUAL NÃO TEM GRAÇA</title><content type='html'>Queridos(as) Leitores(as)&lt;br /&gt;Repasso-lhes uma mensagem importante da&lt;br /&gt;Secretaria Nacional de Mulheres do PSTU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Talvez você não perceba. Talvez até ache graça. Mas a violência contra as mulheres está sendo incentivada dentro da sua casa, de forma nada sutil, no humorístico Zorra Total. No principal quadro do programa, chamado “Metrô Zorra Brasil”, todos os sábados à noite, duas amigas travam um diálogo dentro do vagão lotado. Na fórmula do roteiro, lá pelas tantas, em todos os episódios, um sujeito se aproxima, encosta e bolina a mulher de várias formas. No episódio do dia 9 de julho, o quadro mostrou a mulher sendo “tocada” em suas partes íntimas com a “batuta” de um maestro.&lt;br /&gt;A mulher atacada, Janete (Thalita Carauta), cochicha com sua amiga Valéria (Rodrigo Sant’anna), que, ao invés de defendê-la, diz: “aproveita. Tu é muito ruim, babuína. Se joga”. A claque ri.&lt;br /&gt;O ataque relatado pelo programa acontece todos os dias com milhares de mulheres no nosso país. Só nós mulheres podemos medir a humilhação pela qual passamos nos trens e ônibus lotados e suas consequências. Não tem graça.&lt;br /&gt;No metrô de São Paulo, o mais lotado do mundo, numa manhã de abril, uma jovem trabalhadora foi violentada sexualmente num vagão da linha verde, considerada uma das melhores. Um crápula a segurou pelo braço, ameaçou, enfiou a mão sob sua saia, rasgou sua calcinha e a tocou. Os passageiros perceberam, tentaram agir, mas o homem fugiu. O caso foi registrado como estupro na 78º DP da capital paulista. Impossível rir disso. &lt;br /&gt;É sabido que a Rede Globo nunca foi uma defensora das mulheres e da diversidade. Neste momento mesmo, o diretor-geral da emissora exigiu que os autores da novela Insensato Coração acabassem com comentários favoráveis às bandeiras gays, e recomendou menos ousadia nas cenas entre os dois personagens homossexuais.&lt;br /&gt;Mas o Zorra Total foi longe demais. O quadro do programa incentiva a violência contra às mulheres e o estupro, de uma forma sistemática, já que o ataque é parte da estrutura permanente do texto. Ou seja, todas as semanas, a Rede Globo diz que as mulheres que sofrem abuso sexual devem “aproveitar” e “agradecer”, como se fosse uma dádiva.&lt;br /&gt;Repete a lógica do humorista Rafinha Bastos que, pelo Twitter, escreveu que as feias deveriam agradecer ao serem estupradas. E está sendo processado por isso.&lt;br /&gt;O quadro tem alcançado liderança de audiência nas noites de sábado, atingindo cerca de 25 pontos de audiência. Ou seja, milhões de lares recebem toda semana a mensagem de que é natural abusar sexualmente de mulheres no metrô, nos trens, nos ônibus. Não é preciso muito para saber que o quadro certamente terá efeitos sobre esse público, naturalizando a violência contra a mulher, diminuindo a gravidade de um crime, tornando-o algo menor, sem importância.&lt;br /&gt;Essa brincadeira não tem graça. É no mínimo lamentável que o talento da dupla de humoristas esteja sendo desperdiçado em um quadro que incentiva o ataque às mulheres trabalhadoras. É revoltante que a emissora líder mantenha um programa que defende práticas tão nefastas, num país onde uma mulher é violentada a cada 12 segundos; onde uma mulher é assassinada a cada duas horas; onde 43% das mulheres sofrem violência doméstica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-3574073441357123258?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/3574073441357123258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2011/07/abuso-sexual-nao-tem-graca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3574073441357123258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3574073441357123258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2011/07/abuso-sexual-nao-tem-graca.html' title='ABUSO SEXUAL NÃO TEM GRAÇA'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-6852788089382760990</id><published>2011-04-15T20:57:00.000-07:00</published><updated>2011-04-15T21:06:28.539-07:00</updated><title type='text'>REFLETINDO SOBRE REALENGO.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queridos Leitores&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os acontecimentos envolvendo a escola municipal Tasso da Silveira causaram perplexidade.&amp;nbsp;Somam-se a estes, outros&amp;nbsp;assassinatos cometidos contra&amp;nbsp; crianças e jovens brasileiros.&amp;nbsp;O sensacionalismo da mídia, muita comoção, muitas explicações&amp;nbsp;nos deixaram e nos deixam&amp;nbsp;ainda&amp;nbsp;mais atordoados.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei em silêncio. Não sabia o que dizer.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse momento, algumas vozes&amp;nbsp;começam a fazer&amp;nbsp;sentido para mim, por isso quero compartilhar uma delas com vocês, refiro-me ao artigo do Contardo Calligaris.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um abraço.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matança nos dá uma lição sobre os riscos do aparente consolo oferecido pelo fanatismo moral e religioso &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) EM MARÇO de 2009, em Wendlingen, Alemanha, um jovem de 17 anos entrou no colégio do qual ele tinha sido aluno e começou uma matança que terminou com seu suicídio e custou a vida a 15 pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, notei que, para os suicidas-assassinos de massa, encarnar o anjo da morte é sempre uma demonstração pública. E perguntei: uma demonstração de quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, num mundo dominado por máscaras e aparências, talvez os únicos eventos que se destaquem por serem indiscutivelmente reais sejam o nascimento e a morte. Nessa ótica, as meninas, para nos obrigar a levá-las a sério, podem engravidar e dar à luz. Quanto aos meninos, o que lhes sobra para serem levados a sério é morrer ou matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso as meninas pensam no amor, e os meninos, na guerra; as meninas sonham em ser mestres da vida, os meninos sonham em ser mestres da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, atrás da singularidade das razões de cada um, os suicidas-assassinos (todos homens) parecem agir na tentativa desesperada de se levarem a sério e de serem, enfim, levados a sério: "O mundo me despreza e me desprezará mais ainda, mas, diante de meu ato mortífero, não poderá negar que sou gente grande, um "macho de respeito'".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um detalhe. Cada vez mais, a preservação da vida parece ser nosso valor supremo. Todos estão dispostos a qualquer coisa para não morrer; não é estranho que, de repente, aos olhos de alguns, a verdadeira marca de superioridade pareça ser a facilidade em matar e se matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) É possível que a vida escolar de Wellington, o assassino de Realengo, tenha sido um suplício. Mas a simples vingança pelo bullying sofrido não basta para explicar seu ato. Eis um modelo um pouco mais plausível (e infelizmente comum).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante sua adolescência, um jovem é zombado pelos colegas e, sobretudo, pelas meninas que despertam seu desejo. Para se proteger contra a recusa e a humilhação, o jovem se interdita o que ele deseja e que lhe está sendo negado: "As meninas que eu gosto riem de mim e de meu desejo por elas; para não me transformar numa piada, farei da necessidade virtude: entrarei eu mesmo em guerra contra meu desejo. Ou seja, transformarei a exclusão e a gozação num valor: não fui rechaçado, eu mesmo me contive -por exemplo, porque quero me manter ilibado, sem mancha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wellington, o assassino de Realengo, na sua carta de despedida, pede para não ser contaminado por mãos impuras. Difícil não pensar no medo de ele ser contaminado por suas próprias mãos, e no fato de que a morte das meninas preservaria sua pureza, libertando-o da tentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matança, neste caso, é uma maneira de suprimir os objetos de desejo, cuja existência ameaça o ideal de pureza do jovem. Ora, é graças a esse ideal que ele transformou seu fracasso social e amoroso numa glória religiosa ou moral. Como se deu essa transformação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples. Para transformar os fracassos amorosos em glória, o fanatismo religioso é o cúmplice perfeito. Funciona assim: você é isolado? Sente-se excluído da festa mundana? Pois bem, conosco você terá uma igreja (real ou espiritual, tanto faz) que lhe dará abrigo; ajudaremos você a esquecer o desejo de participar de festas das quais você foi e seria excluído, pois lhe mostraremos que esse não é seu desejo, mas apenas a pérfida tentação do mundo. Você acha que foi rechaçado? Nada disso; ao contrário, você resistiu à sedução diabólica. Você acha que seu desejo volta e insiste? Nada disso, é o demônio que continua trabalhando para sujar sua pureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças ao fanatismo, em vez de sofrer com a frustração de meus desejos, oponho-me a eles como se fossem tentações externas. As meninas me dão um certo frio na barriga? Nenhum problema, preciso apenas evitar sua sedução -quem sabe, silenciá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fanático (e sempre perigoso) é aquele que, para reprimir suas dúvidas e seus próprios desejos impuros, sai caçando os impuros e os infiéis mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma lição na história de Realengo -e não é sobre prevenção psiquiátrica nem sobre segurança nas escolas. É uma lição sobre os riscos do aparente consolo que é oferecido pelo fanatismo moral ou religioso. Dito brutalmente, na carta sinistra de Wellington, eu leio isto: minha fé me autorizou a matar meninas (e a me matar) para evitar a frustrante infâmia de pensamentos e atos impuros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-6852788089382760990?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/6852788089382760990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2011/04/refletindo-sobre-realengo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6852788089382760990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6852788089382760990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2011/04/refletindo-sobre-realengo.html' title='REFLETINDO SOBRE REALENGO.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-3088892261063236181</id><published>2011-03-08T18:17:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T18:17:02.343-08:00</updated><title type='text'>DIA INTERNACIONAL DA MULHER</title><content type='html'>&lt;strong&gt;PINTOR DE MULHER &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Este pintor&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;sabe o corpo feminino e seus possíveis&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;de&amp;nbsp;linha e de volume reinventados.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sabe a melodia do corpo em variações entrecruzadas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lê o código do corpo, de A ao infinito&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;dos signos e das curvas que dão vontade de morrer&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;de santo orgasmo e de beleza.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Carlos Drummond de Andrade, Corpo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-3088892261063236181?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/3088892261063236181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2011/03/dia-internacional-da-mulher.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3088892261063236181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3088892261063236181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2011/03/dia-internacional-da-mulher.html' title='DIA INTERNACIONAL DA MULHER'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-7265143795883235921</id><published>2011-03-08T10:28:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T10:28:51.392-08:00</updated><title type='text'>LEI ESTADUAL Nº 1209 - ESTACIONAMENTOS DE SHOPPINGS</title><content type='html'>Olá meus amigos. &lt;br /&gt;Êta vida corrida! &lt;br /&gt;Volto este ano com a notícia sobre essa lei. Será que é pra valer? Vamos testar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lei aprovada! Vitória! Enfim a Lei do estacionamento em shopping!! &lt;br /&gt;A lei do estacionamento em Shoppings, já está vigorando. &lt;br /&gt;‘Lei Gratuidade de Estacionamento' - Lei Estadual nº 1209/2004.&lt;br /&gt;A caixa sabe, porém, só faz se vc pedir. &lt;br /&gt;É necessário que o valor da compra no shopping onde vc estacionou seja 10 vezes maior que o valor do estacionamento.&lt;br /&gt;Exemplo: &lt;br /&gt;Se o valor do estacionamento é de R$3,00 e vc gastou R$ 30,00 no shopping, com qualquer coisa, alimentação, roupa ... &lt;br /&gt;Peça o cupom fiscal e apresente ao caixa do estacionamento. &lt;br /&gt;Eles terão que carimbar e validar o ticket, sem você precisar gastar nada mais.&lt;br /&gt;Espalhem a informação, pois é Lei. &lt;br /&gt;Apareceu inclusive no jornal da Globo. &lt;br /&gt;Essa funciona mesmo, mas, é claro que os shoppings não farão propaganda disso! &lt;br /&gt;Avise aos seus amigos!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-7265143795883235921?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/7265143795883235921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2011/03/lei-estadual-n-1209-estacionamentos-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7265143795883235921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7265143795883235921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2011/03/lei-estadual-n-1209-estacionamentos-de.html' title='LEI ESTADUAL Nº 1209 - ESTACIONAMENTOS DE SHOPPINGS'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-7340870034826687401</id><published>2010-12-22T18:51:00.000-08:00</published><updated>2010-12-24T17:42:20.062-08:00</updated><title type='text'>NATAL E ANO NOVO.</title><content type='html'>DESEJO UM ÓTIMO NATAL A TODOS E QUE, EM 2011, &lt;br /&gt;POSSAMOS SEGUIR COM LEVEZA OS RUMOS QUE A VIDA NOS SUGERE. ﻿&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;El milagro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque si llega, cuando llegue,&lt;br /&gt;legará como es:&lt;br /&gt;fácil, claro, sencillo,&lt;br /&gt;sin grandes resplandores,&lt;br /&gt;sin que la tierra tiemble,&lt;br /&gt;sin que el cielo se nuble.&lt;br /&gt;Será suave y fraterno&lt;br /&gt;con su mano en tu hombro.&lt;br /&gt;No habrá cambiado casi nada:&lt;br /&gt;sólo tu corazón.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raúl Gustavo Aguirre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-7340870034826687401?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/7340870034826687401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/12/natal-e-ano-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7340870034826687401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7340870034826687401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/12/natal-e-ano-novo.html' title='NATAL E ANO NOVO.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-6134325208469754174</id><published>2010-12-07T18:40:00.000-08:00</published><updated>2010-12-07T18:40:16.086-08:00</updated><title type='text'>PEÇA:  FIO DAS MISSANGAS.</title><content type='html'>Queridos(as), se estiverem em Campinas, não percam o espetáculo: &lt;strong&gt;Fio das Missangas&lt;/strong&gt;, peça baseada na obra do escritor moçambicano Mia Couto e apresentada pelo Curso Livre de Teatro.&lt;br /&gt;Data: 10, 11 e 12 de dezembro sempre às 20h&lt;br /&gt;Local: Barracão Teatro, Rua Eduardo Modesto, 128, &lt;br /&gt;Vila Santa Izabel, Barão Geraldo – Campinas -SP&lt;br /&gt;Reservas: 19-3829-4275 begin_of_the_skype_highlighting 19-3829-4275 end_of_the_skype_highlighting&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA ENTREVISTA COM A DIRETORA DA PEÇA MELISSA LOPES:&lt;br /&gt;Melissa Lopes, uma vida que se confunde com o teatro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prosa mística, social e poética do escritor moçambicano Mia Couto será tema da próxima peça encenada pelo Curso Livre de Teatro do Barracão Teatro, que fica em Barão Geraldo, Campinas. A peça, com estreia marcada para a próxima sexta-feira (10/11), é baseada no livro de contos O fio das missangas que conserva, na sutileza das histórias curtas, as características essenciais da obra de Mia Couto, dentre elas, a presença de uma África onde graça a corrupção e o abandono, bem como de uma linguagem rica em metáforas e instantes poéticos que divide as páginas com as histórias fantasiosas e, ao mesmo tempo, bastante próximas da realidade de todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a inspiração para a peça vem das linhas literárias de Mia Couto, a organização do espetáculo e o preparo dos atores vêm da diretora Melissa Lopes, com a assitência de direção de Ana Clara Amaral e Eduardo Brasil, coordenador do Curso Livre de Teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melissa é formada em artes cênicas pelo Instituto de Artes da Unicamp e hoje trabalha como atriz pesquisadora e desenvolve projetos junto ao Grupo Matula Teatro, do qual faz parte há dez anos. O Grupo Matula, sediado em Barão Geraldo desde 2000, tem como proposta principal uma criação artística aliada ao olhar sobre a exclusão social, e dentro desta proposta desenvolve atividades fundamentadas no trabalho do ator, o que envolve criação e apresentação de espetáculos e metodologias de criação de personagens por meio da mimesis corporea e da máscara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ampliar e aperfeiçoar o desenvolvimento de suas atividades, o Matula mantém algumas parcerias com outros importantes grupos de teatro da região de Campinas, como O LUME, o Boa Companhia e o Barracão Teatro. Na direção da peça Fio das Missangas, Melissa coloca em prática sua proposta de desenvolver atividades que tenham como base a preparação do ator e, neste caso, encara o desafio de trabalhar com pessoas que não são atores profissionais, mas que, segundo ela, “são apaixonados por teatro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista concedida ao blog Educação Política, Melissa conta um pouco sua história profissional, fala sobre o prazer em trabalhar com novos atores e conta um pouco do desafio em trazer a prosa de Mia Couto para os palcos, desafio enfrentado não só por ela, mas principalmente pelos atores que, como ela mesma diz, precisam transcender o que está escrito no papel para poder traduzir em ação imagens nem sempre fáceis, que falam apenas no silêncio de uma prosa com gosto de poesia a costurar o tempo, a memória, a vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência Educação Política: Como se deu a relação com o teatro ao longo da sua vida? De que forma ele esteve presente em meio a planos, projetos e realizações que resvalam tanto no campo pessoal quanto profissional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melissa: Comecei no teatro com treze anos! Motivada por um professor de Educação Artística entrei para o grupo de teatro da escola. Foi amor à primeira vista! Até então eu só me imaginava jogando vôley, embora jovem, já fazia parte da seleção da minha cidade, Guarulhos/SP. Sempre gostei de atividades coletivas, tanto no vôley, como no teatro precisamos ter contato com mais pessoas e isso me estimulava muito. Aos 15 anos, decidi que queria ser atriz, me inscrevi na seleção do curso profissionalizante Teatro Escola Célia Helena e fui aprovada. Desde então não parei mais… aos 18 anos achei que precisava dar continuidade aos estudos, prestei vestibular em Artes Cênicas, na Unicamp e fui aprovada. No terceiro ano da faculdade, entrei num projeto que tinha como foco a metodologia de mímesis corpórea desenvolvida pelo LUME-Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da Unicamp. Este projeto visava à observação de moradores de rua, na cidade de Campinas. Deste contato surgiu um projeto de extensão na Universidade, “Arte e Exclusão Social”(em 2011 está previsto o lançamento de um livro relatando esse trabalho) e nasceu o Grupo Matula Teatro, do qual faço parte há dez anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melissa como artista de circo no espetáculo Gran Circo Máximo, do Grupo Matula Teatro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse trabalho com a população de rua, desenvolveu-se a linguagem estética do grupo e que nos guia até hoje, uma criação artística aliada ao olhar sobre a exclusão social. Já trabalhamos com mulheres assentadas do MST, mulheres que vivem na periferia e famílias de circo que rodam pelas periferias das grandes cidades. Paralelamente sempre continuei na Universidade, atualmente faço doutorado, já trabalhei em diversas instituições de ensino técnico e superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AEP: A prosa de Mia Couto é considerada no meio literário como representante de uma das mais belas e expressivas tradições da literatura de cunho regionalista e relevância social. O escritor alia temas da realidade social e humana de uma África que ele diz explorada e abandonada pelos próprios africanos a uma linguagem mística fortemente poética que combina a graça e sutileza de inúmeras metáforas a um encantamento que prende o leitor em uma narrativa que beira as raias do fantástico. Por que Mia Couto para o teatro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a melhor forma de traduzir palavras inscritas na forma muda das letras em voz, expressão corporal e existência plena sobre o palco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melissa: O Matula estreou esse ano em parceria com o ator Eduardo Okamoto, o espetáculo Chuva Pasmada, baseado em um conto de Mia Couto. Montar os contos do livro “O fio das Missangas” foi uma coincidência boa, as palavras de Mia são pura poesia e memória, por mais que ele se dirija à realidade da África, nos identificamos com cada uma das histórias porque os temas tratados são universais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando digo que foi uma coincidência, isso se deve ao fato dos alunos do Curso Livre de Teatro terem pedido para montar um espetáculo a partir de imagens do cotidiano que muitas vezes não enxergamos. Muitos dos contos que fazem parte do livro O Fio das Missangas aborda essa questão, então foi um bom casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor forma de traduzir a literatura para o teatro é brincar com as imagens que o autor nos oferece e saborear cada uma das palavras que aparecem nos contos. Muitas das imagens que surgem são bem difíceis de traduzir em ação, o que gera um desafio grande para os atores, pois eles precisam transcender o que está escrito no papel.&lt;br /&gt;Curso Livre de Teatro durante ensaio da peça Fio das Missangas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AEP: Você acredita que um texto literário quando bem interpretado no espaço teatral é potencializado e passa por uma espécie de resgate da sua essência primeira e original? Daquilo que nele pulsa e vive por meio das letras, das decisões linguísticas, do virtuosismo estético e da construção formal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melissa: Sim. Mas os envolvidos no processo da montagem teatral precisam se deixar contagiar por cada uma das imagens e dar importância a cada uma das palavras escritas pelo autor. O Fio das Missangas começa com a seguinte expressão: “A missanga, todos a vêem. Ninguém nota o fio que em colar vistoso vai compondo as missangas. Também assim é a voz do poeta, um fio de silêncio costurando o tempo”. Esta epígrafe revela um pouco o que Mia Couto pensa sobre a função ética do poeta: dar voz àquilo que as pessoas veem, mas não enxergam.&lt;br /&gt;Assim também é o papel que o ator deve desempenhar em cena: levar ao palco aquilo que o espectador não enxerga ou simplesmente se esqueceu que existe.&lt;br /&gt;AEP: A um autor anônimo do século XX, atribui-se o seguinte pensamento: “o ser humano é um animal místico”. Serviria esse pensamento como uma espécie de epígrafe auto-explicativa para a obra de Mia Couto não por defini-la, posto que em literatura ou arte as coisas não passam pelo crivo da definição que limita, mas por revelá-la?&lt;br /&gt;Melissa: Pensando na obra de Mia Couto eu complementaria a frase: “o ser humano é um animal místico, mas que ao mesmo tempo é de carne e osso e traz consigo um arsenal de memória”. Nos textos de Mia, as dores e os prazeres que permeiam as histórias são tão reais, que muitas vezes ecoam no leitor e acontece um processo de identificação.&lt;br /&gt;AEP: Teatro por teatro seria ele uma forma de fugir da realidade ou de encontrar-se novamente com ela?&lt;br /&gt;Melissa: As duas coisas! O Teatro é a arte do encontro! Encontro com o sombrio, com o obscuro, o que dá medo…encontro com o desejo, com o que enobrece. Encontro com o outro, encontro consigo…&lt;br /&gt;AEP: No Barracão Teatro você trabalha com atores que não são atores por profissão, ou seja, eles trabalham em outras áreas, mas buscam o teatro como forma de expressão, talvez de existência plena fora dos limites e condicionamentos de uma sociedade que cede cada vez menos aos impulsos e às emoções, sendo praticamente invadida por um corrente de razão e informação. Como é o trabalho com esse atores? O desafio é maior, há alguma diferença em trabalhar com eles e com atores formados na área e que se dedicam exclusivamente ao teatro?&lt;br /&gt;Melissa: Nenhum grupo de alunos é igual, independentemente se são atores profissionais ou não. No caso específico desse grupo que formou a turma de 2010 do Curso Livre de Teatro existiu uma relação bem diferenciada, pois embora seja uma turma muito eclética (um jornalista, um engenheiro de petróleo, uma cineasta, uma dançarina, uma terapeuta ocupacional, um filósofo, um músico, um administrador e um estudante de ensino médio), todos são apaixonados por teatro! Eles compraram a idéia do espetáculo desde o início e trabalharam muito dentro e fora de cena, os adereços, figurinos, trilha sonora e a produção foram feitas por eles e essa é uma qualidade muito difícil de conquistar em um grupo.&lt;br /&gt;Quando trabalhamos com atores profissionais, é muito comum ver uma preocupação com a técnica, aos poucos aquele brilhinho apaixonado que aparece nos olhos vai sumindo e o mais importante é a performance, o desempenho como ator.&lt;br /&gt;Isso acontece ao contrário em alunos que não tem o teatro como profissão, pois eles não se preocupam tanto com isso e ao mesmo tempo se deixam atravessar pela história, pelos personagens e principalmente pelo prazer de estar em cena.&lt;br /&gt;Ambas experiências são desafiadoras e estimulantes. No meu caso, quando sou professora me sinto contagiada e provocada a criar quando encontro uma turma tão animada quanto essa do Curso Livre de Teatro.&lt;br /&gt;AEP: Qual é o mundo que você vê quando está no palco, quando surpreende-se na personagem, quando divisa a plateia?&lt;br /&gt;Melissa: Quando estou em cena eu vivo a personagem! É muito diferente a cada espetáculo e a cada plateia. Por exemplo, no Matula, atualmente eu faço parte de dois espetáculos, o Gran Circo Máximo e o Agda. No primeiro faço uma artista de um circo decadente, esse circo só tem três artistas trabalhando, por isso dentro do espetáculo faço pelo menos cinco personagens internacionais, exatamente como vimos na realidade das famílias de circo que rodam pela periferia de Campinas e região. O espetáculo é cheio de detalhes, não tem muito tempo para pensar, eu entro e saio de cena cada hora com um figurino. Com relação à platéia, a peça acontece em uma pequena lona de circo, a relação é muito próxima, se eu sair da personagem, o público percebe, mas o espetáculo é tão intenso que não dá tempo para isso, ali eu sou a Diodene Herrera que quer muito que o circo sobreviva!&lt;br /&gt;Já no caso de Agda, baseado no conto da Hilda Hilst, o texto é inteiramente poético e dramático, faço um personagem masculino (Celônio) e outro feminino (Agda) com mais duas atrizes em cena, a atenção é voltada para a palavra e as imagens que são geradas por ela. É bem difícil, mas ao mesmo tempo é uma delícia se colocar no lugar desses personagens, falar de amor, falar de vida, me faz refletir e repensar sobre minha própria vida. Neste caso, a relação com o espectador é distante, o texto é bem complicado, então eu tenho que estar totalmente envolvida senão o espetáculo não acontece.&lt;br /&gt;AEP: Na sua opinião, o que é mais importante para um ator ou qualquer artista de forma geral: o aplauso ou o silêncio?&lt;br /&gt;Melissa: Acho que nenhum dos dois, o mais importante é o tempo presente. Explico, quando me apresento para uma platéia, aquela uma hora em que acontece o espetáculo é um momento entre eu e o espectador que jamais poderá ser repetido, e por isso se torna um instante sagrado.&lt;br /&gt;Tem outro momento que também acho muito importante e que poucos atores comentam, que são os últimos 5 minutos antes do espetáculo começar. Eu fico bem nervosa, ali eu faço acordo com o “Divino”, dedico o espetáculo para alguém especial e sem pensar muito entro em cena com frio na barriga. Depois, em cena, me delicio!&lt;br /&gt;AEP: O que é o teatro pra você em uma palavra?&lt;br /&gt;Melissa: Vida (mas, acho que diria: A Minha Vida)&lt;br /&gt;E a arte?&lt;br /&gt;Melissa: Paixão (dessas que movimenta e gera movimento)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-6134325208469754174?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/6134325208469754174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/12/peca-fio-das-missangas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6134325208469754174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6134325208469754174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/12/peca-fio-das-missangas.html' title='PEÇA:  FIO DAS MISSANGAS.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-6495777582662725033</id><published>2010-11-19T14:39:00.000-08:00</published><updated>2010-11-19T14:39:55.570-08:00</updated><title type='text'>ENEM</title><content type='html'>Meus queridos leitores,&amp;nbsp;no blog do Luis Nassif podemos encontrar um excelente artigo do Altamiro Borges sobre o Enem. Não percam a oportunidade de fazer essa leitura, porque trata-se de uma informação que traz um certo alento em meio às notícias que insistem em desconsiderar o que dá certo neste país.&lt;br /&gt;Um beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-escola-do-mst-no-enem &lt;br /&gt;Enviado por luisnassif, qua, 17/11/2010 - 15:39 &lt;br /&gt;Do Blog do Miro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escola do MST recebe melhor nota do Enem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Altamiro Borges&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dias, a mídia demotucana tem feito um grande alarde contra o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Devido a falhas lamentáveis em algumas provas, ela decidiu transformar o assunto na sua primeira bandeira de oposição ao futuro governo Dilma Rousseff. De quebra, ainda presta um serviço à poderosa indústria do vestibular e às faculdades privadas. O Grupo Folha, dono da gráfica que imprimiu as provas irregulares, é um dos que mais fustiga o Enem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com sua cobertura enviesada e manipuladora, a mídia omite fatos curiosos do Enem. Um deles, que ela nunca divulgaria, é que a Escola Semente da Conquista, localizada no assentamento 25 de Maio, em Santa Catarina, foi o destaque do Exame Nacional em 2009, conforme noticiado na página oficial do Enem. Ela ocupou a primeira posição no município, com nota de 505,69.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semente da Conquista &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta escola estudam 112 filhos de assentados, de 14 a 21 anos. Ela é dirigida por militantes do MST e os professores foram indicados pelos próprios assentados do município de Abelardo Luz, cidade com o maior número de famílias assentadas no estado. São 1.418 famílias, morando em 23 assentamentos. A primeira colocação no Enem foi comemorada pelas famílias de sem-terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia, porém, nada falou sobre esta vitória. Segundo o sítio do MST, "essa conquista, histórica para uma instituição de ensino do campo, ficou fora da atenção da mídia, como também é pouco reconhecida pelas autoridades políticas de nosso estado. A engrenagem ideológica sustentada pela mídia e pelas elites rejeita todas as formas de protagonismo popular, especialmente quando esses sujeitos demonstram, na prática, que é possível outro modelo de educação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Escola Semente da Conquista é sinal de luta contra o sistema que nada faz contra os índices de analfabetismo e êxodo rural. Vale destacar que vivemos numa sociedade em que as melhores bibliotecas, cinemas, teatros são para uma pequena elite... Mesmo com todas as dificuldades, a escola foi destaque entre as escolas do município. Este fato não é apenas mérito dos educandos, mas sim da proposta pedagógica do MST, que tem na sua essência a formação de novos homens e mulheres, sujeitos do seu processo histórico em construção e em constante aprendizado".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-6495777582662725033?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/6495777582662725033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/11/enem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6495777582662725033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6495777582662725033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/11/enem.html' title='ENEM'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-3968642214740560695</id><published>2010-10-19T17:29:00.000-07:00</published><updated>2010-10-19T17:29:16.945-07:00</updated><title type='text'>ELEIÇÃO E DEMOCRACIA.</title><content type='html'>Queridos(as)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No endereço: &amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=0j6jgDs7gMQ"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=0j6jgDs7gMQ&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Marilena Chauí fala sobre eleição e democracia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste outro video: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=reuczA7VMc0"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=reuczA7VMc0&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vocês encontrarão cenas do ato que reuniu artistas e intelectuais, ontem, dia 18, na cidade do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-3968642214740560695?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/3968642214740560695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/10/eleicao-e-democracia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3968642214740560695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3968642214740560695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/10/eleicao-e-democracia.html' title='ELEIÇÃO E DEMOCRACIA.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-1865214314129964050</id><published>2010-10-13T18:51:00.000-07:00</published><updated>2010-10-13T18:51:06.925-07:00</updated><title type='text'>M I S   AGITA A CIDADE DE CAMPINAS.</title><content type='html'>Prezados(as) leitores(as).&lt;br /&gt;O Museu da Imagem e do Som da cidade de Campinas está com uma programação esplêndida. &lt;br /&gt;Acompanhem a agenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Local: MIS Campinas. Rua Regente Feijó, 859. Centro. Entrada Gratuita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sábado 16/10&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;16h - Mesa de abertura: "Experiências de Comunicação Popular" &lt;br /&gt;Col. Comunicadores Populares (Cps), Col. de Vídeo Popular (São Paulo), Cia Estudo de Cena (São Paulo), Passa Palavra (São Paulo), Nossa Tela (São Paulo)&lt;br /&gt;sessão 01 - 19h30 &lt;br /&gt;"Radix" » Músicos, poetas, videomakers e coletivos de tribos urbanas mostram suas várias particularidades e semelhanças na ação do querer-mudar.&lt;br /&gt;"Periferia Luta" » Denúncia dos abusos promovidos por grandes empresas e pelo Estado nas quebradas da periferia de São Paulo.&lt;br /&gt;"A gente faz TV pensando POR você" » Contra-propaganda que sugere quem de fato tem o controle dos controles remotos. &lt;br /&gt;"Fulero Circo - O Mistério do Novo" » Uma trupe de desempregados e trabalhadores ocasionais viajam pelo país apresentando seu espetáculo “O mistério do novo”, uma investigação sobre os dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Domingo 17/10&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16h - DEBATE: "mulheres unidas na luta e na vida"&lt;br /&gt;Kelli Maforte (Dir. MST), Soraia Aparecida da Silva (Col. Mulheres "Luiza Mahim", MST Cps), Profª Maria Orlando Pinassi (Unesp Araraquara)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sessão 02 - 19h30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Prestes 23+10" » A história de Severino e Roberta na ocupação Prestes Maia: a luta pela moradia e pela manutenção de sua biblioteca de livros retirados do lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Existe política além do voto" » Relato das opiniões de trabalhador@s sobre o processo eleitoral brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estudo de cena: a república" » Constituição da república no país de Jericó. Livre adaptação do texto “O 18 brumário de Luis Bonaparte” escrito por Karl Marx em 1852.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"20/11&lt;/strong&gt; - Dia da Consciência Negra" » Dia da Consciência Negra em Campinas: ato pela inclusão racial, contra o racismo, a intolerância religiosa e o genocídio dos jovens negros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segunda 18/10&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sessão 03 19h30 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cruzando o Deserto Verde" » Integrantes do movimento Alerta Contra o Deserto Verde apresentam os impactos socioambientais provocados pela monocultura do eucalipto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O mendigo" » Os dramas de um mendigo e seu violão velho ou uma surpreendente e reveladora realidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Parada 2008" » Um olhar sobre a luta contra os preconceitos a partir de um jovem de periferia que está indo para a Parada da Diversidade Sexual de 2008 em Cuiabá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vídeos da Rua" » Dois curtas resultados de oficinas ministradas à militantes de movimentos sociais que lutam por moradia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Terça 19/10&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sessão 04 19h30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"UERJ Ocupada" » Vinte dias de ocupação da reitoria da UERJ (2008) contra o sucateamento da universidade pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um Passo de Cada Vez: O despertar da cidadania" » Lideranças da Vila Costa e Silva (1º conjunto de casas populares de Campinas) relembram suas lutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ousar lutar, ousar vencer!" » As lutas dos servidores públicos municipais de Campinas (SP) através de seu sindicato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Identidade da Memória Morta" » Questiona o abandono e a destruição de um rico patrimônio histórico na cidade de Campina Grande (PB).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"25 anos de luta e resistência" » O vídeo aborda os 25 de anos de existência do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, desde 1984, e sua luta e resistência ao lado da classe trabalhadora contra os patrões e governos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quarta 20/10&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sessão 05 16h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Camponeses do Araguaia - A Guerrilha vista por dentro" » Camponeses descrevem o massacre da Guerrilha do Araguaia (72-74), palco da resistência armada contra o regime militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A comunidade do Dom Bosco contra o fechamento da escola Dom Orione" » A luta de moradores do bairro Dom Bosco em Juiz de Fora-MG contra o fechamento da escola estadual Dom Orione. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fabrica De Mentiras E Fora Yeda - Tudo Junto E Misturado" » Animação em Stop-motion que aborda as atividades de propaganda contra os atos de corrupção do Governo Yeda Crusius na cidade de Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19h30 - DEBATE: "Quadrinhos e Resistência"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os cartunistas Latuff (Rio de Janeiro), Bira (Campinas), DJ e o Coletivo Miséria (Campinas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quinta 21/10&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16h sessão 06&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Construindo Identidades" » Estudantes do antigo Cursinho do Sindicato (Campinas) em contato com o debate sobre os movimentos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Paz com voz" » Intervenção ativista na cidade de Araras compondo o Eventos da Luta Antimanicomial, Combate a Homofobia e à Exploração Sexual da Criança e do Adolescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Segredos de Estado" - Por que os professores temem falar sobre a escola? » Relatos de professores da rede pública estadual de São Paulo que tiveram sua liberdade de expressão violada por conta da chamada “lei da mordaça”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Memórias Diretas" » Relato histórico da Campanha das Diretas-Já em Campinas, sob o ponto de vista de alguns personagens que fizeram parte desse episódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Caminho das Águas" » A importância das minas de água para as lavadeiras e para o bairro Dom Bosco, em Juiz de Fora (MG), e o descaso dos órgãos oficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sessão 07 19h30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Levante sua voz" » Remonta o curta “Ilha das Flores” de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Qual Centro?" » Discute a “revitalização” do centro de São Paulo a partir dos moradores de uma ocupação num posto de gasolina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma Terra, Uma Vida" » A luta de famílias sem-terra no Mato-Grosso e a ação de Dom Pedro Casaldáliga na defesa dos direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sexta 22/10&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sessão 08 16h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Atrás da Porta" » A experiência de arrombar prédios e criar novos espaços de moradia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;das famílias sem-teto do RJ e seu questionamento da “revitalização urbana”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sessão 09 19h30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Assembleia Do Povo" - O que importa é o que a gente é! » Memórias de militantes da Assembléia do Povo, movimento social campineiro feito por favelados entre 79 e 82. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Entre terras e céus" » A disputa em torno de terras públicas em uma zona limítrofe urbano-rural de Limeira-SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mais um..." » O vídeo discute o extermínio concreto e simbólico da juventude negra no estado do ES e o mito da democracia racial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na Costa da Minha Mão" » Histórias, lendas danças e descobertas de um sotaque de bumba-meu-boi que ecoa no município de cururupu: o sotaque de costa de mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bigorna: caindo na real" » Olhar de um grupo de jovens que estão atrás das grades: perspectivas, sonhos, sociedade e liberdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Flaskô: Trincheira de Resistência" » A resistência dos trabalhadores da fábrica ocupada Flaskô (Sumaré) contra a sua decretação de falência (2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sábado 23/10&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15h30 - Dança 1: "44 horas"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Processo criativo que tem como estímulo as relações de trabalho em nossa sociedade: a mecanização dos gestos e a coisificação humana. Com Natalia Fernandes, Tata Gouvea, Ana Paula Correia e Aline Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16h00 - Dança 2: "Our Love"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma reflexão poética sobre o espaço urbano e a (in)viabilização das realizações afetivas e consequente reafirmação das solidões. Do Coletivo Intermitente Abismo de Sonhos: Edson Calheiros, Poliana Lima, Natalia Fernandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17h - bate papo: "O que é arte revolucionária?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18h - Feira da Mostra Luta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias 23 e 24 a partir das 18 horas haverá a Feira da Mostra Luta. Tragam seus filmes, revistas, livros, jornais, fanzines, desenhos, discos e outros trabalhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sessão 10 19h30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Trilharestórias" » A relação entre universidade e sociedade problematizada através do projeto de extensão “Trilharestórias” (Unicamp) e sua relação com o MST.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Espeta-cu-lar" » Curta-metragem ficcional que faz uma crítica à manipulação de informação e alienação gerada pela televisão brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Baía pede Socorro" » Denúncia dos grandes empeendimentos privados na Baía de Sepetiba, RJ. Desenvolvimento para quê? Para quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Haiti - Estamos Cansados" » Retrata o Haiti antes e depois do terremoto questionando o caráter repressivo das tropas da ONU. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No Olho da Rua" » Através de depoimentos fragmentados e do rap, a realidade de um movimento cultural de resistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sinfonia Animal" » As relações entre animais humanos e não-humanos permeadas pelos ritos, ritmos e texturas da cidade, ambiente de convívio hierárquico e maquínico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;domingo 24/10&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16h - DEBATE "Comunicação nos movimentos sociais: tática ou estratégia?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(MST, MTST, Flaskô, Identidade, Abraço)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18h - Feira da Mostra Luta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias 23 e 24 a partir das 18 horas haverá a Feira da Mostra Luta. Tragam seus filmes, revistas, livros, jornais, fanzines, desenhos, discos e outros trabalhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19h30 - Sarau de encerramento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aberto para intervenções, músicas, poesias, projeções!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-1865214314129964050?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/1865214314129964050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/10/m-i-s-agita-cidade-de-campinas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1865214314129964050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1865214314129964050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/10/m-i-s-agita-cidade-de-campinas.html' title='M I S   AGITA A CIDADE DE CAMPINAS.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-8671660353550339188</id><published>2010-08-28T07:10:00.000-07:00</published><updated>2010-08-28T12:37:31.761-07:00</updated><title type='text'>A TV CULTURA NÃO PODE ACABAR.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queridos(as) Leitores(as).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocês já devem estar sabendo o que a equipe técnica do governo do estado de São Paulo&amp;nbsp;pretende fazer com a nossa TV Cultura. Alegando problemas relativos à pouca audiência, querem nos tirar a única possibilidade, no meio televisivo, de encontrarmos programas que vão além da mesmice, que instigam a nossa inteligência e imaginação. Anexo aqui uma carta da Maria Rita Kehl, publicada no jornal o Estado de S.Paulo.&amp;nbsp;Vamos reagir, botar a boca no trombone. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia a massa há de provar do biscoito fino que fabrico. (Oswald de Andrade)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que pena. Cada vez que me decido a escrever uma crônica mais leve nesta coluna (não ouso dizer literária. Bem, já disse), o sentimento do mundo me pega não como a doce melancolia do poeta, mas como um paralelepípedo na testa. Não sou capaz de recusar o debate público. Deve ser um sintoma grave, desses que não têm cura depois de certa idade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desta vez, a acalorada discussão em torno do projeto de desmanche da TV Cultura me pegou pela cabeça e pelo coração. O economista João Sayad é um homem público respeitável. Conseguiu botar em ordem as finanças da Prefeitura de São Paulo depois da calamitosa gestão Celso Pitta. O ministro Fernando Haddad contou que foi em conversa com ele que surgiu o projeto dos CEUs, oásis de cultura e sociabilidade a quebrar a aridez da vida nos bairros mais pobres da cidade. João Sayad não precisa de prestígio. Já tem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso não entendo o que o levou a assumir a presidência de um empreendimento que ele não conhece, não parece interessado em conhecer e, acima de tudo, evidentemente não gosta. Até o momento não li nem ouvi falar de nenhuma proposta criativa de Sayad para a TV Cultura. Nenhum novo projeto de programa, de modificação na grade, nenhum novo conceito sobre o papel da única tevê pública de canal aberto do Estado mais rico do Brasil. Tudo o que se sabe é que o economista veio para cortar gastos. Demitir três quartos dos funcionários! Impossível imaginar que a Fundação abrigasse 1.400 empregados inúteis. Tal enxugamento da folha de pagamentos visa a exterminar o quê? A própria programação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pontes e viadutos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo leva a crer que Sayad não tinha ideia do que a TV Cultura já fez e ainda faz; em reunião interna demonstrou desconhecer até mesmo um diretor da importância do Fernando Faro, embora não haja sinais de que vá interromper o melhor programa musical do País, que além do mais se tornou um arquivo vivo da memória da música brasileira. Fora isso, terá vindo apenas para encolher os gastos da emissora, com a fúria de um exterminador do futuro? Não haverá argumento que o convença da importância de usar dinheiro público para a experimentação, a invenção e a aposta em programas de qualidade, diferenciados da mesmice das emissoras comerciais?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As primeiras notícias falam em venda dos estúdios e dos equipamentos, demissões em massa e redução da TV Cultura a um pequeno e mesquinho balcão de compra de enlatados. Faz tempo que uma decisão política não me causava tristeza tão grande.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo a economia de verba sua única proposta, gostaria de saber qual o destino de todo o dinheiro que ele haverá, sem dúvida, de poupar com o encolhimento da Cultura. Que se revejam as contas da emissora para eliminar possíveis desperdícios e inoperâncias, vá lá. Mas por que um Estado rico como o nosso precisa ser tão mesquinho nos gastos com sua TV pública?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma Secretaria (infelizmente entregue a outro homem que não gosta disso) que pode manter a Osesp para usufruto da elite paulista, que pode construir um luxuoso Teatro da Dança, outro da Ópera, para a mesma elite – não pode manter uma TV experimental para um público, não necessariamente elitista, mas pequeno?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O argumento é que ela é irrelevante em termos de Ibope. Então, tá. Quantos milhões de telespectadores são necessários na planilha do atual gestor para justificar a existência de uma emissora que funciona como laboratório de programas ligados à cultura brasileira e internacional, e que conta com um público muitas vezes mais numeroso do que o que cabe na Sala São Paulo? Não escrevo isto para criticar a Osesp. Que floresçam mil Osesps pelo Estado, pelo País. Uma só Osesp é mais progressista do que todas as pontes e viadutos que um governo possa construir. Faço a comparação para mostrar o absurdo de se desmontar, com argumentos de planilha, uma televisão pública que utiliza sua verba para oferecer biscoito fino à massa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Princípio operante&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escolho, para terminar, o triste exemplo de um programa que já foi extinto pela atual direção: Manos e Minas. Um corajoso programa de auditório dedicado ao hip hop, levado ao ar ao vivo nos sábados à tarde sob o comando de Rap in Hood, que estreou em CD lá por 2000, cantando: "eu tenho o microfone/ é tudo no meu nome". Ter acesso ao microfone e falar em nome próprio: na plateia, meninos e meninas de pele escura, "bombeta e moleton", não se distinguem dos mesmos meninos e meninas que sobem para dar seu recado no palco. Enfim, alguém teve a ousadia de dar visibilidade à atividade musical dos jovens da periferia de São Paulo, acostumados a só existir na mídia quando algum dentre eles comete um crime.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Manos e Minas não precisa de argumentos de segurança pública para se justificar. Dar espaço ao rap na televisão é importante por si só. Mas a decisão de acabar com o programa nos faz refletir sobre o modo como a elite paulista concebe a inclusão simbólica da periferia na produção cultural da cidade: não concebe. Daí que a pobreza, aqui, seja um problema exclusivo de segurança pública.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A extinção de Manos e Minas lembra, não pelo conteúdo, mas pelo princípio operante, as desastradas políticas de "limpeza" da cracolândia. Quem mais, senão uma TV pública, poderia investir na visibilidade dos artistas da periferia? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Maria Rita Kehl - O Estado de S.Paulo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-8671660353550339188?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/8671660353550339188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/08/tv-cultura-nao-pode-acabar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8671660353550339188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8671660353550339188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/08/tv-cultura-nao-pode-acabar.html' title='A TV CULTURA NÃO PODE ACABAR.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-2900055040569832011</id><published>2010-08-07T15:02:00.000-07:00</published><updated>2010-08-07T15:02:24.753-07:00</updated><title type='text'>O SILÊNCIO FALOU MAIS ALTO.</title><content type='html'>Leitores(as) amigos(as).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ato público realizado hoje, em memória à Camille e às outras vítimas de homofobia no país, conseguiu mobilizar a população que passava pela Rua 13 de Maio. Os tambores sinalizavam o luto em ritmo lento e as pessoas apressadas em fazer suas compras&amp;nbsp;diminuiram seus passos para ler, ouvir, sentir o que estava se passando. As bandeiras dos partidos políticos&amp;nbsp;apresentando seus candidatos,&amp;nbsp;os megafones das lojas anunciando seus produtos, o barulho das buzinas,&amp;nbsp;por um instante, desapareceram e aquele silêncio emocionou a todos. Finalizando o ato, fez-se uma roda em frente à Catedral&amp;nbsp;e nomes de pessoas conhecidas que morreram nas mesmas condições trágicas de Camille foram citados. Na despedida, um abraço fraterno,&amp;nbsp;indicando que as pessoas não perderam a capacidade de se indignar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-2900055040569832011?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/2900055040569832011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/08/o-silencio-falou-mais-alto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/2900055040569832011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/2900055040569832011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/08/o-silencio-falou-mais-alto.html' title='O SILÊNCIO FALOU MAIS ALTO.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-6543054947961306431</id><published>2010-08-03T19:20:00.000-07:00</published><updated>2010-08-03T19:20:52.799-07:00</updated><title type='text'>CONVOCATÓRIA DO GRUPO IDENTIDADE.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prezados(as) amigos(as) &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Envio-lhes a convocatória do Grupo Identidade&amp;nbsp;para um ato público a ser realizado no dia 07 de agosto, às 10 horas, aqui em Campinas. Divulguem&amp;nbsp;em&amp;nbsp;suas listas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Coordenadoria de Travestis e Transexuais do Identidade - Grupo de Luta pela Diversidade Sexual, vem por intermédio desta convocar a todas e todos, para um ATO PÚBLICO neste próximo sábado, dia 07 de Agosto, que terá início em frente ao Prédio da Fepasa, "Estação Cultura", às 10:00 horas, seguirá pela rua 13 de maio, em um Ato Silencioso, tornando pública nossa dor e revolta pela morte de Camille Gerin, vítima de Homofobia e Sexismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Convidamos e sugerimos a todas e a todos que compuserem conosco este ATO que venham vestidos de preto, com guarda-chuva também preto. Aquel@s que quiserem trazer cartazes de indignação por conta da violência que a comunidade LGBT tem sofrido ou algum objeto e foto que lembre a Camille e tantas outras vítimas de homofobia, sintam-se a vontade!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atenciosamente, &lt;br /&gt;Suzy Cristel &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Coordenadoria de Travestis e Transexuais &lt;br /&gt;Identidade - Grupo de Luta pela Diversidade Sexual &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-6543054947961306431?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/6543054947961306431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/08/convocatoria-do-grupo-identidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6543054947961306431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6543054947961306431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/08/convocatoria-do-grupo-identidade.html' title='CONVOCATÓRIA DO GRUPO IDENTIDADE.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-8061479970884310228</id><published>2010-07-27T19:35:00.000-07:00</published><updated>2010-07-27T19:46:15.419-07:00</updated><title type='text'>MAIS UM CASO DE VIOLÊNCIA HOMOFÓBICA EM CAMPINAS</title><content type='html'>Queridos(as) amigos(as)&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente não sou portadora de boas notícias. Acabei de receber um comunicado do Grupo de Luta pela Diversidade Sexual - IDENTIDADE - aqui em Campinas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Camille, integrante desse grupo&amp;nbsp;já participou de algumas atividades culturais na Unicamp, uma delas na Faculdade de Educação. No sábado, ela foi encontrada pela polícia exatamente no momento em que&amp;nbsp; um homem jogava seu corpo em uma valeta próxima à linha do trem no Bairro Bonfim. Camille não morreu, mas está com o corpo totalmente desfigurado e em vias de ter sua morte cerebral decretada no Hospital Mário Gatti. O homem alegou legítima defesa. Advogados vinculados aos movimentos sociais da cidade estão tratando do caso. Nas próximas horas, serão divulgados&amp;nbsp;o horário e o local das manifestações em&amp;nbsp;repúdio a esse triste acontecimento que juntamente com outros casos caracterizam os microfascismos presentes em nossa sociedade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-8061479970884310228?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/8061479970884310228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/07/mais-um-caso-de-violencia-homofobica-em.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8061479970884310228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8061479970884310228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/07/mais-um-caso-de-violencia-homofobica-em.html' title='MAIS UM CASO DE VIOLÊNCIA HOMOFÓBICA EM CAMPINAS'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-4260802044578317328</id><published>2010-07-09T13:14:00.000-07:00</published><updated>2010-07-12T16:05:59.185-07:00</updated><title type='text'>GESTALT TERAPIA E TEATRO ESPONTÂNEO.</title><content type='html'>Queridos(as).&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, quero lhes apresentar&amp;nbsp;o trabalho de dois amigos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Alina Purvinis&lt;/strong&gt; é psicóloga, pela Universidade de São Paulo, especialista em Psicologia Clínica pela PUC Campinas com pós formação em Gestalt-Terapia (curso ministrado por Michael Vincent Miller em São Paulo). Foi professora na PUC Campinas de 1975 a junho de 2010. Atua em Campinas como gestalt-terapeuta, onde atende jovens, adultos, casais e famílias. Para conhecer o núcleo, visitem o site:&amp;nbsp; &lt;a href="http://www.nucleogestalt.com.br/"&gt;http://www.nucleogestalt.com.br/&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Moysés Aguiar &lt;/strong&gt;(já apresentado aqui em meu blog)&amp;nbsp;e sua trupe comunicam aos interessados que, na primeira quarta feira do mes de&amp;nbsp;agosto, iniciarão em Campinas um novo grupo de formação em Teatro Espontâneo. O endereço eletrônico onde estão as bases da proposta do curso é:&amp;nbsp; &lt;a href="http://cursoteatroespontaneo.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;http://cursoteatroespontaneo.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt; .&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um grande abraço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-4260802044578317328?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/4260802044578317328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/07/gestalt-e-teatro-espontaneo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/4260802044578317328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/4260802044578317328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/07/gestalt-e-teatro-espontaneo.html' title='GESTALT TERAPIA E TEATRO ESPONTÂNEO.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-5971619241097413060</id><published>2010-06-20T19:47:00.000-07:00</published><updated>2010-06-22T07:34:57.109-07:00</updated><title type='text'>CONTOS DO CHICLETE.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queridos(as) Leitores(as)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha amiga, Teresa Candolo acabou de lançar um livro intitulado "Contos do Chiclete", pela Ed. Adonis. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adultos e crianças irão adorar a forma inteligente e bem humorada com que a Teresa aborda a ludicidade do chiclete para adentrar no universo infantil da ficção. Algumas histórias se passam na escola, ambiente em que mascar chicletes é transgredir.&amp;nbsp;De um&amp;nbsp;"inocente chiclete", de um "lúdico chiclete", de uma "pequenina diversão"&amp;nbsp;&amp;nbsp;brotam histórias inusitadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tome cuidado!!! Chicletes à vista!! Aqui, entre estas aparentemente inofensivas folhas de papel, você poderá encontrar goma de mascar espalhando-se entre os seus dedos, grudando nos seus cabelos, enfiando-se naquele selinho tão esperado da garota mais bonita da turma... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São histórias só de chicletes e eles... estão por toda a parte, colorindo o mundo e a boca dos espertos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chicletes também contam histórias, afinal, quem vive na boca de quem tanto fala... conhece segredos!... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Teresa Candolo é aquela pessoa que vive com o Pão-de-ló, um labrador lindo, fofão e polidíssimo. Não se sabe quem o educou pra ser tão fino... A Teresa estudou Letras, na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, onde também ficou um pouquinho mais de tempo estudando Literatura Medieval – aquela dos castelos, cavaleiros e dragões – no Mestrado e Doutorado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também foi estudar um pouquinho na Bélgica (Université Catholique de Louvain), pra ver os castelos e bruxas mais de perto. Depois ela formou-se em Radialismo – Locução (SENAC-Campinas), porque queria contar tudo pra todo mundo... mas... nem sempre a deixavam "pôr a boca no trombone"...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então ela achou que poderia escrever. Afinal, ela já fazia isso desde criança, quando morava em Uchoa (SP), na cidade em que nasceu, onde é feriado no dia do aniversário dela (verdade!!!!).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá, ela vivia andando sobre os telhados; aqui, ela vive olhando as estrelas, porque alguém lindo ensinou isso pra ela... E não é bom?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui em Campinas, dá aulas na Escola Estadual Gustavo Marcondes, onde as crianças a entendem mais que todo mundo... Mas, na verdade, ela está ali pra poder brincar um pouco mais com o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-5971619241097413060?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/5971619241097413060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/06/contos-do-chiclete.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/5971619241097413060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/5971619241097413060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/06/contos-do-chiclete.html' title='CONTOS DO CHICLETE.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-3649221186478025668</id><published>2010-05-28T06:44:00.000-07:00</published><updated>2010-05-28T06:44:38.239-07:00</updated><title type='text'>OS CAVALOS QUE SOMOS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olá!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, apresento a vocês mais um dos textos do Albor, comentando o filme "Cavalo de duas pernas", de Samira Makhmalbaf. Não há como ficarmos indiferentes à sua escrita e ao desassossego que a temática do filme provoca em nós. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Os cavalos que somos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Filmes iranianos são inegavelmente uma outridade. A narrativa é diferente, a língua é diferente, os atores, gestual, expressividade, tudo difere da ocientalidade, assistimos um filme “de lá” com um misto de curiosidade, surpresa, aborrecimento, tédio, indignação, expectativa etc. Usualmente o filme nos dá algo diferente do que esperamos, claro, por isso ele é diferente, por isso é uma expressão do outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O último filme de Samira Makhmalbaf (A maçã de 1994 é talvez seu mais conhecido filme apresentado por aqui, que com uma ternura incomensurável desvela a tragédia do abandono familiar) escrito pelo pai, o também cineasta Mohsen Makhmalbaf, é Cavalo de duas pernas (Asbe du-pa - 2008), e entra, ou melhor invade, ou melhor ainda avassala o espectador de modo indiscutível. Não se poderá ficar intocado frente à história, à narrativa, aos personagens, às relações. Como em Irreversível de Noé, teremos sempre a imagem de algumas cenas nos acompanhando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um menino mimado pelo pai teve as pernas amputadas por uma mina, que também vitimou sua mãe, sua irmã sofre de alguma doença e viaja com o pai para o exterior. Na miserável cidade o cuidador do menino contrata um miserável moleque forte para servir de transporte do inválido, levando-o “de cavalinho” para as aulas e passeios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É fácil e tentador ver as analogias sociais: país rico oprimindo o país pobre, o filme rodado no Afeganistão depois da invasão russa, depois da invasão estadunidense; pessoa rica oprimindo a pobre; dominação pela miséria ...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não se poderá dizer que isso não faça parte das leituras possíveis. Como toda obra de arte esta se presta a estas leituras. Mas evidentemente ela vai além.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque o aleijão se afeiçoa de algum modo a seu “cavalo”, este, com algum deficiência mental se adéqua às ordens de seu senhor e seja pelo dinheiro que recebe, que aos poucos perde importância, seja pela relação de submissão – único vínculo que vive no filme todo –, é a contraparte relacional da dominação opressiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém dá a mínima para a relação que ambos constroem. Nenhum adulto se interpõe quando os limites entre a autoridade e o sadismo são cruzados, nenhuma outra criança se enoja com a situação do cavalo, ao contrário, reafirmando a máxima que criança não presta de nascença. Querem todos dar uma volta no cavalo, conseguindo uma sela para que este fique mais cavalo ainda, ou dispondo-se a pagar mais por isso caso nos seus pés sejam pregadas as ferraduras para que o som dos passos pareça-se mais aos cascos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então não há relação que não seja de indiferença ou de aproveitamento, e todo afeto será vivido de um modo ou de outro, e a pequena mendiga pela qual se apaixona o “cavalo” é ela também usada como produto de uso, submetida ao pagamento do senhorzinho feudal. Não há como não lembrar do título de Fassbinder, O amor é mais frio que a morte (1969).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E as imagens são de uma beleza plástica maravilhosa, como por sinal é comum ocorrer também em outros filmes iranianos, e talvez por isso mesmo elas nos aprisionam dessa forma irrecusável, ainda que dolorosamente incisiva: também a dor é bela, também a opressão é bela, também a submissão é bela, e se o incômodo dessas afirmações é insuportável, moralmente insuportável, pessoalmente insuportável, filosoficamente insuportável, não por isso deixa de ser verdadeiro no filme, e por isso ele escapa a qualquer panfletarismo ou propaganda fácil: ele é insuportável e belo, numa reunião que vai alem do cartesianismo ocidental e do platonismo que cola o belo ao bom e certo. E nisso ele expressa uma vez mais a outridade, mas nós somos também esse outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ALBOR VIVES REÑONES&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-3649221186478025668?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/3649221186478025668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/05/os-cavalos-que-somos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3649221186478025668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3649221186478025668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/05/os-cavalos-que-somos.html' title='OS CAVALOS QUE SOMOS'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-1700997751617445091</id><published>2010-05-19T13:41:00.000-07:00</published><updated>2010-05-22T18:25:59.071-07:00</updated><title type='text'>DOS DENTES QUE CAEM E DOS QUE NÃO DEVERIAM CAIR.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olá queridos e queridas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Albor Vives Reñones, do grupo Violar, nos brinda com um artigo sobre o filme &lt;em&gt;Dente Canino&lt;/em&gt;. Numa época em que se fala tanto em&amp;nbsp;"desestruturação familiar", Albor nos apresenta algumas percepções sobre a família e as violências que&amp;nbsp;atravessam a vida de todos nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comentem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dos dentes que caem e dos que não deveriam cair&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em meados da década de oitenta os cineclubes (sim, houve um tempo no que as pessoas se reuniam para ver filmes decentes coletivamente, em pequenos cinemas, meio improvisados e mambembes) apresentaram um filme japonês que causou certa comoção e debate na época. A balada de Narayama (Narayama Bushi-Ko, Dir.: Shohei Imamura) ganhara a Palma em Cannes em 83, e fizera já uma carreira premiada. A história da anciã de 69 anos, que ao aproximar-se de seu 70º aniversário prepara sua ida ao monte Narayama para lá, como rezava a tradição, ser deixada pelo filho mais velho para morrer, trazia temas delicados e intensos à tona. A situação de fim de século XIX japonês não diferia muito de algumas regiões miseráveis atuais e, talvez por isso mesmo a disponibilidade de velhinha em seguir a tradição, tenazmente, indicava um valor maior, de sacrifício pela coletividade familiar, que sofreria privações com uma boca a mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No ano passado Cannes premiou (em outra categoria, a Um certo olhar) um outro filme que traz à tona uma questão similar: como proteger a família?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kynodontas (foi apresentado na 33ª mostra internacional de cinema em SP com o título de Dente Canino) do grego Yorgos Lanthimos traz a família recluída em uma casa, cujos únicos contatos com o mundo exterior são as idas do pai ao trabalho, da prostituta que vem vendada para satisfazer as necessidades sexuais do filho, e dos aviões que cruzam o céu e são tratados como aviões de brinquedo, prestes a cair a qualquer instante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A situação é tão absurdamente impossível que rapidamente entramos no universo alegórico. Tudo ali indica várias possibilidades de entendimento. A mãe define os sentidos das palavras a seu bel prazer, zumbis são flores amarelas e xoxota uma lâmpada grande (e teclado por sua vez xoxota...), assim como os sentidos relacionais são definidos pelos pais conforme acreditam que aquilo protegerá “as crianças” do mundo exterior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As atividades familiares são todas estruturadas visando alcançar mais pontos, que definem privilégios. Os exercícios, as tarefas, os conhecimentos, os prazeres, são totalmente definidos, limitados e autorizados pelo casal. A família acima de tudo. Filmes são parte da educação indireta (e cenas hilárias da filha mais velha “lutando” e repetindo os diálogos de Rocky – o lutador, e as dancinhas de Flashdance quebram o ritmo claustrofóbico), mas não aqueles que possam atentar contra os valores da família.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que diferença de famílias! E de estratégias! Poderíamos pensar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não tão diferentes assim. O canino nunca cai, sabemos todos, inclusive&amp;nbsp;nós que não somos dentistas. Para ter seu pedido aceito de ir a Narayama a velhinha bate com os dentes numa pedra (reza a lenda que a atriz fez concretamente a batida, perdendo os dentes frontais). Para poder sair da casa-refúgio a filha mais velha teria de esperar que seu canino caísse, outra das regras impostas no funcionamento da casa. Cansada de esperar resolve “acelerar” o processo, como a velhinha, abrindo a via de escape na porrada. Mesmo que contra si.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem tão diferentes tampouco no indicar as dinâmicas macro sociais em pequenos exemplos holográficos dos microcosmos. Ali, na microfísica se mostram os mesmo poderes, dinâmicas e relações. E as intenções de proteção, nossas e dos outros, com a inevitável tinta de dominação que essa proteção pede, se explicitam com a clareza dolorida de um dente que não cai, para proteger-nos do passo inseguro no “fora”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E como sempre é mais fácil olhar os dentes do outro que os próprios, aproveitamos este espelho, que reflete nossas bocas, sorrindo, alegres, fechadas, bravas, indignadas, surpresas, ao ver uma situação aberrante sinalizar nosso cotidiano canino, que também não cai...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os que desejarem ver o filme, que não sei se terá lançamento no Brasil, podem usar da generosidade da rede torrent pelo link (com legenda): &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://cine-anarquia.blogspot.com/2010/05/dogtooth-kynodontas-2009-dvdrip.html"&gt;http://cine-anarquia.blogspot.com/2010/05/dogtooth-kynodontas-2009-dvdrip.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-1700997751617445091?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/1700997751617445091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/05/dos-dentes-que-caem-e-dos-que-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1700997751617445091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1700997751617445091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/05/dos-dentes-que-caem-e-dos-que-nao.html' title='DOS DENTES QUE CAEM E DOS QUE NÃO DEVERIAM CAIR.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-1883529142987580294</id><published>2010-05-13T10:53:00.000-07:00</published><updated>2010-05-13T10:55:51.778-07:00</updated><title type='text'>13 DE MAIO: COMEMORAR O QUÊ?</title><content type='html'>Olá queridos(as) &amp;nbsp;leitores(as). &lt;br /&gt;Infelizmente, não tenho conseguido atualizar o meu blog com frequência devido ao acumulo de trabalho, mas hoje não poderia deixar de trazer a vocês um artigo escrito pela Jaqueline Lima Santos, uma jovem que&amp;nbsp;atua no Movimento Negro Unificado.&amp;nbsp;O seu texto&amp;nbsp;nos faz refletir sobre o dia 13 de maio. &lt;br /&gt;Um grande abraço a todos(as).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 DE MAIO: COMEMORAR O QUÊ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil, ultimo país a abolir a escravidão nas Américas, aquele que explorou aproximadamente 4 dos 10 milhões de africanas e africanos que foram trazidos para exercer trabalho escravo desse lado do Atlântico, possui hoje o maior número de população negra fora do continente africano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos aqui para falar de negras e negros como sujeitos políticos no período da escravidão. Todo mundo sabe que no Brasil existiu mais de três séculos de exploração, violência e desumanização das(os) não brancas(os) pela colonização européia, mas o que a história não conta é que as(os) negras(os) também eram agentes frente às formas de opressão, que não eram “coisa”, e sim “ser” diante do sistema escravocrata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da chegada do 13 de maio, a população negra organizou diferentes movimentos de resistência, através da formação dos quilombos, das irmandades, dos trabalhos urbanos, rebeliões nas senzalas, além das diversas revoltas: Malês, Balaiada, Sabinada, entre outras, e foram protagonistas da primeira tentativa de independência no país, através da formação do Quilombo de Palmares, este que sobreviveu mais de 100 anos como um Estado organizado e independente, derrotou por diversas vezes o exército colonial, até que, depois de diversas tentativas, foi invadido e vencido covardemente em 1695 pelo exército de Domingos Jorge Velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar que as mulheres negras tiveram papel fundamental nesses movimentos de resistência negra, exercendo papel de líderes, estrategistas, guerreiras, informantes e organizaram as alternativas criadas pelas(os) negras(os) frente ao Estado colonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população negra dinamizou a história do Brasil, não aceitando a condição de escravizada, estabeleceu contra-movimentos e foi conquistando aos poucos sua liberdade, seja através de fugas, ou através da compra de cartas de alforria, e no 13 de maio de 1888, quando a Princesa Isabel assina a leia Áurea, apenas 5% da população negra ainda exercia trabalho escravo. No entanto, é dado o bônus pelo fim da escravidão a princesa boazinha que “libertou os negros”, e nada se fala da luta das(os) negras(os) pela sua liberdade. A lei áurea foi uma estratégia para desmobilizar a população negra que, a exemplo do Haiti, em algum momento, através das explosões constantes de rebeliões, tomaria o Estado brasileiro. Além disso, o processo de industrialização no país exigia a passagem do trabalho escravo ao trabalho livre, só assim o empregador poderia comprar a força de trabalho de acordo com as suas necessidades, e quando contratada, custaria os meios de subsistência do trabalhador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu a partir de 14 de maio de 1888? A população negra não foi indenizada pelos três séculos e meio de escravidão, as senzalas sobem para os morros, onde hoje se localizam as favelas. A partir de então a imigração européia é incentivada para o Brasil, a fim de ocupar os postos de trabalho assalariado e embranquecer o país, havia até quem acreditasse que em 100 anos não haveriam mais negros no Brasil, e olha nós aqui. Mesmo reconhecendo que estes novos imigrantes foram explorados na venda da sua força de trabalho, eles estavam em condições favoráveis em relação à população negra, através das políticas de doação de terras e moradias que os eram direcionadas, além de serem priorizadas(os) nos postos de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso hoje, mesmo a lei áurea tendo marcado “oficialmente” a passagem da(o) negra(o) da condição de escrava(o) a cidadã(o), o que não garantiu nenhum direito da cidadania brasileira a esta parcela da população, que até os dias de hoje encontra-se em condições extremamente desiguais em relação a população branca, o movimento negro no Brasil não comemora o dia 13 de maio, mas tornou essa data o DIA NACIONAL DE DENÚNCIA CONTRA O RACISMO, e comemora o dia 20 DE NOVEMBRO COMO DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA, dia em que morreu Zumbi dos Palmares, mais um dia de luta para a luta de todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 122 anos após a abolição inacabada, não temos o que comemorar. Queremos nossas carteiras de trabalho assinadas, queremos reparações ações afirmativas nas universidades, queremos punições contra os crimes de racismo, e colocamos o Estado brasileiro no banco dos réus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jaqueline Lima Santos&lt;br /&gt;Mestranda em Antropologia pelo Departamento de Ciências Sociais da UNESP - Marília&lt;br /&gt;Pesquisadora do NUPE - Núcleo Negro da UNESP para Pesquisa e Extensão&lt;br /&gt;MNU - SP/ FH2I&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-1883529142987580294?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/1883529142987580294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/05/13-de-maio-comemorar-o-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1883529142987580294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1883529142987580294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/05/13-de-maio-comemorar-o-que.html' title='13 DE MAIO: COMEMORAR O QUÊ?'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-1019744237505169079</id><published>2010-04-16T07:32:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T07:32:18.731-07:00</updated><title type='text'>TOLERÂNCIA ZERO EM CAMPINAS</title><content type='html'>Queridos(as) Leitores(as). &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A&amp;nbsp;palavra "tolerar", em nossa cultura,&amp;nbsp;tem sentidos ambíguos e por isso acredito que nos atrapalhamos ao falarmos de "tolerância". Segundo o Dicionário do Aurélio Buarque&amp;nbsp;de Holanda Ferreira (2a. ed.), o tolerante é aquele que desculpa,&amp;nbsp; é indulgente, admite e respeita opiniões contrárias à sua, ou seja, modos de pensar, de agir e de sentir que diferem dos de um indivíduo ou de grupos determinados, políticos ou religiosos. Mas, um outro sentido, nos&amp;nbsp;faz pensar.&amp;nbsp;A tolerância é a tendência a admitir a diferença máxima entre uma valor especificado e o obtido; margem especificada como admissível para o erro em uma medida ou para discrepância em relação a um padrão.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O texto do prof. Geraldo é muito esclarecedor. Nele conseguimos entender o padrão pelo qual encontra-se a medida&amp;nbsp;específica para o exercício da (in) tolerância. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opinião&amp;nbsp;&amp;nbsp;(Publicado&amp;nbsp; em 15/04/2010, no Jornal Correio Popular)&lt;br /&gt;Os moradores de rua &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GERALDO F. MENDES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A finalidade precípua da Guarda Municipal é proteger o patrimônio público municipal. Na semana passada, os fardados municipais vestiram as armaduras dos soldados romanos e detiveram sete invasores que chegavam na rodoviária vindos de outra freguesia. Agora a GM campineira também defende o território campinense impedindo o direito fundamental do cidadão brasileiro de ir e vir em qualquer parte do território nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os sete afrodescendentes, excluídos de nossa sociedade, moradores de rua, meios-cidadãos brasileiros, foram conduzidos à delegacia por meios coercitivos, identificados, cadastrados e, por não ter sido possível imputar-lhes qualquer crime, foram tangidos de volta, conduzidos em veículos oficiais da Prefeitura de Campinas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ironicamente, o governo municipal inaugurou recentemente o Centro Campineiro da Memória Afro-brasileira, que deveria reverenciar a raça negra pelo legado cultural e pelo ativo econômico conseguido pelos donos das chibatas até 1888. Há 122 anos a Princesa Isabel e alguns abolicionistas burgueses abandonaram os descendentes de escravos à sua própria sorte, sem que nenhuma política pública fosse feita no início para incluir os negros brasileiros ao mercado de trabalho e nenhum tipo de indenização foi paga para compensar os ex-escravos pelos anos de trabalhos forçados nas lavouras de café e engenhos de cana de açúcar. No Brasil alguns filhos da Mãe África, se juntam aos outros excluídos e habitam submoradias em locais de alto risco, favelas, viadutos, praças públicas, encostas deslizantes e lixões desativados. Os resultados do descaso dos governantes são conhecidos por todos pelas cenas de horror exibidas diariamente na mídia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É possível que os sete visitantes detidos na rodoviária tenham vindo a Campinas para tentar entender por que há 50 anos o governo municipal mandou demolir um belo teatro no Centro da cidade e até agora não consegue sequer reformar as casas de espetáculos existentes sob sua responsabilidade. Outra razão possível da vinda dos visitantes a Campinas é querer saber porque o loteamento Cidade Satélite Íris, que está localizado na região do Campo Grande criado em 1936, tem ruas esburacadas, transporte público precário e um abandono completo por todos os governantes que passaram pela Prefeitura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra razão que pode ter despertado a curiosidade dos sete visitantes tenha sido entender por que os núcleos habitacionais de Campinas não têm suas vielas e ruelas sequer denominadas por leis municipais e excluem 30 mil moradores de terem endereços oficiais e CEP, fazendo com que um direito tão básico de cidadania não possa ser desfrutado por um contingente tão expressivo de campineiros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É possível que os sete homens e mulheres chegaram a Campinas para visitar pontos turísticos da maior cidade do Interior paulista e, caso não tivessem sido detidos, iriam se deparar com a Caravela da Lagoa do Taquaral, totalmente desprezada porque o poder público a abandonou e até agora na conseguiu devolver a nau às águas poluídas do cartão postal do município.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em contrapartida, os condomínios, construídos no melhor estilo das cidades medievais, na região entre Sousas e a estrada de Mogi Mirim, recebem largas avenidas asfaltadas, devidamente denominadas, e fartos investimentos para edificar fortalezas que cercam e impedem o livre acesso do cidadão comum a vias e logradouros públicos que são apropriados pelos privilegiados moradores das pequenas urbes. A cidade também recebe de braços abertos empresários, principalmente do setor imobiliário, e acolhe com orgulho os abastados estudantes das universidades campineiras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lamentavelmente, o programa de Tolerância Zero, implantado pela Prefeitura Municipal de Campinas, no lugar de proteger o cidadão, poderá se transformar em ações de intolerância racial e social. O poder público deveria ser mais cauteloso nas ações e abordagens e o Ministério Público, por sua vez, deveria acompanhar e auditar as diretrizes que conduzem a Guarda Municipal nas ações diárias, cujo objetivo principal deveria ser o de proteger o cidadão e não o de coibir aqueles que residem ou que estejam em trânsito na cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Geraldo Ferreira Mendes é professor aposentado&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-1019744237505169079?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/1019744237505169079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/04/tolerancia-zero-em-campinas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1019744237505169079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1019744237505169079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/04/tolerancia-zero-em-campinas.html' title='TOLERÂNCIA ZERO EM CAMPINAS'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-5053648141015136971</id><published>2010-04-03T06:46:00.000-07:00</published><updated>2010-04-03T06:46:28.419-07:00</updated><title type='text'>MOÇÃO DE APOIO À GREVE DOS PROFESSORES</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Manifestação de Apoio da Congregação da FACULDADE DE EDUCAÇÃO - UNICAMP&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Congregação da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, em sua ducentésima quadragésima reunião ordinária, ocorrida em 31 de março de 2010, aprovou, por unanimidade, manifestação de apoio em relação às justas reivindicações que orientam a luta contínua dos professores da Rede Oficial de Ensino do Estado de São Paulo por uma educação pública, gratuita e de qualidade. No mesmo sentido, recomenda às instâncias governamentais competentes a imediata abertura de negociação com os professores, condição necessária, ainda que não suficiente, para o exercício de diálogo efetivamente democrático entre as partes e para o encaminhamento negociado, inclusivo e atualizado de propostas para o enfrentamento dos sérios problemas que afligem a educação escolar pública no Estado de São Paulo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Campinas, 31 de março de 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-5053648141015136971?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/5053648141015136971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/04/mocao-de-apoio-greve-dos-professores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/5053648141015136971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/5053648141015136971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/04/mocao-de-apoio-greve-dos-professores.html' title='MOÇÃO DE APOIO À GREVE DOS PROFESSORES'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-5365246160672175593</id><published>2010-03-27T07:03:00.000-07:00</published><updated>2010-03-27T07:03:47.686-07:00</updated><title type='text'>GREVE DOS PROFESSORES DA REDE ESTADUAL DE ENSINO EM SÃO PAULO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queridos(as) leitores(as)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns professores da rede estadual de ensino e pesquisadores do grupo Violar escreveram um texto sobre a greve dos professores do Estado de S.Paulo. Solicitei a eles permissão para publicar a mensagem em meu blog. Existe também um video que vocês poderão assistir, caso se interessem em buscar mais informações sobre essa greve; trata-se do GREVE DOS PROFESSORES - 2010 - RESPOSTA AO GOVERNADOR: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hM_wQM4wNmw"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=hM_wQM4wNmw&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, a greve dos professores do Estado de São Paulo continua! Continua, ainda que o governador tente ignorá-la e ainda que a mídia televisiva e impressa seja omissa em retratar os fatos. Nas duas últimas sextas-feiras a Avenida Paulista foi tomada por professores e estudantes que, em grande marcha, contestaram as mentiras difundidas por José Serra referente à educação de São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Secretaria de Educação afirma que menos de 1% está em greve, mas não é isso que foi visto, Professores de várias cidades do estado demonstraram a força do movimento. O clima era de força, era de luta! E se não podemos contar com alguns meios midiáticos para divulgar essa força, temos outros meios, como a internet, onde também é possível observar a mobilização dos professores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, não é possível calar o clamor do povo que lotou a Paulista com seus cartazes, com suas faixas e com a vontade (e necessidade) de serem ouvidos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos continuar lutando!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns dos motivos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resumidamente, tentaremos expor alguns dos motivos que levam a nós professores a não nos calarmos frente às mentiras divulgadas e omitidas pelo governo à população: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1- A divisão em categorias “O”, “L”, “F”, etc, implementada esse ano pelo governo segrega a categoria dos professores. Para que essa diferenciação? Se somos todos professores, não deveríamos ter os mesmos direitos? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2- Professores da categoria “O” terão que ficar 200 dias afastados das salas de aula após término de um contrato. Por exemplo, esse professor, ao substituir uma licença, terá que ficar 200 dias sem trabalhar após o término da mesma. O que ele fará nesse período? Sobre isso, pontuo a realidade de várias escolas, nas quais faltam professores para dar aula e os alunos passam o tempo em que deveriam estar aprendendo em “aulas vagas”; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3- Materiais de péssima qualidade, com erros grosseiros e linguagem não adequada à faixa etária dos alunos, materiais esses que os professores são obrigados a seguir como uma cartilha, não importando as peculiaridades dos alunos atendidos; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4- Índices do IDESP camuflados por meias verdades, como por exemplo, pela baixa taxa de repetência, que na verdade é devido à progressão continuada, e não exatamente à boa qualidade da educação; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5- Salas superlotadas, e sem o prometido “2º professor” na primeira série do Ensino Fundamental I.; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;6 – Provas para os ACT’s e a “Progressão por Mérito” (que atingirá no máximo 20% dos professores, como isso será controlado?), nas quais o verdadeiro intuito é passar a idéia de que os professores são os únicos culpados pelo fracasso escolar. Questionamos: Porque só a categoria dos professores tem que passar por humilhantes provinhas? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;7- Por fim, as propagandas do governo são enganosas, falam de falsos valores salariais, omitem a miséria do auxílio alimentação e vale-transporte, enfim, omitem a desvalorização salarial da categoria, que não recebe nem ao menos o mínimo reajuste (que seria baseado nos índices de inflação).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-5365246160672175593?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/5365246160672175593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/03/greve-dos-professores-da-rede-estadual.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/5365246160672175593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/5365246160672175593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/03/greve-dos-professores-da-rede-estadual.html' title='GREVE DOS PROFESSORES DA REDE ESTADUAL DE ENSINO EM SÃO PAULO'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-6023486837766371822</id><published>2010-03-06T10:05:00.000-08:00</published><updated>2010-03-06T10:05:49.317-08:00</updated><title type='text'>AMEAÇAS CONTRA LÍDERES DE MOVIMENTOS SOCIAIS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queridos(as) leitores(as)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje venho pedir a atenção de vocês para um assunto muito grave e diante do qual não podemos nos calar.&lt;br /&gt;Pessoas vinculadas ao Tribunal Popular de São Paulo vêm recebendo ameaças de morte devido a denúncias que registram junto ao Ministério Público. Para quem não sabe, o Tribunal Popular é constituído por profissionais e militantes de várias áreas que além de denunciarem injustiças cometidas contra cidadãos trabalhadores, pobres, oferecem recursos jurídicos para a investigação de mortes por homicídio nas famílias que sofrem perdas e não podem arcar com os custos dessa investigação. Considero que esse tipo de ameaça atinge a todos nós, pois o trabalho do TP tem por objetivo oferecer segurança não somente a todos aqueles que, por falta de recursos financeiros, ficam desamparados ante a Lei como também aprofundar a análise de fatos divulgados pelos meios de comunicação e que nem sempre correspondem aos reais acontecimentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nossa frágil democracia ainda precisa da ajuda de todos nós. O trabalho desenvolvido pelos Tribunais Populares representa uma importante estratégia de defesa de direitos. Existem outras formas de luta, mas a do TP tem sua importância porque “coloca o dedo direto na ferida”. Por isso, endosso minha solidariedade às lideranças dos movimentos sociais, ressaltando a coragem dos(as) companheiros(as) que se expõem em defesa dos direitos humanos e defendem a expansão dos benefícios sociais, políticos, culturais para uma parcela cada vez maior da população brasileira. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-6023486837766371822?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/6023486837766371822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/03/ameacas-contra-lideres-de-movimentos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6023486837766371822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6023486837766371822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/03/ameacas-contra-lideres-de-movimentos.html' title='AMEAÇAS CONTRA LÍDERES DE MOVIMENTOS SOCIAIS'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-296878361105875466</id><published>2010-03-03T06:56:00.000-08:00</published><updated>2010-03-03T06:56:01.021-08:00</updated><title type='text'>O NOME DO PAI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olá queridos(as) leitores(as)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje vou lhes apresentar uma história intrigante contada pelo meu amigo Mariguela. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com certa freqüência sou interrogado: "você é parente do Carlos Marighella?" Esta pergunta sempre me perseguiu desde que passei horas numa sala do quartel militar em Campinas onde em cumprimento ao dever cívico, realizei alistamento. "O que você é do Carlos Marighella?", perguntava-me o oficial com uma voz cada vez mais intimidadora. "Não sei quem é Carlos Marighella", respondia com um pavor cada vez maior. Tentava em vão lembrar algum parente com esse nome. De súbito, veio a lembrança de uma cena em 1969: a televisão anunciava a morte do guerrilheiro Carlos Marighella, o inimigo número um da ditadura militar. A imagem de um corpo baleado dentro de um fusca e o nome Marighella pronunciado produziu rápida associação levando minha mãe ao desmaio. Naquele mesmo dia, meu pai viajava num fusca branco comprando plantações de goiabas e tomates nos sítios da região noroeste do Estado de São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada disse dessa lembrança ao oficial que me interrogava. Num relance, vi o nome Carlos Marighella escrito numa folha sobre a mesa do oficial. Arrisquei timidamente e quase sem voz, a seguinte observação: o meu Mariguela é com gu e não com gh. No pé da letra, consegui ser liberado e ao mesmo tempo engajado numa busca arqueológica do nome do pai.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No livro Batismo de Sangue - Guerrilha e Morte de Carlos Marighella, publicado pela Rocco, Frei Betto narrou a trajetória do líder revolucionário traçando os contornos do regime militar que assumiu o controle do Estado durante a ditadura. Lançado em 1982, o livro ganhou o Prêmio Jabuti na categoria de melhor livro de memórias. Recentemente foi transformado em roteiro de filme. Com essa leitura, meu interesse cresceu em intensidade e impulsionado pela curiosidade infantil, construí minha árvore genealógica para verificar se havia algum grau de parentesco entre meu bisavô paterno e o pai do Carlos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descobri que ambos vieram de Ferrara, norte da Itália, no mesmo navio. Augusto Marighella desembarcou na Bahia e apaixonou-se por Maria Rita do Nascimento, negra haussá, vinda da África. Augusto era mecânico e consta que introduziu o martelo de borracha nos serviços de recuperação de lataria. Teve oito com sua africana, Carlos era primogênito. Meu bisavô, Henrique, seguiu viagem pelo litoral e desembarcou no porto de Santos. Na recepção aos imigrantes, seu sobrenome foi aportuguesado em novo registro civil. Seguiu para as fazendas de café na região de Itápolis, interior de São Paulo. Por lá se casou e nasceram doze filhos, meu avô, Ângelo era primogênito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ângelo foi alfabetizado por seu pai e assumiu a função de "ensinador das letras", expressão que usava para seu oficio. Alfabetizou todos os seus irmãos e, depois de casado com Apparecida Anjolino, começou a ensinar as letras para os demais colonos na fazenda onde morava. Depois da jornada de trabalho nos campos de café e algodão, os jovens da fazenda se dirigiam à casa do meu avô para aprender a ler e escrever numa grande mesa à luz de lamparinas de óleo. Os que não podiam pagar em dinheiro pagavam com ovos, galinha, porco, etc. Sempre que narrava essa história, meu avô concluía: na família de italiano, para não ser escravo de ninguém, é preciso saber ler e escrever. Ângelo e Apparecida tiveram quatro filhos. Meu pai, era primogênito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a crise no campo tornou-se uma realidade e a situação financeira ficou insustentável para criar seus filhos, Ângelo mudou-se com a família para a cidade com o propósito de ganhar a vida. Lá trabalhou como mecânico, marceneiro, ferreiro e servente de pedreiro. Aos poucos conseguiu montar uma oficina e foi o primeiro fabricante de charretes e carrocerias de caminhão na cidade. Meu avô era um artesão que conseguia transformar ferro e madeira em diferentes peças para uso doméstico e comercial. Quando seus filhos foram constituir suas próprias famílias, ele fechou a oficina e passou a transportar, com a charrete puxada pelo Baio, os passageiros que embarcavam e desembarcavam na estação de trem que hoje é só ruína de um tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Márcio Mariguela é psicanalista e professor de história da filosofia contemporânea na Unimep.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-296878361105875466?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/296878361105875466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/03/o-nome-do-pai.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/296878361105875466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/296878361105875466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/03/o-nome-do-pai.html' title='O NOME DO PAI'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-9103151832724991718</id><published>2010-02-13T05:26:00.000-08:00</published><updated>2010-02-13T05:26:15.222-08:00</updated><title type='text'>FORUM SOCIAL URBANO 2010.</title><content type='html'>Olá, vamos participar deste Fórum? Acabei de receber o convite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Movimentos sociais e organizações da habitantes convidam para o Fórum Social Urbano 2010 (Rio de Janeiro, Brasil 22 - 26 março de 2010) Nos bairros e no mundo, em luta pelo direito à cidade, pela democracia e justiça urbanas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em março de 2010, a cidade do Rio de Janeiro irá receber o V Fórum Urbano Mundial. Organizado a cada dois anos pela Agência Habitat da Organização das Nações Unidas (ONU), a expectativa é que este ano o encontro reúna cerca de 50 mil pessoas de todo o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As edições anteriores do FUM foram dominadas pelas delegações oficiais, enquadradas pela retórica e agenda das organizações multilaterais – Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Aliança de Cidades, entre outras. Palavras, palavras, palavras... mas também um reiterado esforço de impor às cidades de todo mundo, em particular dos países periféricos, o modelo da cidade-empresa competitiva, dos grandes projetos de impacto, que aprofundam as desigualdades e os processos de aburguesamento. A retórica do alívio da pobreza não consegue esconder os fracassos de uma política que submete nossas cidades à lógica do mercado, tanto mais que se desconhecem, ou se silenciam, os mecanismos e processos que produzem e reproduzem cidades desiguais, social e ambientalmente injustas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em suas várias edições o FUM também tem sido incapaz de abrir espaço àqueles e àquelas que, em todas as cidades do mundo, resistem à lógica implacável da cidade-empresa e da cidade-mercadoria, que lutam por construir alternativas aos modelos adotados em vários governos, e difundidos pela “ajuda” internacional nem sempre desinteressada e por consultores, assim como por conferências e congressos mundiais onde a miséria urbana de milhões se transforma em frias estatísticas e promessas nunca cumpridas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por estas razões, os movimentos sociais e organizações do Rio de Janeiro vimos convidar todos os movimentos sociais e organizações da sociedade civil do mundo a construírem conosco um espaço de ampla e livre manifestação e debate no Fórum Social Urbano. Será um espaço e um tempo para nos conhecermos e reconhecermos, para trocarmos experiências e construirmos coletivamente a perspectiva de uma outra cidade: democrática, igualitária, comprometida com a justiça social e ambiental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;OBJETIVOS&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O objetivo do Fórum Social Urbano é o de possibilitar o diálogo, a troca de experiências, a expressão da diversidade e o fortalecimento das articulações de movimentos sociais e organizações do mundo inteiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Fórum Social Urbano se coloca também como uma oportunidade única para desvendar a verdadeira cidade que procuram esconder atrás dos muros e tapumes, assim como atrás dos discursos sobre cidades globais com os quais muitos governos justificam investimentos bilionários em grandes eventos de marketing urbano. Neste sentido, os movimentos e organizações anfitriãs pretendem oferecer aos participantes internacionais e nacionais a possibilidade de conhecer um Rio de Janeiro que não está nos cartões postais nem na propaganda oficial, um Rio de Janeiro injusto e feio, mas que é também rico de resistência e criatividade popular.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ATIVIDADES&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De 23 a 26 de março de 2010, em paralelo às atividades do Fórum Urbano Mundial estarão se realizando as atividades do Fórum Social Urbano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As atividades se organizarão como segue:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- painéis e debates em torno a 4 Eixos: Violências Urbanas e Criminalização da Pobreza; Megaeventos e a Globalização das Cidades; Justiça Ambiental na Cidade; Grandes Projetos Urbanos, Áreas Áreas Centrais e Portuárias;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- mesas e debates propostos por movimentos e organizações do Brasil e de outros países;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- exposições e projeções de vídeos;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- manifestações culturais;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- outras que forem propostas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;OS EIXOS&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Criminalização da Pobreza e Violências Urbanas Militarização das periferias e bairros populares. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Criminalização da pobreza e dos imigrantes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Violências urbanas, em suas múltiplas manifestações. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Racismo, machismo e homofobia na cidade. A violência contra as mulheres. Repressão e criminalização dos militantes populares e dos direitos humanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Megaeventos e a Globalização das Cidades. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Copa do Mundo, Olimpíadas, exposições internacionais. Impactos de megaeventos internacionais nas cidades, a partir das experiências internacionais e do Rio de Janeiro. Quais são os “legados” e quem são seus beneficiários?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Justiça Ambiental na Cidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meio ambiente, desigual e organização do espaço urbano. Saneamento, saúde e meio ambiente. Racismo ambiental. Conflitos ambientais e as lutas de resistência. Mudanças climáticas e as cidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Grandes Projetos Urbanos, Áreas Centrais e Portuárias. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Revitalização” dos centros urbanos e áreas portuárias. Mobilidade. Processos de aburguesamento. Expulsão das populações tradicionais através da violência e através do “mercado”. Grande capital, parcerias público-privadas e a especulação fundiária. Globalização e capitalismo nas cidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;OUTRAS ATIVIDADES&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para além dos eixos propostos, convidamos as organizações e movimentos do Rio de Janeiro, do Brasil e do Mundo a contribuírem com propostas de atividades autogestionadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estas poderão ter caráter de debates, plenárias, fóruns de articulação, exposições, projeções, banquinhas ou atividades culturais. A data limite para o envio de propostas é 7 de março de 2010. A incrição de atividades deve ser feita através do preenchimento do formulário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;FÓRUM SOCIAL URBANO - PROPOSTA DE ATIVIDADE.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Comissão de Programação buscará contemplar todas as propostas recebidas, dentro dos limites de espaço e tempo disponíveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também serão organizadas visitas e tours guiados para permitir o contato direto com realidades urbanas pouco conhecidas, como manifestações culturais da cidade e experiências de luta – movimentos comunitários, ocupações, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O LOCAL&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As atividades do “Fórum Social Urbano” ocorrerão no espaço do Centro Cultural da Ação da Cidadania Contra a Fome, à rua Avenida Barão de Tefé 75, no bairro da Saúde (VEJA O MAPA). Trata-se de armazém portuário edificado em 1871, restaurado em 2002, que hoje acolhe eventos políticos, artísticos e culturais (VEJA FOTOS). O espaço tem 14.000 m2, oferecendo amplas condições para a realização de várias atividades simultâneas, colocação de banquinhas, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O local do Fórum Social Urbano encontra-se a 300 metros do local onde transcorrerá o FUM, facilitando a circulação de todos os participantes entre os dois eventos. As visitas guiadas partirão sempre do mesmo local, conforme será oportunamente divulgado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;INFORMAÇÕES:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fórum Urbano Social: Democracia e Justiça na Cidade&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E-mail: &lt;a href="mailto:comunicacaofsu@gmail.com"&gt;comunicacaofsu@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inscrições de atividades: programacaofsu@gmail.com&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-9103151832724991718?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/9103151832724991718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/02/forum-social-urbano-2010.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/9103151832724991718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/9103151832724991718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/02/forum-social-urbano-2010.html' title='FORUM SOCIAL URBANO 2010.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-8930943225407248106</id><published>2010-01-16T05:07:00.000-08:00</published><updated>2010-01-17T05:56:53.148-08:00</updated><title type='text'>NOTÍCIAS DO HAITI.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queridos leitores, queridas leitoras, não deixem de acessar o site abaixo indicado. Lá vocês encontrarão relatos de pesquisadores que atuam no Haiti e nos trazem uma outra&amp;nbsp;visão dos acontecimentos que afetam aquele país, contrastando, em muitos aspectos, dos noticiários divulgados pela mídia nacional e internacional.&amp;nbsp;Anexei aqui o texto de Otávio Calegari Jorge, mas existem outros também muito esclarecedores.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um grande abraço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Notícias do Haiti&lt;br /&gt;&lt;a href="http://lacitadelle.wordpress.com/2010/01/"&gt;http://lacitadelle.wordpress.com/2010/01/&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haiti: estamos abandonados &lt;br /&gt;13 13UTC Janeiro 13UTC 2010, 23:39&lt;br /&gt;Arquivado em: HAITI &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noite de ontem foi a coisa mais extraordinária de minha vida. Deitado do lado de fora da casa onde estamos hospedados, ao som das cantorias religiosas que tomaram lugar nas ruas ao redor e banhado por um estrelado e maravilhoso céu caribenho, imagens iam e vinham. No entanto, não escrevo este pequeno texto para alimentar a avidez sádica de um mundo já farto de imagens de sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que presenciamos ontem no Haiti foi muito mais do que um forte terremoto. Foi a destruição do centro de um país sempre renegado pelo mundo. Foi o resultado de intervenções, massacres e ocupações que sempre tentaram calar a primeira república negra do mundo. Os haitianos pagam diariamente por esta ousadia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que o Brasil e a ONU fizeram em seis anos de ocupação no Haiti? As casas feitas de areia, a falta de hospitais, a falta de escolas, o lixo. Alguns desses problemas foram resolvidos com a presença de milhares de militares de todo mundo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ONU gasta meio bilhão de dólares por ano para fazer do Haiti um teste de guerra. Ontem pela manhã estivemos no BRABATT, o principal Batalhão Brasileiro da Minustah. Quando questionado sobre o interesse militar brasileiro na ocupação haitiana, Coronel Bernardes não titubeou: o Haiti, sem dúvida, serve de laboratório (exatamente, laboratório) para os militares brasileiros conterem as rebeliões nas favelas cariocas. Infelizmente isto é o melhor que podemos fazer a este país.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, dia 13 de janeiro, o povo haitiano está se perguntando mais do que nunca: onde está a Minustah quando precisamos dela? &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Posso responder a esta pergunta: a Minustah está removendo os escombros dos hotéis de luxo onde se hospedavam ricos hóspedes estrangeiros. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Longe de mim ser contra qualquer medida nesse sentido, mesmo porque, por sermos estrangeiros e brancos, também poderíamos necessitar de qualquer apoio que pudesse vir da Minustah. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A realidade, no entanto, já nos mostra o desfecho dessa tragédia – o povo haitiano será o último a ser atendido, e se possível. O que vimos pela cidade hoje e o que ouvimos dos haitianos é: estamos abandonados. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A polícia haitiana, frágil e pequena, já está cumprindo muito bem seu papel – resguardar supermercados destruídos de uma população pobre e faminta. Como de praxe, colocando a propriedade na frente da humanidade. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me incomoda a ânsia por tragédias da mídia brasileira e internacional. Acho louvável a postura de nossa fotógrafa de não sair às ruas de Porto Príncipe para fotografar coisas destruídas e pessoas mortas. Acredito que nenhum de nós gostaria de compartilhar, um pouco que seja, o que passamos ontem. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente precisamos de mais uma calamidade para notarmos a existência do Haiti. Para nós, que estamos aqui, a ligação com esse povo e esse país será agora ainda mais difícil de ser quebrada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espero que todos os que estão acompanhando o desenrolar desta tragédia também se atentem, antes tarde do que nunca, para este pequeno povo nesta pequena metade de ilha que deu a luz a uma criatividade, uma vontade de viver e uma luta tão invejáveis. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Otávio Calegari Jorge&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-8930943225407248106?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/8930943225407248106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/01/noticias-do-haiti.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8930943225407248106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8930943225407248106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2010/01/noticias-do-haiti.html' title='NOTÍCIAS DO HAITI.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-6959219047089547592</id><published>2009-12-25T11:16:00.000-08:00</published><updated>2009-12-25T11:16:03.452-08:00</updated><title type='text'>FIM DE ANO.</title><content type='html'>Repetimos sempre o mesmo ritual&lt;br /&gt;compras, festas, bebidas,&lt;br /&gt;promessas, esperanças.&lt;br /&gt;Um ano termina, entra outro &lt;br /&gt;e de novo, e de novo, e de novo.&lt;br /&gt;Mas, o que há de novo?&lt;br /&gt;Nossa enorme fragilidade.&lt;br /&gt;Acredito estar ai outras possibilidades &lt;br /&gt;de VIDA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se desfizer a ilusão&lt;br /&gt;de que é possível ser feliz sozinho,&lt;br /&gt;aí sim, quem sabe, &lt;br /&gt;nossa eterna dor dê lugar&lt;br /&gt;A amores leves&lt;br /&gt;A um planeta lindo&lt;br /&gt;A crianças com infância&lt;br /&gt;A velhos guardadores da poesia&lt;br /&gt;A adultos cuidadores de mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não espero nada.&lt;br /&gt;Faço a travessia&lt;br /&gt;e, nos encontros, &lt;br /&gt;pessoas diversas.&lt;br /&gt;Deixo de ser o que sou,&lt;br /&gt;vou me tornando outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço a todos(as)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Áurea)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-6959219047089547592?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/6959219047089547592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/12/fim-de-ano.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6959219047089547592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6959219047089547592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/12/fim-de-ano.html' title='FIM DE ANO.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-1468411925553789791</id><published>2009-12-12T20:30:00.000-08:00</published><updated>2009-12-12T20:34:14.071-08:00</updated><title type='text'>TRIBUNAL POPULAR - NÚCLEO DE CAMPINAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS, CONTRA TOLERÂNCIA ZERO&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dez de dezembro de 2009,&amp;nbsp;data em que se comemora 61 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, Campinas se mobilizou para participar de uma “Tribuna Popular” contra a higienização social e a violência em Campinas. O evento aconteceu no auditório do Centro de Pastoral Pio XII. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mesa de análise sobre higienização e violência, coordenada por Paulo Búfalo do PSol, contou com a presença da Profa. Dra. Ângela Almeida, militante dos Direitos Humanos e membro do Observatório das Violências Policiais, e também de Paulo Mariante, dirigente do PT em Campinas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de dar início às atividades da programação, Paulo Búfalo prestou uma homenagem a duas pessoas importantes do movimento: Tião, do Sindicato dos Químicos e Zezinho, da Ação Popular e do Grupo de Jovens da Vila Georgina, morto na madrugada de hoje. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Zezinho foi preso num ponto de ônibus, acusado de um crime que não cometeu, e só foi libertado uma semana depois. Incomunicável, não pode tomar os remédios necessários à sua saúde abalada com a prisão. Assustado, mas tentando retomar a vida, teve um enfarto e veio a falecer. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paulo Mariante analisou a atuação da Guarda Municipal de Campinas que, desde a administração do ex-prefeito Chico do Amaral, tem se transformado em um instrumento de repressão ao invés de proteger a população. Considera que nos últimos anos há, nos grandes centros urbanos, uma ação coordenada voltada à repressão dos movimentos sociais e das pessoas que não podem usufruir das benesses do capital. As operações “Tolerância Zero” e “Bom dia morador de rua” iniciadas no mês de outubro deste ano tem por objetivo expulsar da cidade todas as pessoas que atrapalham os interesses financeiros e imobiliários de grupos que apóiam as ações violentas das triagens, das prisões arbitrárias, das execuções sumárias, das passagens de ônibus distribuídas entre jovens moradores de rua para que saiam de Campinas em direção a lugares onde não conhecem ninguém. Estas são ações que substituem as políticas públicas para atender a demanda de emprego, arte, cultura, educação, saúde, assistência social e outras. As poucas que existem estão sendo eliminadas dos programas institucionais. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A profa. Ângela relatou como se deu a organização do Tribunal Popular em São Paulo, criado em dezembro de 2008. Na experiência de São Paulo, nas três primeiras sessões debateu-se sobre a criminalização da pobreza, na quarta, a criminalização dos movimentos sociais, e em seguida houve o julgamento simbólico do Estado brasileiro pelas práticas de violações de direitos. Para a profa. Ângela, dizer que a polícia “está mal preparada” para atuar nas ruas não é verdade, porque a brutalidade de suas ações é um fenômeno que abrange os centros urbanos de vários países do mundo. Pobres, negros, imigrantes estão condenados ao extermínio nesta fase atual do capitalismo neo-liberal. Os policiais estão sendo formados para torturar, para matar. Além disso, segundo a profa. Ângela, as execuções, a banalização da morte estão intimamente relacionadas com os crimes cometidos pelas ditaduras, ou seja, se os torturadores de ontem estão impunes, hoje estão livres para continuar a afrontar os direitos humanos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após a fala dos dois palestrantes, a tribuna apresentou denúncias de violências e abusos cometidos nas operações citadas acima e que não foram noticiadas pela mídia. Uma representante do MST e dois jovens moradores de rua deram seus depoimentos.Um deles relatou sobre um arrastão feito perto da antiga rodoviária de Campinas. Não houve agressão, mas uma fiscalização/triagem das pessoas que ali se encontravam. O outro jovem, usuário de crack, morou na rua por um tempo e, atualmente, está na fundação Padre Haroldo, recuperando-se da dependência química. Após as considerações finais que culminaram no lançamento em Campinas de um Núcleo do Tribunal Popular, como espaço de reflexão e denúncia de violações de direitos humanos, o público seguiu em caminhada até o Fórum Central.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-1468411925553789791?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/1468411925553789791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/12/tribunal-popular-nucleo-de-campinas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1468411925553789791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1468411925553789791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/12/tribunal-popular-nucleo-de-campinas.html' title='TRIBUNAL POPULAR - NÚCLEO DE CAMPINAS'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-8585012516883442551</id><published>2009-11-28T18:02:00.000-08:00</published><updated>2009-11-28T18:06:23.274-08:00</updated><title type='text'>A MÚSICA DE ÁLVARO HENRIQUE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queridos(as) Leitores(as)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Álvaro Henrique é um jovem violonista que se interessa pela divulgação da música erudita. Gostei do comentário que ele colocou em meu blog e torço para que continue firme em seus propósitos, apesar de todas as dificuldades que acompanham a vida dos músicos no Brasil. Convido todos(as) vocês a assistirem o video&amp;nbsp;no qual ele toca, fala das composições, dos compositores e sobre o&amp;nbsp;"violão clássico".&amp;nbsp;O endereço é &lt;a href="http://vimeo.com/7803038"&gt;http://vimeo.com/7803038&lt;/a&gt;.&amp;nbsp; Também possui o site: &lt;a href="http://www.alvarohenrique.com/"&gt;http://www.alvarohenrique.com/&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Álvaro, parabéns.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-8585012516883442551?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/8585012516883442551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/11/musica-de-alvaro-henrique.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8585012516883442551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8585012516883442551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/11/musica-de-alvaro-henrique.html' title='A MÚSICA DE ÁLVARO HENRIQUE'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-5351848097122290472</id><published>2009-11-11T18:08:00.000-08:00</published><updated>2009-11-11T18:12:05.679-08:00</updated><title type='text'>BLOG GENERACIÓN Y - AYUDAR</title><content type='html'>Meus queridos e minhas queridas. &lt;br /&gt;A pedido de amigos, estou divulgando o blog de uma garota cubana que tem sido vítima de violência por relatar o cotidiano da ilha. Acho que vale a pena conhecermos e debatermos o assunto. Um abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.desdecuba.com/generaciony/?page_id=2222"&gt;http://www.desdecuba.com/generaciony/?page_id=2222&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-5351848097122290472?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/5351848097122290472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/11/blogue-generaciony.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/5351848097122290472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/5351848097122290472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/11/blogue-generaciony.html' title='BLOG GENERACIÓN Y - AYUDAR'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-3569263258757004455</id><published>2009-11-07T10:05:00.000-08:00</published><updated>2009-11-07T10:11:08.905-08:00</updated><title type='text'>CASO UNIBAN.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queridos(as) leitores(as)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Luis Fernando Vitagliano, Mestre em Ciência Política pela Unicamp e professor de Relações Internacionais da FMU escreveu um texto sobre os acontecimentos que envolveram&amp;nbsp;uma estudante da Uniban. O fato de usar mini saia provocou reações violentas de jovens que inconformados com a atitude da colega, agrediram-na fisicamente e com palavrões. Compartilho com Vitagliano a sua indignação e por isso resolvi publicar no meu blogue as ideías ali colocadas. Concordo que os(as) estudantes poderiam opiniar a respeito do traje usado, &amp;nbsp;afinal vivemos numa democracia..., mas daí partir para agressões?&amp;nbsp;É um caso para pensarmos&amp;nbsp;sobre o&amp;nbsp;tipo de educação que&amp;nbsp;esses jovens têm recebido. O governo do Estado e todo o seu aparato técnico burocrático dizem que universidades como USP e Unicamp não ensinam nada, uma vez que seus cursos, principalmente os de formação de professores, são essencialmente ideológicos. O que chamam de ideológico? Uma formação que alerta para os perigos da falta de reflexão? Vale aqui um alerta: Hannah Arendt em "A Vida do Espírito" comenta o julgamento do nazista Eichmann em Jerusalem. Quando ele era inquerido sobre as atrocidades cometidas, sempre alegava ter sido um excelente funcionário, e era simplesmente incapaz de pensar sobre decisões éticas. Sempre que era confrontado com situações para as quais não havia procedimentos de rotina parecia indefeso. Diz Arendt que não se trata de estupidez, mas de irreflexão, ou seja, "é mais provável que a perversidade seja provocada pela ausência de pensamento". &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso Uniban: a barbárie do conhecimento sem ética&lt;br /&gt;(Publicado em "OPINIÃO" do JORNAL DA TARDE em 07/11/2009)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://txt.jt.com.br/editorias/2009/11/07/opi-1.94.8.20091107.2.1.xml"&gt;http://txt.jt.com.br/editorias/2009/11/07/opi-1.94.8.20091107.2.1.xml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Luis Fernando Vitagliano*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi absurdamente chocado as imagens que mostram perseguição e condenação pública da estudante da Uniban em São Bernardo do Campo por usar uma minissaia. Em reportagens li depoimentos que descrevem meninas indignadas com a saia da estudante, querendo forçá-la a tirar sua roupa no banheiro e colocar calça. De repente havia pressões de todos os lados. Nos vídeos que circulam na internet é possível ouvir nitidamente palavras de baixo calão. Li relatos sobre cuspes e chutes na porta.&lt;br /&gt;Mas nada se compara ao absurdo deste fato ter ocorrido nas dependências de uma universidade. Até mesmo aulas foram interrompidas. E o mais assustador: seguranças, coordenadores e professores – não todos evidentemente – pareciam reforçar o comportamento público e também condenar as escolhas pessoais da estudante. Justo em uma universidade? Lugar que deve primar pelo respeito mútuo e colaboração, encontrarmos tamanha demonstração de preconceito e falsa moralidade.&lt;br /&gt;Como professor universitário não posso deixar de manifestar indignação com o evento. A não ser que uma norma escrita pela universidade discrimine nitidamente qual tipo de vestimenta os alunos não devem usar nas dependências do campi (e arque com as conseqüências jurídicas do seu ato proibitivo), cada um tem o direito de vestir-se da maneira que lhe convier.&lt;br /&gt;Discuti o evento com meus alunos, que calorosamente se posicionaram sobre o acontecido. Na tentativa de entender a irracionalidade do comportamento das massas e a epifania da barbárie, nossos argumentos se afloraram. A forma mais usual de justificar os atos de preconceitos protagonizados naquela dependência universitária é dizer que a roupa abusada foi usada causar reações. “Quem sai vestida assim professor, quer provocar!”. Se no ônibus a estudante foi chamada ‘carinhosamente’ de gostosa o que ocorreu na universidade foi uma crescente manifestação provocada pelo seu comportamento.&lt;br /&gt;O argumento não se justifica. Alias é perigoso porque transformam a vítima em algoz. O argumento inverte valores e posições. A estudante da minissaia foi vitima de preconceito e não quem o provocou.&lt;br /&gt;O maior risco da democracia como regime político é tornar-se a ditadura da maioria. O ocorrido é basicamente uma demonstração de intolerância com relação a escolhas pessoais. Associa a roupa às escolhas sociais: esteriotipado.&lt;br /&gt;Posso dizer que eu até entenderia reações contrarias ao uso das roupas ditas ‘abusadas’ se formassem uma crescente manifestação contra o uso da minissaia – tratado assim no genérico e como regra local – claro que o conservadorismo me ia causar estranheza, mas não choque. Mas o caso não tratou disso. Foi nitidamente uma demonstração de intolerância e falso moralismo.&lt;br /&gt;Não podemos nos furtar à preocupação em relação aos casos em que a moral privada, em num regime republicano, invade o espaço público. É alarmante pensar que gerações de estudantes estão se formando sem o discernimento de que o respeito às posições de grupos sociais diferentes e/ou minoritários merecem espaço na sociedade. Pior é perceber o nível de hipocrisia no Brasil: uma sociedade onde a bunda é o carro chefe de toda a televisão aberta de repente trata uma minissaia como um atentado violento ao pudor. Desesperador, no meu caso, é saber que isso acontece no corpo discente (com consentimento de docentes) do ensino superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LUÍS FERNANDO VITAGLIANO &lt;br /&gt;&lt;a href="http://luisvita.blogspot.com/"&gt;http://luisvita.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cientista Social - São Paulo/SP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-3569263258757004455?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/3569263258757004455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/11/caso-uniban.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3569263258757004455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3569263258757004455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/11/caso-uniban.html' title='CASO UNIBAN.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-7511819041366276670</id><published>2009-10-29T06:14:00.000-07:00</published><updated>2009-10-29T06:14:04.159-07:00</updated><title type='text'>CLICHES DE VIDA E DE MORTE  (Contardo Calligaris)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queridos(as) amigos(as) é difícil manter um blogue atualizado, pois as tarefas cotidianas nos consomem e mal temos tempo de parar para refletir sobre os acontecimentos. Mas, existem momentos nos quais é preciso parar, pensar em modos de ação, em maneiras de se&amp;nbsp;evitar a banalização da vida, os clichês que muitas vezes nos fazem agir movidos pela raiva, pelo preconceito, pela ilusão de que fatos da nossa realidade não nos dizem respeito. Abaixo, postei um texto do psicanalista Contardo Calligaris&amp;nbsp;sobre as&amp;nbsp;ações violentas que refletem não apenas a situação social do Rio de Janeiro, mas do nosso país. Quando terminei a leitura desse pequeno artigo me perguntei: "o que significa PAZ?" e me lembrei da música "Minha Alma" - O Rappa: &lt;em&gt;Paz sem voz, não é paz é medo, às vezes eu falo com a vida, às vezes é ela quem diz.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um abraço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha de São Paulo - &amp;nbsp;29/10/2009&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NA SEMANA passada, na zona norte do Rio de Janeiro, durante um conflito entre os traficantes do morro dos Macacos, na Vila Isabel, e os do morro de São João, em Engenho Novo, um helicóptero da Polícia Civil foi derrubado a tiros. Enquanto a guerra entre as facções do tráfico continua, a polícia tenta encontrar os responsáveis e, quem sabe, "reconquistar" esses e outros morros cariocas. Essa conjuntura produziu, ao longo da semana, numerosas mortes e algumas imagens assombrosas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mais comentada, Brasil afora, foi uma fotografia de Marcelo Sayão/Efe: ela mostra um corpo torturado e baleado, que foi achado, na terça-feira, dentro de um carrinho de supermercado, nas proximidades do morro dos Macacos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na foto, ao redor do carrinho, há nove adolescentes, meninos e meninas; um deles, vestido a caráter, carrega um skate; dois usam chapéus de beisebol; só um veste uma camiseta sem logotipos e marcas, branca; alguns esticam o pescoço para examinar o cadáver (ocultado parcialmente por um saco de lixo).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mesmo dia ou nos dias seguintes, não sei mais, esbarrei em outra fotografia, cujo tema era mais usual e de cujo autor, infelizmente, não me lembro. Nela, um soldado do tráfico está em cima da laje de uma casa que é situada, provavelmente, nas alturas do morro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cena é fotografada de baixo, como se fosse vista por alguém que está tentando subir -por exemplo, um invasor, seja ele policial ou traficante de outra quadrilha. Com o rosto escondido pela camiseta revirada e transformada em capuz (mas quem inventou esse hábito, os jogadores de futebol ou os criminosos?), o soldado do tráfico ergue sua metralhadora mais como uma bandeira do que como uma arma. Bandeira de quê? Do tráfico de drogas ou de sua vontade (satisfeita?) de ter um acesso fácil à festa do consumo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fundo, tanto faz. A droga é apenas mais um objeto que resume e carrega consigo as falsas promessas de todos os outros objetos: "Consuma-me e fique bacana e feliz".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto faz, também, porque duvido que, lá em cima do morro, o soldado do tráfico se preocupe com as cores e a significação de sua bandeira; ele não está defendendo ou promovendo a causa de seus valores ou de seus interesses, ele está apenas encenando (propositalmente, para o fotógrafo, para os amigos e para nós) um gesto que faz parte da retórica trivial da resistência ou da revolta, tipo "no passarán" ou lutaremos "até o último homem".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em outras palavras, o soldado do tráfico está se identificando com as representações do heroísmo assim como elas são vendidas pela produção cultural de massa (sobretudo de segunda categoria): o que ele quer é, antes de mais nada, encarnar um clichê. Por isso mesmo, aliás, ele é patético, no duplo sentido da palavra: sinistro (porque quem age para sair bem na foto é capaz de qualquer pose -ou seja, de qualquer selvageria que capture o olhar do outro) e tocante (pela miséria de seu destino).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falando em destino miserável, pareceu-me entender, de repente, por que o cadáver no carrinho do supermercado é o futuro do soldadinho que se exibe no alto do morro. Há, entre as duas imagens, uma implicação lógica. Claro, quem vive na bravata, geralmente, coloca sua vida em risco, mas, no caso, não é só disso que se trata.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O soldado do morro pratica uma bravata sem valores, ideais ou interesses definidos para defender. Sem dúvida, ele tem aspirações de consumo, está a fim de um tênis legal, de um chapéu de marca e de todo o bagulho de que ele precisar, mas seria ingênuo pensar que ele arrisca a vida por essas "commodities" -que, afinal, ele poderia conseguir de outro jeito, a um custo menor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se ele arrisca a vida é para nos mostrar, do alto do morro, sua metralhadora erguida, na esperança de causar forte impressão: junto com nosso medo, ele quer suscitar nossa admiração, quem sabe nossa inveja. Por isso, antes de ambicionar TER as coisas que estão nas prateleiras das lojas, ele ambiciona SER um enlatado cultural, um produto de massa supostamente desejado por todos. E é normal que um produto de massa, mais cedo mais tarde, acabe num carrinho de supermercado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez seja este o sentido da curiosidade manifestada pelos jovens reunidos ao redor do morto desovado em baixo do morro dos Macacos: "Que produto mais estranho é esse? Será que é maneiro? Será que é "da hora'?".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-7511819041366276670?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/7511819041366276670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/10/cliches-de-vida-e-de-morte-contardo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7511819041366276670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7511819041366276670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/10/cliches-de-vida-e-de-morte-contardo.html' title='CLICHES DE VIDA E DE MORTE  (Contardo Calligaris)'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-1110749982281577858</id><published>2009-10-05T12:47:00.000-07:00</published><updated>2009-10-05T12:47:35.012-07:00</updated><title type='text'>UMA HOMENAGEM A MERCEDES SOSA.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;“Si Se Calla El Cantor” - (Horacio Guarany)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si se calla el cantor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;calla la vida porque la vida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;la vida misma es todo un canto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;si se calla el cantor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muere de espanto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;la esperanza, la luz y la alegría.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si se calla el cantor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se quedan solos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;los humildes gorriones de los diarios,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;los obreros del puerto se persignan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quién habrá de luchar por su salario.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Que ha de ser de la vida si el que canta &lt;br /&gt;no levanta su voz en las tribunas por el que sufre, &lt;br /&gt;por el que no hay ninguna razón &lt;br /&gt;que lo condene a andar sin manta'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si se calla el cantor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muere la rosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de que sirve la rosa sin el canto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;debe el canto ser luz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sobre los campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;iluminando siempre a los de abajo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que no calle el cantor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque el silencio cobarde apaña la maldad que oprime,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no saben los cantores de agachadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no callarán jamás de frente al crimén. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Que se levanten todas las banderas &lt;br /&gt;cuando el cantor se plante con su grito &lt;br /&gt;que mil guitarras desangren en la noche &lt;br /&gt;una inmortal canción al infinito'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si se calla el cantor...calla la vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-1110749982281577858?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/1110749982281577858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/10/uma-homenagem-mercedes-sosa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1110749982281577858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1110749982281577858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/10/uma-homenagem-mercedes-sosa.html' title='UMA HOMENAGEM A MERCEDES SOSA.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-6450263799623694861</id><published>2009-09-13T20:42:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T20:42:38.249-07:00</updated><title type='text'>DEPUTADOS DERRUBAM "LEI DA MORDAÇA"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queridos amigos e amigas, a Edwiges Lima acabou de me fornecer uma informação muito valiosa. A Secretaria de Comunicações da Apeoesp comunicou a todos os professores da rede estadual que a famigerada "lei da mordaça" foi derrubada. Abaixo, segue o FAX nº53 da APEOESP, datado de 10/09/09. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;URGENTE http://www.apeoesp.org.br • imprensa@apeoesp.org.br&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nº 53&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;10/09/2009&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Secretaria de Comunicações&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em fevereiro, o governador José Serra havia vetado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;projeto idêntico de autoria de Roberto Felício.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lei era um dos entulhos da ditadura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os deputados aprovaram na&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;noite de terça-feira, 8, o Projeto&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;de Lei Complementar 1/2009, de&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;autoria do governador, extinguindo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a chamada “Lei da Mordaça”,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;instituída em 1968, durante a ditadura&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;militar, que impedia servidores&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;estaduais (professores, médicos,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;policiais, advogados etc) de&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;dar entrevistas ou criticar autoridades&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ou seus atos. O PLC revoga&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o inciso I do artigo 242 da Lei&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;10261, de 1968 (Estatuto do Servidor&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Público do Estado de São&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paulo).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Assembleia Legislativa já havia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;aprovado, no ano passado, um PLC&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;do mesmo teor, de autoria do deputado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Roberto Felício (PT). Também&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;tramitava, na época, projeto&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;com mesmo teor de autoria do deputado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Carlos Gianazzi (PSOL). Por&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;serem professores, ambos parlamentares&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;juntaram esforços para&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;derrubar a Lei da Mordaça, através&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;de acordo que levou à aprovação&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;do projeto de Roberto Felício. Em&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;fevereiro deste ano, o PLC recebeu&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o veto do governador José&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Serra. Em seguida, o governador&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;encaminhou ao Legislativo projeto&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;de sua autoria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o deputado, a aprovação&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;do PLC 1/2009 deve ser&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“comemorada por todos, pois&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;restitui aos servidores públicos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;do Estado de São Paulo um dos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;direitos fundamentais da cidadania:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a liberdade de expressão”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Roberto lembrou que o dispositivo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;presente na Lei 10261 era&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;utilizado costumeiramente para&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;intimidar o servidor público estadual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Este estatuto, já ancião,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;foi produzido quando no Brasil&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;estava em vigor o regime de&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;exceção, inaugurado com o&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Golpe Militar de 1964.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;UM CONVITE&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontro Estadual da Educação Infantil&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No próximo dia 19, a APEOESP&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e o Sedin (Sindicato da Educação&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infantil) promoverão o Encontro Estadual&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;de Professores de Educação&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infantil. O encontro acontecerá no&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Auditório Florestan Fernandes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(sede Central), às 14 horas, e discutirá&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o tema “O papel da Educação&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infantil no processo Ensinoaprendizagem”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As subsedes da APEOESP terão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;direito a inscrever dois professores,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;preferencialmente da Educação&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infantil, para participarem do&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontro. As inscrições devem ser&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;feitas até o dia 17 com Roseli&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(presidência) pelo telefone (11)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3350-6021.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-6450263799623694861?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/6450263799623694861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/09/deputados-derrubam-lei-da-mordaca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6450263799623694861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6450263799623694861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/09/deputados-derrubam-lei-da-mordaca.html' title='DEPUTADOS DERRUBAM &quot;LEI DA MORDAÇA&quot;'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-3658556410328598156</id><published>2009-09-05T18:59:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T18:56:20.246-07:00</updated><title type='text'>DES-ORDEM</title><content type='html'>Olá amigas e amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei de receber da Teresa Candolo a indicação desse vídeo elaborado por Willen Teófilo Soares. Willen é brasileiro, artista plástico e reside em Nova Iorque. Ele nos fala sobre des-ordem. &lt;br /&gt;Afinal, o que é des-ordem?; quem quer manter a ordem?; quem quer criar a desordem? &lt;br /&gt;A música que acompanha o vídeo é dos Titãs e foi composta em 1987. &lt;br /&gt;Qualquer semelhança com os fatos atuais é mera coincidência. Será???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês poderão acessar o link, clicando no segundo video à direita, de cima para baixo.                        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desordem &lt;br /&gt;Titãs (1987) &lt;br /&gt;Composição: Sérgio Britto / Charles Galvin / Marcelo Fromer &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os presos fogem do presídio&lt;br /&gt;Imagens na televisão&lt;br /&gt;Mais uma briga de torcidas&lt;br /&gt;Acaba tudo em confusão&lt;br /&gt;A multidão enfurecida&lt;br /&gt;Queimou os carros da polícia&lt;br /&gt;Os presos fogem do controle&lt;br /&gt;Mas que loucura esta nação&lt;br /&gt;Não é tentar o suicídio&lt;br /&gt;Querer andar na contramão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quer manter a ordem?&lt;br /&gt;Quem quer criar desordem?&lt;br /&gt;Quem quer manter a ordem?&lt;br /&gt;Quem quer criar desordem?&lt;br /&gt;Quem quer manter a ordem?&lt;br /&gt;Quem quer criar desordem?&lt;br /&gt;Quem quer manter a ordem?&lt;br /&gt;Quem quer criar desordem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se existe mais justiça&lt;br /&gt;Nem quando é pelas próprias mãos&lt;br /&gt;População enlouquecida&lt;br /&gt;Começa então o linchamento&lt;br /&gt;Não sei se tudo vai arder&lt;br /&gt;Como algum liquido inflamável&lt;br /&gt;O que mais pode acontecer&lt;br /&gt;Num país pobre miserável&lt;br /&gt;E ainda pode se encontrar&lt;br /&gt;Quem acredite no futuro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quer manter a ordem?&lt;br /&gt;Quem quer criar desordem?&lt;br /&gt;Quem quer manter a ordem?&lt;br /&gt;Quem quer criar desordem?&lt;br /&gt;Quem quer manter a ordem?&lt;br /&gt;Quem quer criar desordem?&lt;br /&gt;Quem quer manter a ordem?&lt;br /&gt;Quem quer criar desordem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É seu dever manter a ordem&lt;br /&gt;É seu dever de cidadão&lt;br /&gt;Mas o que é criar desordem&lt;br /&gt;Quem é que diz o que é ou não?&lt;br /&gt;São sempre os mesmos governantes&lt;br /&gt;Os mesmos que lucraram antes&lt;br /&gt;Os sindicatos fazem greve&lt;br /&gt;Porque ninguém é consultado&lt;br /&gt;Pois tudo tem que virar óleo&lt;br /&gt;Pra por na máquina do estado &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quer manter a ordem?&lt;br /&gt;Quem quer criar desordem?&lt;br /&gt;Quem quer manter a ordem?&lt;br /&gt;Quem quer criar desordem?&lt;br /&gt;Quem quer manter a ordem?&lt;br /&gt;Quem quer criar desordem?&lt;br /&gt;Quem quer manter a ordem?&lt;br /&gt;Quem quer criar desordem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-3658556410328598156?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/3658556410328598156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/09/des-ordem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3658556410328598156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3658556410328598156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/09/des-ordem.html' title='DES-ORDEM'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-6451598464750847544</id><published>2009-08-31T19:41:00.001-07:00</published><updated>2009-08-31T19:42:48.230-07:00</updated><title type='text'>Filme "Querô"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SRG2YIKlaG4/SpyKHScbVMI/AAAAAAAAACI/hkqSEJvG4xg/s1600-h/QUERO+copy.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 224px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SRG2YIKlaG4/SpyKHScbVMI/AAAAAAAAACI/hkqSEJvG4xg/s320/QUERO+copy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376323912988316866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-6451598464750847544?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/6451598464750847544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/08/filme-quero.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6451598464750847544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6451598464750847544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/08/filme-quero.html' title='Filme &quot;Querô&quot;'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SRG2YIKlaG4/SpyKHScbVMI/AAAAAAAAACI/hkqSEJvG4xg/s72-c/QUERO+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-2774070385404434562</id><published>2009-08-27T19:56:00.000-07:00</published><updated>2009-08-27T20:07:47.263-07:00</updated><title type='text'>A CULTURA HIP HOP</title><content type='html'>Queridas leitoras e queridos leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jaqueline Lima Santos, do Movimento Juventude Negra, está nos convidando para palestras e oficinas sobre a Cultura Hip Hop que acontecerão em Campinas, na Estação Cultura de Campinas, Avenida dos Expedicionários s/n, nos dias 29 e 30 de agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROGRAMAÇÃO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SABADO (29/08)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14:00hs - MESA: Profissionalização e Sustentabilidade da Cultura Hip Hop &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEBATEDORES: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiãozinho (Secretaria de Trabalho e Renda-Campinas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dom Gueto (M.C/Família M.L.K.-Campinas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jords (Produtor/Reação Records- Campinas)to mano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;W.M (Produtor - Itapetininga) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correria (Grife D´Boa – Porto Alegre-RS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kiko ( Cia Eclipse de Dança - Campinas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16:00hs – MESA: O Futuro do Hip Hop no Interior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEBATEDORES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcio Tchuck (assessoria do Hip Hop do Estado – São Paulo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tim (Casa do Hip Hop de Campinas) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro ( Família M.L.K. - Campinas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcio Brown (Ação Periférica - Sorocaba)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mancha (Itapetininga)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raissuli (Vereador e militante do Hip Hop – Salto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18:00 - Balada black e Feira de Trocas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOMINGO (30/08)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9:00 - OFICINAS TEMATICAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bailes black e discos de vinil ( a definir)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexualidade e prevenção as DST/AIDS (Centro de Referencia DST/AIDS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educação não formal (Jaqueline Lima Santos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Projetos sociais e captação de recursos (Nino Fonseca)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igualdade Racial e Garantia de Direitos (Dr. Junior - Casa do Hip Hop) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13:00 atividade cultural com atrações das cidades organizadoras do Forum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-2774070385404434562?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/2774070385404434562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/08/cultura-hip-hop.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/2774070385404434562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/2774070385404434562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/08/cultura-hip-hop.html' title='A CULTURA HIP HOP'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-2953957605567751093</id><published>2009-07-27T16:53:00.000-07:00</published><updated>2009-07-28T06:59:27.956-07:00</updated><title type='text'>ENSINO A DISTÂNCIA X UNIVESP</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quanta confusão em torno desse assunto! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A pergunta que não quer calar: alguns segmentos das universidades paulistas são contra o Ensino a Distância (EaD) &lt;strong&gt;ou&lt;/strong&gt; contra o programa de financiamento criado pelo governo do Estado de S.Paulo, a chamada Universidade Virtual do Estado de S.Paulo (UNIVESP)?&lt;br /&gt;Durante os últimos debates realizados na Unicamp, vários especialistas se manifestaram esclarecendo a diferença entre o Ensino a Distância (EaD) - uma conquista tecnológica fundamental para atingir um maior número de estudantes, principalmente aqueles afastados dos grandes centros, como também para democratizar o acesso à universidade – e a Universidade Virtual do Estado de S.Paulo (UNIVESP), um programa que altera a concepção de autonomia universitária.&lt;br /&gt;As questões que levantávamos eram as seguintes: se o governo quer democratizar o diploma das escolas públicas por EaD, por que ao invés de um Programa ele não propõe aumento de vagas permanentes nas universidades através da contratação de professores e aumento das verbas para a universidade, incluindo aí subsídios para a criação de Cursos de EaD? Por que fazer isso através de um programa de financiamento, fornecedor de recursos somente para projetos individuais de docentes que poderão ou não ser aprovados pela cúpula da UNIVESP? Será que após disputar as eleições presidenciais este programa de financiamento ainda terá dinheiro para aprovar os projetos encaminhados pelos professores universitários? Criticamos a Univesp não por ser EaD e sim por seus objetivos que longe de democratizarem o ensino colocam-no à deriva de verbas que poderão ou não ser liberadas, como também de profissionais pouco habilitados. Referimo-nos aqui aos “tutores”que por baixos salários terão a incumbência de coordenarem o ensino a distância, sanando dúvidas e problemas. Aos professores universitários, cujos projetos forem aprovados, caberão as aulas tele-conferência. Quem se prejudicará? Os alunos à distância terão alguns encontros presenciais com os professores e também para fazer as provas. Serão suficientes? Quem ganha com isso? Queridos(as) leitores(as), pensem a respeito. Comentem. Um abraço a todos(as) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-2953957605567751093?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/2953957605567751093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/07/ensino-distancia-x-univesp.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/2953957605567751093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/2953957605567751093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/07/ensino-distancia-x-univesp.html' title='ENSINO A DISTÂNCIA X UNIVESP'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-1125639972900088971</id><published>2009-07-10T07:22:00.000-07:00</published><updated>2009-07-14T10:17:32.879-07:00</updated><title type='text'>TOQUE DE RECOLHER.</title><content type='html'>Olá queridos(as) leitores(as).&lt;br /&gt;Hoje, quero encaminhar a vocês o parecer do CONANDA: Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.&lt;br /&gt;Se em seu município já existe o Toque de Recolher, proibindo a circulação de crianças e adolescentes nas ruas, durante o período noturno, discuta isso com os seus grupos de amigos, com as instituições educativas do seu bairro e reflita com eles sobre a eficácia ou não desse procedimento.O CONANDA elaborou parecer contrário ao toque de recolher, adotado em alguns municípios brasileiros.&lt;br /&gt;As autoridades preferem retirar crianças e adolescentes do espaço público e confiná-los em suas casas a criar alternativas para que jovens e crianças façam dos espaços lugares para além do consumo, hoje só garantido a alguns segmentos da população que, de modo geral, ocupam os shopping centers, locais exclusivamente relacionados ao comércio e ao consumo. O espaço da cidade, aos poucos, perde o lugar do “publico”, isto é, não promove mais as relações sociais e se caracteriza cada vez mais como produtor da falta de relação social, como denuncia Andréa Góes da Cruz em seu artigo: “Espaço urbano e transformações da subjetividade da criança e do adolescente”, no livro organizado por Lúcia R. de Castro, Infância e Adolescência na Cultura de Consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, o parecer do CONANDA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA),&lt;br /&gt;principal órgão nacional do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e&lt;br /&gt;do Adolescente, no uso de suas atribuições legais de deliberar e&lt;br /&gt;fiscalizar as políticas nacionais para a infância e juventude, reunido&lt;br /&gt;em sua 175º Assembléia Ordinária, aprova o presente *parecer contrário*&lt;br /&gt;ao procedimento denominado Toque de Recolher - proibição de circulação&lt;br /&gt;de crianças e adolescentes nas ruas no período noturno-, adotado em&lt;br /&gt;algumas cidades do País, por meio de portarias de Juízes da Infância e&lt;br /&gt;Juventude.&lt;br /&gt;As portarias judiciais não podem contrariar princípios&lt;br /&gt;constitucionais e legais, como o direito à liberdade, previsto nos&lt;br /&gt;artigos 5 e 227 da Constituição Federal Brasileira, e nos artigos 4 e 16&lt;br /&gt;do ECA - direito à liberdade, incluindo o direito de ir, vir e estar em espaços comunitários;&lt;br /&gt;2) Os artigos 145 a 149 do ECA dispõem sobre as competências e as&lt;br /&gt;atribuições das Varas da Infância e Juventude. Os artigos citados não&lt;br /&gt;prevêem a restrição do direito à liberdade de crianças e adolescentes de&lt;br /&gt;forma genérica, e sim restrições de entrada e permanência em certos&lt;br /&gt;locais e estabelecimentos, que devem ser decididas caso a caso, de forma&lt;br /&gt;fundamentada, conforme o artigo 149;&lt;br /&gt;3) O procedimento contraria a Doutrina da Proteção Integral, da Convenção Internacional dos Direitos da Criança, em vigor no Brasil por meio da Lei 8.069 de 1990 (ECA) e a própria Constituição Federal Brasileira, tendo em vista a violação do direito à liberdade. A apreensão de crianças e adolescentes está em desconformidade&lt;br /&gt;com os requisitos legais por submeter crianças e adolescentes a constrangimento, vexame e humilhação (arts. 5 e 227 da CF e arts. 4, 15, 16, 106, 230 e 232 do ECA). Volta-se a época em que crianças e adolescentes eram tratados como "objetos de intervenção do estado" e não como "sujeitos de direitos". A medida significa um retrocesso, tendo em vista que nos remete à Doutrina da Situação Irregular do revogado Código de Menores e a procedimentos abusivos como a "Carrocinha de Menores" e outras atuações meramente repressivas executadas por Comissariados e Juizados de Menores;&lt;br /&gt;4) Em muitos casos, a atuação dos órgãos envolvidos no Toque de&lt;br /&gt;Recolher denota caráter de limpeza social, perseguição e criminalização&lt;br /&gt;de crianças e adolescentes, sob o viés da suposta proteção;&lt;br /&gt;5) Não se verifica o mesmo empenho das autoridades envolvidas na&lt;br /&gt;decretação da medida aludida em suscitar a responsabilidade da Família,&lt;br /&gt;do Estado e da Sociedade em garantir os direitos da criança e do&lt;br /&gt;adolescente, conforme dispõe o ECA. Inclusive, a própria legislação&lt;br /&gt;brasileira já prevê a responsabilização de pais que não cumprem seus&lt;br /&gt;deveres, assim como dos agentes públicos e da própria sociedade em&lt;br /&gt;geral. No mesmo sentido, por que as autoridades envolvidas no Toque de&lt;br /&gt;Recolher não buscam punir os comerciantes que fornecem bebidas&lt;br /&gt;alcoólicas para crianças e adolescentes ou que franqueiam a entrada de&lt;br /&gt;adolescentes em casas noturnas ou de jogos, ou qualquer adulto que&lt;br /&gt;explore crianças e adolescentes?&lt;br /&gt;6) Nenhuma criança ou adolescente deve ficar em situação de abandono nas ruas, em horário nenhum, não só durante as noites. Para casos como esses, assim como para outras situações de risco, o ECA prevê medidas de proteção (arts. 98 e 101) para crianças, e adolescentes e medidas pertinentes aos pais ou responsáveis (art. 129);&lt;br /&gt;7) Os Conselhos Tutelares são órgãos de proteção e defesa de direitos de&lt;br /&gt;crianças e adolescentes (arts. 131 a 136 do ECA) e não de repressão ou punição. O&lt;br /&gt;Fórum Colegiado Nacional dos Conselhos Tutelares já se manifestou contrariamente ao Toque de Recolher;&lt;br /&gt;8) A polícia não deve ser empregada em ações visando o recolhimento de crianças e adolescentes. Nesse sentido, o Estatuto e a normativa construída nos últimos 19 anos prevêem a necessidade de programas de acolhimento com educadores sociais que façam a abordagem de crianças e adolescentes que se encontrem em situação de rua e/ou de risco.&lt;br /&gt;Muitas vezes, os abusos sofridos nas próprias casas geram a ida de crianças e adolescentes para as ruas. Nesses casos, a solução também não é o toque de recolher. O adequado é a atuação dos órgãos e programas de proteção, acolhimento e atendimento às crianças, aos adolescentes e às famílias. Devemos destacar que, diante de situações de risco em que se encontrem crianças e adolescentes, qualquer pessoa da sociedade pode e deve acionar os programas de proteção e/ou os Conselhos Tutelares, assim como todos da sociedade têm o dever de agir, conforme suas possibilidades, visando prevenir ou erradicar as denominadas situações de risco;&lt;br /&gt;9) O procedimento do Toque de Recolher contraria o direito à convivência&lt;br /&gt;familiar e comunitária, restringindo direitos também de adolescentes&lt;br /&gt;que, por exemplo, estudam à noite, frequentam clubes, cursos, casas de&lt;br /&gt;amigos e festas comunitárias;&lt;br /&gt;10) Conforme os motivos acima elencados, o Toque de Recolher contraria o&lt;br /&gt;ECA e a Constituição Federal. É uma medida paliativa e ilusória, que&lt;br /&gt;objetiva esconder os problemas no lugar de resolvê-los. As medidas e&lt;br /&gt;programas de acolhimento, atendimento e proteção integral estão&lt;br /&gt;previstas no ECA, sendo necessário que o Poder Executivo implemente os programas; que o Judiciário obrigue a implantação e monitore a execução e que o Legislativo garanta orçamentos e fiscalize a gestão, em inteiro cumprimento às competências e atribuições inerentes aos citados Poderes.&lt;br /&gt;Nesses termos, o Conanda recomenda:&lt;br /&gt;* Que todos os municípios tenham programas com educadores sociais&lt;br /&gt;que possam fazer a abordagem de crianças e adolescentes que se encontrem em situações de risco, em qualquer horário do dia ou da noite, visando&lt;br /&gt;os encaminhamentos e atendimentos especializados previstos na Lei;&lt;br /&gt;* Que todos os Municípios, Estados e União fortaleçam as&lt;br /&gt;redes de proteção social e o Sistema de Garantia de Direitos, incluindo&lt;br /&gt;Conselhos Municipais da Criança e do Adolescente, Conselhos Tutelares, Varas da&lt;br /&gt;Infância e Juventude, promotorias e delegacias especializadas;&lt;br /&gt;* Que o Conselho Nacional de Justiça inclua em sua pauta de&lt;br /&gt;discussões o Toque de Recolher, objetivando orientar as Varas da Infância e Juventude sobre a ilegalidade e inconstitucionalidade do procedimento.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília, 18 de junho de 2009&lt;br /&gt;Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-1125639972900088971?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/1125639972900088971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/07/toque-de-recolher.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1125639972900088971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1125639972900088971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/07/toque-de-recolher.html' title='TOQUE DE RECOLHER.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-3874862331370585355</id><published>2009-06-27T11:24:00.000-07:00</published><updated>2009-06-27T11:53:50.440-07:00</updated><title type='text'>"PICHAÇÃO" EM DEBATE.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Queridos(as) Leitores(as)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Tatiana Almeida, pesquisadora do Violar, fez um breve relato a respeito da nossa apresentação&lt;br /&gt;na Câmara de Vereadores aqui de Campinas. Leiam e façam os seus comentários. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 29 de maio de 2009, o grupo Violar: Laboratório de Estudos sobre Violência, Imaginário e Formação de Educadores participou da discussão sobre pichação na Câmara dos Vereadores da Cidade de Campinas. O convite foi realizado pela comissão organizadora do Movimento Nacional: “Diga Não à Pichação”.&lt;br /&gt;A proposta do grupo consistiu em levar subsídios teóricos e estimular uma discussão que não se posicionasse contra nem a favor dos pichadores em Campinas, mas que buscasse entender esse fenômeno de uma maneira crítica.&lt;br /&gt;A exposição teve duração de uma hora e meia e contemplou os seguintes pontos: a apresentação do grupo VIOLAR, a relação entre violência e pichação, as modalidades de violência, diferenças entre o grafite e a pichação, história e sentidos da pichação, o papel do espaço na formação da sociedade, estética e política, participação na vida da cidade, relações de poder, poder e resistência, possibilidades de ação.&lt;br /&gt;De acordo com as Coordenadoras do Grupo Violar, Profa. Dra. Áurea Guimarães e Profa. Dra. Dirce Zan, “O trabalho do grupo Violar consiste em mostrar a complexidade dos fenômenos sócio-culturais, humanos, políticos e sua relevância para as políticas públicas, possibilitando desta forma, a sensibilização de instâncias políticas para que ouçam os jovens e sobretudo, que encontrem ações efetivas para a melhoria das condições de vida destes jovens e dos cidadãos de Campinas.”&lt;br /&gt;O grupo dividiu a mesa com o Psiquiatra, especialista em Terapia de Família e de Casal, Juarez Soares Costa. O profissional durante a sua explanação afirmou que não há estudos que indiquem uma patologia no sistema familiar como origem ou motivos para a pichação, ou seja, jovens pichadores não devem ser considerados como aqueles que apresentam “problemas familiares” ou que agem desta maneira por fazerem parte das famílias ditas “desestruturadas”.&lt;br /&gt;As discussões revelaram um universo de aspectos que mostraram como a sociedade tem se valido de uma visão higienista, sem problematizar a situação do jovem nas metrópoles. Na verdade, o poder público tem se omitido e negado direitos básicos de sobrevivência, de proteção, de educação, de cultura para todos, inclusive para os jovens. Punir e controlar a pichação tem sido uma maneira infrutífera de maquiar uma situação já não mais invisível aos olhos da população; são os jovens dizendo que tudo isto não está bom para eles. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-3874862331370585355?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/3874862331370585355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/06/pichacao-em-debate.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3874862331370585355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3874862331370585355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/06/pichacao-em-debate.html' title='&quot;PICHAÇÃO&quot; EM DEBATE.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-7181339631781879540</id><published>2009-06-20T13:40:00.000-07:00</published><updated>2009-06-20T14:15:02.718-07:00</updated><title type='text'>MAS HÁ PRIMAVERAS!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olá queridos(as) leitores(as).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É com atraso que insiro esta belíssima carta em meu blogue. A profa. Adma Fadul, da Universidade de São Paulo, nos alerta sobre os fatos que mascaram à destruição da universidade pública. Os acontecimentos que temos acompanhado revelam um movimento em direção à criminalização dos movimentos sociais, seja dos estudantes, dos trabalhadores, dos jovens, das pessoas que não se enquadram nos padrões dominantes de consumo, da lógica construída pelo marketing. Tenho divulgado, nesse espaço, fatos que revelam esse momento em que vivemos. Apesar de todas as dificuldades, acredito que é na precariedade que nascem as possibilidades de criação. Esgotados diante de todos as possibilidades conhecidas de solução, nossa luta se volta para a descoberta daquilo que ainda não foi experimentado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Unicamp está em greve, solidarizando-se com os colegas, estudantes e funcionários da USP. A adesão não é total, mas algo diferente aconteceu. Os institutos em greve organizam atividades de greve, mantendo o campus informado e debatendo questões que envolvem o ensino superior, o ensino fundamental e médio. Como dizem os estudantes: "não fazemos greve de pijama". É uma experiência nova que reune todos os segmentos dentro da universidade, e que procura ir além dos seus muros, convidando pessoas de fora da universidade para bate papos, discussões, atividades culturais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"MAS HÁ PRIMAVERAS"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A comunidade universitária e a opinião pública têm procurado, atônitas, acompanhar os acontecimentos recentes na Universidade de São Paulo. Como acreditar que professores, alunos e funcionários da USP, em especial da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, sejam criminosos cujos atos merecem ser severamente reprimidos com bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e gás pimenta? Como acreditar que querem destruir seu patrimônio, agir com violência e causar danos aos demais? Quem acredita nisso? Por quê? Se se compararem as informações e declarações dos últimos dias, será possível repor a situação. Em plena negociação salarial, em 25 de maio, a Reitoria fechou as portas do prédio e não deixou parte da comissão de negociação entrar. Ao agir assim e quebrar a regra da cultura democrática instituída, não era improvável que soubesse da reação dos estudantes que, impedidos de entrar, poderiam forçar a porta e fazer uma “invasão” relâmpago. Mas, depois dos acontecimentos de 2007, havia uma resolução do Conselho Universitário autorizando a Reitoria a chamar a polícia quando julgasse necessário, a qual foi aplicada. Docentes e estudantes sabem ensinar e estudar, principalmente. Talvez até, de um modo um tanto canhestro e desafinado, também saibam protestar. Alguns estudantes gritam e chegam a tirar cadeiras e pô-las diante das salas de aula, impedindo a entrada nelas – sinais de sua impotência, de sua insegurança e da desinformação acerca de outros canais de manifestação mais legítimos e eficazes, de que os professores (ainda) dispõem. Mas essa alegada “violência” estudantil não tem parâmetro com as armas usadas pela PM, treinadas para eliminar malfeitores, e descontentes... Inacreditavelmente, a atual reitora da Universidade de São Paulo pensa que sim! Isto é ofender a USP e todos os seus membros. Pretextando grupelhos, radicais e sabe-se lá mais o quê, a Reitoria entregou a direção da universidade a um comandante policial. Ao ser alertada por um docente de que a presença da polícia no campus poderia causar graves danos físicos e morais a membros da comunidade, e de que as armas utilizadas pelas tropas contemplavam escopetas e metralhadoras, a reitora limitou-se a dizer que a escolha das armas adequadas à ação policial não era da sua alçada. A reitora transferiu sua responsabilidade pela vida dos estudantes, professores e funcionários, das crianças e adolescentes que estudam na Escola de Aplicação, e de todos aqueles que livremente transitam pelo campus Butantã da USP, a um coronel da PM. Os professores da USP não estavam em greve. A campanha salarial e a carreira docente importam aos professores porque sabemos o efeito nefasto que salários aviltados causam ao ensino, como temos visto na precarização do ensino secundário. Os mais velhos se lembram de como o ensino médio público era padrão de qualidade para a escola privada, o que hoje nos parece um sonho desaparecido. A recuperação salarial nos importa para que a Universidade pública não passe a ter salários tão baixos que os melhores profissionais prefiram se afastar dela e servir apenas à iniciativa privada, com seu principal interesse no lucro, e levando ao desaparecimento das investigações independentes que interessam ao coletivo. Lutar por salários, todos sabem, é lutar por deixar uma universidade com melhor qualidade e para que a USP tenha o que comemorar daqui a 25 anos. Os estudantes da USP não estavam em greve. O temor relativo à Univesp, ou Universidade Virtual do Estado de São Paulo, provém da convicção de que a expansão virtual da Universidade se fará à custa da qualidade do ensino e em detrimento das políticas de permanência estudantil por que vêm lutando, da construção de salas de aula presenciais, bibliotecas, laboratórios, moradias e restaurantes universitários,temor compartilhado por alguns professores que relataram desconfianças na implantação do Programa. Todos estes são assuntos importantes para homens e mulheres que, trabalhando dentro da Universidade, abdicaram de ser meros consumidores e reprodutores de um saber para, com diversas dificuldades, se tornarem sujeitos de conhecimento, de ação e de transformação da sociedade. Requeriam, pois, que decisões dessa monta fossem tomadas com o conhecimento da ampla maioria da comunidade acadêmica, e não por decretos e resoluções. Todavia, recusando-se a negociar, a esclarecer, a Reitoria da USP teve como única resposta para a dificuldade do momento inventar uma ocupação para chamar a polícia. No dia 9 de junho os professores em assembléia, pensando em conjunto como retomar as negociações, ouviram tiros e gritos que dificilmente esqueceremos. Do prédio da Reitoria, de uma de suas janelas, umas dez cabeças assistiam ao lúgubre espetáculo de alunos e professores fugindo das bombas e sendo acuados no prédio da História. Apesar disso, e embora vários colegas tenham tentado contatos com a reitora, a fim de evitar um desfecho de proporções inimagináveis, ninguém, em momento algum, atendeu aos chamados dos docentes. Contatado, finalmente, o governador se calou: as armas já tinham falado por ele. Passado o furacão, reitoria e aliados vêm a público se manifestar e justificar atos injustificáveis. O tecido universitário está desfeito. Todos os que defendem uma universidade pública, com direito a discussões, propostas, ações solidárias e coletivas, deixamos de reconhecer a reitora como interlocutora de nossa prática acadêmica. É verdade que, dentro e fora da Universidade, há os que aprovam a ação da polícia, alegando destruição do patrimônio público; desqualificam a decisão das assembléias em favor da greve, apelando para o direito dos que querem aula, embora não compareçam a elas; contestam os piquetes de funcionários e alunos, argumentando serem contra uma “violência generalizada”. Essas mesmas vozes recorrem a proposições vagas e metafísicas, que, descoladas de seu contexto político, ridicularizam o direito “à diferença”, “à opinião” etc.; mas se calam diante de questões materiais decisivas para a Universidade estadual, como a destruição do patrimônio público perpetrada, esta sim, pela polícia e por fundações privadas instaladas no interior da USP.Negando o direito à greve e a piquetes, propõem em seu lugar que cada um faça o que bem entender, desde que confortavelmente instalados em seus gabinetes particulares, ao abrigo do espaço coletivo e presencial de discussão. Parecem supor que a condenação das assembléias de professores e estudantes é feita ainda em favor do direito do aluno, como pagador de impostos, de ter sua mercadoria aula. Ao sobreporem a figura do consumidor à do cidadão, transferem a cultura da universidade privada para dentro da Universidade pública, transformando os grevistas em anti-cidadãos-vendedores que não cumprem sua parte no troca-troca do mercado – como se estes não pagassem também seus impostos e não tivessem direito a forma alguma de dissidência. Certamente que, assim, esse discurso cala-se diante da destruição da Universidade pública levada a cabo por governos neoliberais e encobre sua adesão à mesma ordem de coisas, sob a capa de uma pretensa motivação pacifista. Neste sentido, a Universidade deve se envergonhar de que uma parte do seu corpo docente e discente não condene a ação policial contra atos de caráter político: pois isso significa que essa parte não se importa com o coletivo e com o tipo de conhecimento e ética que estão sendo transmitidos nessa Universidade. A sociedade deve saber disso e querer que, na Universidade de São Paulo, os professores, os médicos, os arquitetos, os atores, os engenheiros, os biólogos, os psicólogos e todos os que aí se formam, com a contribuição de todos nós, visem mais ao bem coletivo que ao seu único e próprio lucro. E fazer parte da coletividade implica ter de olhar para além do seu escritório particular, do seu consultório e da sua sala de aula. Agora a Universidade de São Paulo está em greve, exigindo a retirada imediata e definitiva da polícia no campus, para que retornem as condições de diálogo entre todos os envolvidos. Mas desde que a Universidade foi violentada com a permissão, ou pior, a mando de seus dirigentes, os professores requerem que a atual reitora se afaste do cargo e torne a ser algo de que possa se orgulhar: professora. Oxalá, assim, o próximo reitor compreenda que uma universidade não se faz virtualmente, nem com tropas militares, mas com docentes, estudantes e funcionários preocupados com o ensino e com a pesquisa, e sobretudo, com fazer parte de uma menos triste humanidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adma Fadul - USP&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-7181339631781879540?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/7181339631781879540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/06/mas-ha-primaveras.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7181339631781879540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7181339631781879540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/06/mas-ha-primaveras.html' title='MAS HÁ PRIMAVERAS!'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-2598311387815181792</id><published>2009-06-12T12:30:00.000-07:00</published><updated>2009-06-12T13:00:40.047-07:00</updated><title type='text'>POSICIONAMENTOS DIFERENTES SOBRE OS ACONTECIMENTOS NO CAMPUS DA USP.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Abaixo, quatro intervenções de acadêmicos da USP sobre os recentes acontecimentos no campus dessa universidade. Em nome do "Estado de Direito" e da defesa do "patrimônio público" dois deles defendem apresença policial; dois outros acadêmicos rejeitam-na.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;01. "USP: faz de conta e violência" de &lt;strong&gt;JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI:&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;MESMO QUANDO um professor chama a polícia para combater alunos desordeiros, ele simplesmente abdica de sua tarefa de professor; trata-os como se fossem transgressores, esquecendo que precisam ser educados. Porém, tendo os estudantes se associado a grupos baderneiros, não cabia à reitora chamar a polícia para garantir o patrimônio público? Se, entretanto, a reitora pode ter razão nesse ponto, cabe examinar como se chegou a essa crise em que ela deixa de ser professora para vestir o uniforme da repressão. Na tarde de terça-feira, estudantes, funcionários e professores se manifestavam contra a presença da polícia no campus. Alguns extravasaram os limites do bom senso, acuando a polícia, que, reforçada, reagiu com violência. Felizmente só houve feridos. Fora os esquentados de sempre, sobretudo o pessoal da FFLCH(Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Sociais) e da ECA (Escola de Comunicações e Artes), o resto da universidade funcionava normalmente, mantendo o curso das atividades costumeiras. Total esquizofrenia. Como todos não se mobilizaram para impedir a barbaridade do conflito? É evidente que as lideranças atuais perderam qualquer legitimidade. Reiteradamente no mês de maio começam as negociações para reposição salarial e outras reivindicações. O orçamento das três universidades paulistas está bloqueado, sobretudo porque, durante a negociação da autonomia universitária, não se criou um fundo de pensão responsável pelo pagamento dos aposentados. Hoje, eles representam por volta de 30% do orçamento da USP, que, segundo última informação, teria chegado a gastar 85% com pessoal. Obviamente, o restante não basta para tocar uma universidade. A USP estaria falida se não fosse a Fapesp. A falta de recursos disponíveis leva ao impasse. O sindicato def uncionários decreta a greve, algumas unidades diminuem suas atividades, a biblioteca, o "bandejão", a creche e os ônibus circulares param (a greve parece ser contra os estudantes pobres). A maioria, no entanto, continua trabalhando como se nada estivesse acontecendo. Em geral, as lideranças dos professores e dos alunos acabam aderindo. Na base de reivindicações abstratas, a greve se resume a uma triste encenação. Depois de algumas escaramuças, as partes cedem, obviamente sem ônus para os grevistas. Terminada a greve, eles fazem de conta que repõem as atividades retidas. A repetição desse ritual não causaria grandes danos se não abrisse cunhas para a violência. Durante a greve, prédios são ocupados, o patrimônio passa a ser depredado e grupos entram em choque. Até onde vai esse apodrecimento? A indiferença da maioria dos atores termina criando espaço para os ditos "radicais". São aqueles que acreditam piamente que, dado ocaráter repressor do aparelho do Estado, devem mudar, mediante violência, a universidade e o país. Em vez de explorarem as ambiguidades da legislação vigente para mobilizar a sociedade civil visando forçar mudanças nas leis pelas leis, simplesmente se tomam como agentes sem compromissos com a legalidade. Consideram legítima sua violência e espúria qualquer reação. Já que a maioria dos universitários não embarca nesses enganos - eles não se confundem com a sociedade nem acreditam que, no mundo de hoje, uma crise no Estado de Direito pode aprofundar a democracia-, os ditos radicais se isolam de seus representados, transformando uma possível violência política numa simples ação criminosa. Nos últimos anos, cresceu a violência nas três universidades públicas paulistas, assim como aumentou o descrédito das lideranças. O que fazer para evitar o desastre? Não sejamos ingênuos: passada a agitação presente, tudo voltará ao "normal" antigo. A não ser que professores, estudantes e funcionários se mobilizem e assumam a dualidade de suas funções sociais. Se, de um lado, devem ser bons profissionais, de outro, não podemi gnorar suas responsabilidades políticas, inclusive bloquear a burocracia para que possam agir por inteiro. Repensar as pautas fantasiosas que têm marcado as últimas reivindicações é a tarefa mais elementar. No final das contas, que universidade queremos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI , filósofo, é professor emérito da Faculdadede Filosofia da USP e pesquisador do Cebrap (Centro Brasileiro deAnálise e Planejamento). É autor, entre outras obras, de "CertaHerança Marxista".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;02. "A universidade não é caso de polícia", de &lt;strong&gt;VLADIMIR SAFATLE&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;AS CENAS de batalha campal que vimos nesta semana na USP ficarão na memória daqueles que dedicam sua vida a essa instituição. Vários professores, como eu, que nunca participaram de movimento sindical, que nem sequer foram alguma vez a uma assembleia, veem com estarrecimento a disseminação da crença de que conflitos trabalhistas devem ser resolvidos apelando sistematicamente à polícia. Diz-se que a polícia era necessária para evitar piquetes e degradações. No entanto, tudo o que ela conseguiu foi acirrar os ânimos e aumentar exponencialmente os dois. Vale a pena lembrar que, por mais que sejam práticas problemáticas que precisam certamente ser revistas, os piquetes estão longe de se configurarem como ações criminosas. A história das sociedades democráticas demonstra como eles foram, em muitos casos, peças necessárias de um processo de ampliação de direitos. Cabe a nós provar que esse tempo passou e que, devido à capacidade de diálogo, tais práticas não têm mais lugar. No entanto, quando se tenta reduzir manifestantes que procuram melhorias em suas condições de trabalho a tresloucados patológicos que nada têm a dizer, que não têm nenhuma racionalidade em suas demandas, dificilmente alguma forma de diálogo conseguirá se impor. Melhor seria começar explicando qual racionalidade justifica que a universidade mais importante do país, responsável por parte significativa da pesquisa nacional, tenha salários menores que os de uma universidade federal em qualquer Estado brasileiro.Por outro lado, há algo incompreensível na crença de que a polícia possa ser chamada para mediar conflitos com alunos e funcionários públicos. Muitos acreditam que ligarão para o 190 e receberão uma espécie de"polícia inglesa" capaz de agir de maneira minimamente adequada diante de cidadãos que se manifestam. Contudo, o que vimos até agora foi uma polícia que entrou pela primeira vez no campus armada com metralhadoras, quando a ação padrão deveria ser, nessas situações, agir desarmada. Quem tem uma metralhadora nas mãos imagina que porventura poderá usá-la. Mas contra quem? Contra nossos alunos? E quem decidirá o momento de usá-la? Como se isso não bastasse, uma polícia bem preparada não responde a provocações de gritos e latas com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha usadas na frente da Escola de Aplicação e de uma faculdade em que, normalmente, há crianças e adolescentes. O que aconteceria se uma bala de borracha atingisse uma criança, ampliando um pouco mais o enorme contingente de balas perdidas disparadas pela polícia? Antes de ligar para a Polícia Militar, valeria a pena levar em conta seu despreparo manifesto em intervenções em conflitos sociais, histórico catastrófico mundialmente criticado por órgãos internacionais. Nenhum leitor terá dificuldade de se lembrar de situações de conflito social nas quais policiais que se sentiram acuados reagiram de maneira descontrolada, provocando tragédias. Por fim, contrariamente a certa ideia que um anti-intelectualismo militante gosta de veicular nestes momentos, vários alunos alvos de balas de borracha são extremamente dedicados em seus cursos, participam sistematicamente de colóquios e programas de pesquisa, apresentam "papers" em congressos e podem ser constantemente encontrados em nossas bibliotecas. Sendo certo que vêm de todas as faculdades de nossa universidade (e não apenas da área de humanas, como alguns querem fazer acreditar), é inaceitável tratá-los como delinquentes potenciais. Dentre os 2.000 estudantes que se manifestaram nesta semana estão alguns de nossos melhores alunos. Em vez de estigmatizá-los, talvez seja o caso de se perguntar contra o que eles se manifestam, já que, é sempre bom lembrar, antes da entrada da polícia, nem professores nem alunos estavam em greve. A greve restringia-se a funcionários. Há um mês, em uma pequena cidade francesa, a polícia recebeu um chamado de possível furto. Em uma atuação "exemplar", ela estava em alguns minutos no local do crime. No entanto, o local era uma escola,o objeto furtado, uma bicicleta, e o possível ladrão, uma criança de dez anos. Sem pestanejar, a polícia retirou a criança da escola na frente de seus colegas, levou-a à delegacia, colheu seu depoimento e a fichou. Possivelmente, foi contra esse modelo social baseado na incapacidade de resolver conflitos sem apelar à mais crassa brutalidade securitária que hoje nossos alunos se manifestam. Cabe a nós mostrar a eles que a história da USP é outra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;VLADIMIR SAFATLE, 36, é professor do Departamento de Filosofia daUniversidade de São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entrevistas: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;03. &lt;strong&gt;MARIA HERMINIA TAVARES DE ALMEIDA - &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;FOLHA - Como a sra. analisa a situação na USP? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;MARIA HERMINIA - As coisas não começaram ontem [anteontem, dia doconfronto]. Começou com um pequeno grupo de funcionários grevistas, que, ao começar a campanha salarial, já quis ocupar a reitoria. Depois, uma parcela minoritária de alunos, de alguns departamentos, decidiu impedir a entrada dos demais. Como você garante que os alunos que querem ter aula possam ter aula, que os funcionários que querem trabalhar possam trabalhar? Em um Estado de Direito, quem garante a liberdade de acesso e a defesa do patrimônio público é a força policial. Além disso, na televisão, parece que os manifestantes foram atacados sem razão. Mas eles provocaram. O grave é existirem grupos dentro da universidade que apostam em confrontos como esse. Houve uma aposta na radicalização.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;FOLHA - Quais são esse setores?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;MARIA HERMINIA - A liderança do sindicato dos funcionários [Sintusp] e uma ala do movimento estudantil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;FOLHA - A reitora precisava ter pedido a presença policial?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;MARIA HERMINIA - Ela não chamou a polícia, pediu reintegração de posse à Justiça. A reitora estava no seu dever. A reitoria existe para, entre outras coisas, garantir o funcionamento da universidade. Talvez tenha faltado explicar melhor o que estava fazendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;FOLHA - Como a sra. avalia as reivindicações dos grevistas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;MARIA HERMINIA - Conflito salarial tem em qualquer lugar. Os salários na USP não são excepcionalmente altos, todos sabem. O problema é começar uma negociação sobre salário invadindo o prédio da direção da universidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;FOLHA - A reitora deveria renunciar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;MARIA HERMINIA - Isso me parece uma reivindicação despropositada. Ela foi eleita, tem mandato até o final do ano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;FOLHA - O confronto expõe um problema estrutural na USP? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;MARIA HERMINIA - É ação de uma minoria. A USP funcionava normalmente. Mas grupos reduzidos podem fazer problemas grandes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reitora deve renunciar, diz &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;04. &lt;strong&gt;CHICO DE OLIVEIRA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;FOLHA - Como o sr. analisa a situação na USP?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;CHICO DE OLIVEIRA - O confronto é sinal de decadência das instituições. Uma reitora que chama a polícia, que não sabe administrar conflito de interesses, é mau sinal. A universidade é muito complexa, com uma reitora que acha que solucionar os problemas é fácil. Ela não sabe exatamente o que é a Universidade de São Paulo. Passou a vida num campus no interior[Ribeirão Preto]. Sem nenhum tom depreciativo, mas é um campus restrito. Isso seria relevado se houvesse instituições mais capacitadas na USP. Mas não há, é uma crise geral de representatividade, o sindicato dos professores, por exemplo, é fraco. Não há com quem negociar. O que os funcionários e alunos estavam fazendo que justificaria a presença da polícia? Era um conflito elementar, que vai ocorrer permanentemente. Se o único remédio é chamar a polícia, já cria um destacamento especial dentro da USP. O que estavam fazendo dois helicópteros da PM em cima da Cidade Universitária [no dia do confronto]? É uma grande decadência institucional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;FOLHA - Mas não há uma questão legal? A reitora não tem de zelar pelo patrimônio?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;OLIVEIRA - Isso é piada. O que havia era grevista fazendo piquete. É um direito. Acho que a reitora deveria renunciar. É a segunda grande crise, num mandato de quatro anos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;FOLHA - Como o sr. avalia o movimento grevista?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;OLIVEIRA - É basicamente de funcionários. Os professores foram quase obrigados a entrar depois dos atos da reitora [após a entrada da polícia na Cidade Universitária].&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;FOLHA - Como fica a imagem da USP após o confronto?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;OLIVEIRA - A universidade passa uma imagem de desleixo, de despreparo. O que não é verdade. A estatística mostra que cresce o número de doutores no país, por meio do trabalho das universidades, inclusive a USP. Isso mesmo com a falta de condições. A ciências sociais, por exemplo, não tem um auditório decente. E é uma área que vive da palavra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.histedbr.fae.unicamp.br/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-2598311387815181792?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/2598311387815181792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/06/pensamentos-diferentes-sobre-os.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/2598311387815181792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/2598311387815181792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/06/pensamentos-diferentes-sobre-os.html' title='POSICIONAMENTOS DIFERENTES SOBRE OS ACONTECIMENTOS NO CAMPUS DA USP.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-8331724273738784395</id><published>2009-06-10T18:20:00.000-07:00</published><updated>2009-06-12T13:36:18.893-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olá amigos(as)&lt;br /&gt;Houve um tempo, nesse país, em que não havia diálogo. Os conflitos se resolviam através da imposição de atos institucionais e da intervenção policial. Hoje, vendo as fotos da terceira invasão no campus da USP, feito na noite de ontem, dia 09 de junho, relembrei imagens antigas. Na greve dos funcionários municipais, aqui em Campinas, a polícia também agiu de forma violenta. Os movimentos sociais estão sendo criminalizados. A menoridade penal parece receber apoio de vários segmentos da sociedade. O que está acontecendo? Perdemos a memória dos tempos obscuros vividos por nós? O que está alimentando o nosso medo, ou a nossa indiferença para com todos esses fatos?&lt;br /&gt;Hoje, a Faculdade de Educação da Unicamp encaminhou para a Assembléia dos Docentes uma moção que repudia a invasão da polícia militar no campus da USP, solicita a imediata retirada do aparato policial do Campus e a reabertura das negociações. Na mesma Assembléia, o IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas) também apresentou uma moção que juntamente com a da Faculdade de Educação, foram entregues ao reitor.&lt;br /&gt;A proposta de greve (até que as reivindicações feitas sejam atendidas), foi votada e ganhou por unanimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MOÇÃO DE REPÚDIO&lt;br /&gt;Face aos graves e violentos acontecimentos vivenciados pela comunidade universitária na Universidade de São Paulo, no dia 09 de junho de 2009, a Congregação da Faculdade de Educação, reunida extraordinariamente no dia 10 de junho de 2009, repudia a ocupação da universidade estadual pública paulista pela polícia militar, inadmissível em um /estado democrático de direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solicita imediata retirada do aparato policial do Campus e a reabertura do processo de negociação para restituir à universidade pública paulista tranqüilidade para o trabalho acadêmico e a garantia dos direitos civis de livre expressão de todos os que trabalham na Universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campinas, 10 de junho de 2009 &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Prof. Dr. Sérgio Antônio da Silva Leite&lt;br /&gt;Presidente da Congregação&lt;br /&gt;Faculdade de Educação - Unicamp&lt;br /&gt;(Original assinado) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A imagem de um soldado, enfrentando, com o seu escudo, um estudante que apontava um livro para ele, não está mais no site da Folha (Foto: Danilo Verpa/Folha Imagem – 10/06/2009&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/&lt;/a&gt; ). Porém, no site do jornalista Danilo é possível visualizá-la. O endereço: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/danilo_verpa"&gt;http://www.flickr.com/photos/danilo_verpa&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-8331724273738784395?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/8331724273738784395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/06/ola-amigosas-houve-um-tempo-nesse-pais.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8331724273738784395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8331724273738784395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/06/ola-amigosas-houve-um-tempo-nesse-pais.html' title=''/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-8335414080322833390</id><published>2009-06-07T14:04:00.000-07:00</published><updated>2009-06-07T14:04:02.175-07:00</updated><title type='text'>Temporário não é professor: ele virou "dador de aula", analisa socióloga - UOL Educação</title><content type='html'>&lt;a href="http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/02/28/ult105u7655.jhtm"&gt;Temporário não é professor: ele virou "dador de aula", analisa socióloga - UOL Educação&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-8335414080322833390?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/02/28/ult105u7655.jhtm' title='Temporário não é professor: ele virou &quot;dador de aula&quot;, analisa socióloga - UOL Educação'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/8335414080322833390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/06/temporario-nao-e-professor-ele-virou.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8335414080322833390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8335414080322833390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/06/temporario-nao-e-professor-ele-virou.html' title='Temporário não é professor: ele virou &quot;dador de aula&quot;, analisa socióloga - UOL Educação'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-2493361413740800270</id><published>2009-06-07T13:57:00.000-07:00</published><updated>2009-06-07T14:00:54.833-07:00</updated><title type='text'>NOVO COMUNICADO DA APEOESP</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fax nº 31 – 04/05/2009&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Professores mantêm estado de greve e mobilização contra PLCs 19 e 20&lt;br /&gt;Questionado pela APEOESP, Secretário da Educação se compromete com a realização de concursos no prazo máximo de quatro anos&lt;br /&gt;Reunidos em assembleia, professores da rede estadual de ensino aprovaram manutenção do estado de greve e da mobilização na Assembleia Legislativa contra os Projetos de Lei Complementar 19 e 20.&lt;br /&gt;A assembleia da categoria aconteceu na quarta-feira, 03 de junho, concomitante à audiência pública que contou com a presença do secretário da Educação, Paulo Renato Souza e de professores que lotaram o auditório Juscelino Kubistchek. &lt;br /&gt;A categoria está em alerta!  Diante de qualquer tentativa de aprovação dos projetos 19 e 20, conforme proposto pelo governo, os professores paralisarão as atividades. Novo indicativo de assembleia ficou agendado para 16 de junho. Mantém-se a realização de caravanas para pressionar os parlamentares durante a tramitação dos projetos na Assembleia Legislativa (Alesp) em defesa dos direitos de todos os professores.&lt;br /&gt;Na audiência pública, APEOESP cobra realização de concursos periódicos&lt;br /&gt;Como resultado da nossa mobilização, o presidente da Assembleia Legislativa anunciou na audiência pública que vai retirar os relatores especiais que estavam designados a pedido do governador, devendo os projetos ser debatidos e receberem pareceres nos chamados “congressos de comissões”, quando se reúnem todos os deputados que compõem as comissões que devem examinar as proposições. No caso do PLC 19/2009, são as comissões de Constituição e Justiça, Administração Pública e Finanças e Orçamento. No caso do PLC 20/2009, as Comissões de Constituição e Justiça, Educação e Administração Pública.&lt;br /&gt;Durante a audiência, assegurada pela presença da APEOESP em reunião do Colégio de Líderes da Alesp, a presidenta do Sindicato, professora Maria Izabel Azevedo Noronha, utilizou a tribuna para reforçar a contrariedade em relação aos projetos.&lt;br /&gt;Em sua intervenção, a presidenta apresentou a posição da entidade contra a rotatividade dos professores temporários, que deverá ocorrer com a chamada “quarentena” de 200 dias entre uma contratação e outra, mesmo considerando que o governo assegurou aos contratados pela Lei 500/74 que ingressaram após a vigência da Lei 1010/2007, através de aditivo ao PLC 19/2009, mais dois anos de estabilidade (2010 e 2011) que, somados aos 12 meses de contratação prevista no PLC 19/2009, daria um total de 3 anos e meio de garantia de permanência na rede. Para equacionar este problema, a presidenta da APEOESP cobrou do secretário uma sistemática de realização periódica de concursos públicos, para oferecer a todos os professores a oportunidade de se efetivar na rede estadual de ensino, evitando que o número de temporários continue nos patamares elevados em que se encontra e para garantir a esses profissionais tranqüilidade e todos os direitos da carreira do Magistério.&lt;br /&gt;Ela também reafirmou que é inconcebível a aplicação de uma provinha aos aprovados em concursos e reforçou a necessidade de se garantir formação continuada no local de trabalho a todos os professores, diferentemente do cursinho que está sendo proposto. A presidenta reafirmou ainda a discordância em relação à política de bônus e reivindicou 27,5% de reposição salarial aos professores.&lt;br /&gt;O diretor da APEOESP e  presidente do Conselho do Funcionalismo, Carlos Ramiro de Castro, juntamente com outros professores, também utilizou a tribuna para cobrar medidas para a valorização da categoria e melhoria na qualidade do ensino.&lt;br /&gt;Secretário compromete-se a atender solicitação do Sindicato&lt;br /&gt;Ao finalizar a audiência, o secretário da Educação reforçou a estabilidade de todos os professores temporários abrangidos pela Lei 1010 (SPPREV) e que a “quarentena” só se aplicará aos novos (aqueles que não estavam na rede em junho de 2007, quando promulgada a SPPREV).&lt;br /&gt;Em referência direta à intervenção da presidenta da APEOESP, o secretário informou que solicitará ao governador a publicação de Decreto determinando periodicidade máxima de 4 anos para realização de concursos públicos, que podem ser abertos em prazo inferior, diante de qualquer necessidade da rede de ensino.&lt;br /&gt;Além disso, o secretário comprometeu-se a realizar estudos sobre o montante de horas-aulas que hoje são ocupadas por  temporários para a sua quantificação em cargos e posterior abertura de novos concursos, de forma a equacionar o problema do elevado número de professores temporários na rede estadual de ensino.&lt;br /&gt;Diretoria da APEOESP  solicita audiência com Secretário da Educação&lt;br /&gt;Nesta quinta-feira, a Diretoria da APEOESP protocolou nova solicitação de audiência com o secretário da Educação, Paulo Renato Souza. A entidade pretende reforçar as reivindicações, entre elas reposição salarial de 27,5%,  e debater os PLCs 19 e 20.&lt;br /&gt;Esclarecimento sobre estabilidade da SPPrev&lt;br /&gt;No “Boletim Especial – Campanha Salarial”, encartado no Jornal da APEOESP  nº 281, houve um erro de informação. Na matéria de capa – “Estabilidade para os ACTs vinculados à SPPrev está garantida” – afirma-se que há uma pendência quanto aos professores ACTs que perderam aulas após o dia 02 de junho de 2007 e que retornaram para a rede:  “Nossa luta – inclusive através de ações judiciais - é para que este professores mantenham a sua estabilidade, assegurada pelo vínculo à SPPREV e não sejam remetidos ao INSS, como vem ocorrendo.”&lt;br /&gt;A Secretaria de Legislação e Defesa dos Associados esclarece que os professores que perderam aulas após o dia 02 de junho de 2007 permanecem vinculados à SPPREV. Quando têm aulas atri-buídas novamente voltam a receber pela carga horária com a mesma portaria, mantido o vínculo à SPPREV. &lt;br /&gt;A situação que está exigindo ações judiciais por parte do Sindicato refere-se aos professores PEB I, vinculados à SPPREV, pois estavam na rede em 02 de junho de 2007, que obtiveram licenciatura plena  após esta data e estão sendo orientados pela Secretaria da Educação a pedirem dispensa para serem admitidos como PEB II e remetidos ao INSS.&lt;br /&gt;A orientação é para que os professores que se encontrem nesta situação não peçam dispensa e procurem o Departamento Jurídico de sua subsede para os encaminhamentos que se fizerem necessários para a impetração de mandado de segurança. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quem se defende porque lhe tiram o ar, ao lhe apertar a garganta, para este há um parágrafo que diz: ele agiu em legitima defesa.&lt;br /&gt;Mas, o mesmo parágrafo silencia quando vocês se defendem porque lhes tiram o pão.&lt;br /&gt;E, no entanto, morre quem não come e quem não come o suficiente, morre lentamente.&lt;br /&gt;Durante os anos todos em que morre, não lhe e permitido se defender." (Bertold Brecht).&lt;br /&gt;Blog: &lt;a href="http://olharsociologicoedwiges.blogspot.com/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://olharsociologicoedwiges.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Blog: &lt;a href="http://ecatatianalimaalmeida.blogspot.com/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://ecatatianalimaalmeida.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Blog: &lt;a href="http://aureaguimaraes.blogspot.com/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://aureaguimaraes.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-2493361413740800270?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/2493361413740800270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/06/novo-comunicado-da-apeoesp.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/2493361413740800270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/2493361413740800270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/06/novo-comunicado-da-apeoesp.html' title='NOVO COMUNICADO DA APEOESP'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-2758591679166353585</id><published>2009-06-02T15:19:00.000-07:00</published><updated>2009-06-02T15:34:41.186-07:00</updated><title type='text'>PROFESSORES DO ESTADO DE SÃO PAULO SE MOBILIZAM</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caríssimos(a): &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;professores da rede estadual e também da rede municipal de Campinas reagem e lutam por seus direitos. Aliás, direitos que influenciam diretamente na qualidade da educação a ser oferecida às crianças e aos jovens que frequentam as escolas. Além do Fax enviado pela APEOESP, gostaria de recomendar também o blog dos servidores municipais da cidade de Campinas: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://greveservidorescampinas2009.blogspot.com/"&gt;http://greveservidorescampinas2009.blogspot.com/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;APEOESP&lt;br /&gt;Fax nº 30 – 29/05/2009&lt;br /&gt;Greve: professores aprovam calendário de mobilização contra os PLCs 19 e 20&lt;br /&gt;Nova assembleia acontecerá às 14 horas da próxima quarta-feira, 3, no estacionamento da Assembleia Legislativa (Alesp); professores também participarão da Audiência Pública que discutirá os projetos de lei.&lt;br /&gt;Reunidos em assembleia na Praça da República, cerca de cinco mil professores aprovaram por unanimidade a discordância em relação aos Projetos de Lei Complementar 19 e 20 e o calendário de mobilização contra mais estas medidas autoritárias do governo José Serra. Como havia dois encaminhamento parecidos, a mesa diretora propôs um acordo e os professores aprovaram greve a partir da próxima quarta-feira, 3, com a realização de nova assembleia no estacionamento da Assembleia Legislativa, a partir das 14 horas; na mesma data, a partir das 14h30, haverá audiência pública no auditório Juscelino Kubitschek da Alesp justamente para discutir os projetos de lei.&lt;br /&gt;Diante da importância do momento, a unificação das propostas visou garantir que saíssemos da assembleia com a aprovação de uma decisão majoritária. Todas nossas assembleias até agora têm sido disciplinadas e obedecendo a vontade da maioria, que tem fortalecido nossa luta contra o governo.&lt;br /&gt;O trabalho de mobilização dos professores neste momento é de extrema importância para derrotarmos o governo e garantirmos a retirada dos projetos da Alesp. Assim temos que assegurar um grande ato na próxima quarta-feira.&lt;br /&gt;Durante a reunião com o secretário da Educação, no dia 12 de maio, a diretoria apresentou todas as discordâncias em relação aos projetos, como a contratação de ACTs por tempo determinado com um prazo de 200 dias para nova contratação. A APEOESP deixou claro que a precariedade para novos temporários é inaceitável, pois vai na contramão de qualquer discurso de melhoria da qualidade da educação, institucionalizando, na prática, a rotatividade dos docentes. E avisou que a categoria poderia aprovar greve. O governo não quer discutir os projetos, e como tem a maioria dos deputados na base governista, manobra para nos impor as novas regras goela abaixo.&lt;br /&gt;Devemos lembrar que 80 mil ACTs conquistaram a estabilidade a partir da Lei 1010/2007, que criou a SPPrev, mas defendemos a estabilidade de todos os professores admitidos em caráter temporário com a realização de concursos públicos classificatórios. Além disso, requeremos a realização da formação continuada em local de trabalho, por isto reivindicamos a jornada prevista na Lei do Piso, ou seja a reserva de 33% da jornada para atividades extraclasse.&lt;br /&gt;Exigimos ainda 27,5% de reajuste salarial para repor as perdas desde 1998, quando entrou em vigor o atual Plano de Carreira, além da incorporação das gratificações – GAM e Gratificação Geral. Estudos do Dieese apontam existir R$ 7 bilhões no caixa do governo. Portanto, há dinheiro para conceder reajuste para a categoria.&lt;br /&gt;Buscando ampliar a mobilização em defesa dos direitos dos professores, a APEOESP veiculará matéria paga nesta segunda-feira, 1º de junho, no intervalo do Jornal da Globo.&lt;br /&gt;Calendário de mobilização&lt;br /&gt;Dia 1º (segunda-feira): Reunião com alunosDia 2 (terça-feira): Reunião com paisDia 3 (quarta-feira): 14 horas: Assembleia Estadual, no estacionamento da Assembleia Legislativa; 14h30: audiência pública no auditório Juscelino Kubitschek para discutir os Projetos de Lei Complementar 19 e 20 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-2758591679166353585?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/2758591679166353585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/06/professores-do-estado-de-sao-paulo-se.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/2758591679166353585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/2758591679166353585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/06/professores-do-estado-de-sao-paulo-se.html' title='PROFESSORES DO ESTADO DE SÃO PAULO SE MOBILIZAM'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-8040034265520483077</id><published>2009-05-21T10:04:00.000-07:00</published><updated>2009-05-21T10:17:30.218-07:00</updated><title type='text'>RELATOS DE UM PROFESSOR ESGOTADO (CRÔNICA IIIa)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;José Pastre nos brinda com a sua terceira crônica: "Memória de um sofá I". Desta vez, teremos de aguardar em suspense a continuidade dessa história, ou, como nos sugere Walter Benjamin, podemos nos aventurar a participar da narrativa, criando outros enredos, outras possibilidades para Zenão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Memória de um sofá I: O fato é que iam para a escola, e iam pelos mais diversos motivos. E ali se encontravam. E tantas coisas aconteciam. Algumas com roteiro já traçado, com o ritmo já estabelecido. Outras imprevistas, inesperadas. Às vezes, quando sentava-se no sofá da sala dos professores, vinha à cabeça de Zenão um conjunto de cenas que ele e seus colegas viviam no dia-a-dia: levantar, ir para a escola, encontrar os colegas professores, assinar o livro ponto, pegar o material, ir para as salas, encontrar os alunos, fazer a chamada, pedir silêncio e atenção, e assim ia o traçado da linha... E Zenão se perguntava se ao repetir aqueles mesmos passos em direção à escola, ao subir aqueles mesmos degraus em direção às salas, repetir os mesmos ritos da profissão, ler os mesmos textos – os mesmos textos? –, ao fazer tudo isso, ele o fazia como Sísifo ou como Proteu? Ou seja, em meio a toda aquela repetição, o trabalho estava condenado ao fracasso? Era uma espécie de danação, à qual todos estavam submetidos, estavam presos? Ou alguma coisa se transformava, alguma coisa se modificava em meio ao que se repetia? Toda aquela repetição era capaz de produzir alguma diferença, fazer diferença na vida dele e das outras pessoas?&lt;br /&gt;Em meio a essas cenas, em meio a essas perguntas, Zenão não deixava de contemplar as pessoas que passavam à sua frente, as coisas que estavam à sua volta. Mas era envolvido por uma espécie de murmúrio, em que se misturavam as vozes das pessoas, os sons de seus corpos em contato com as coisas e outros ruídos da escola, com as cenas que passavam pela sua cabeça. Numa dessas vezes em que contemplava as pessoas, quando distraidamente virou a cabeça para o lado, notou que havia no canto da sala, onde estava o sofá, meio escondido dos olhares das pessoas que circulavam naquele espaço – inclusive de Dona Cida, a senhora que fazia a limpeza da sala –, uma pequena teia de aranha sendo construída. Zenão passou, então, a contemplar o trabalho daquela aranha, estendendo as linhas, tecendo sua teia, até que foi bruscamente interrompido: “Aí, Zenão, pensando na ‘morte da bezerra’”? – Era Carol, a professora de Educação Artística. “Não, estou contemplando a aranha tecendo sua teia”! Uma interrogação caiu na cabeça da Carol, mas Zenão não explicou nada! Ambos riram! Foi quando Zenão se deu conta de que havia dado o sinal para o intervalo e todos os professores estavam entrando na sala. “Quer ver umas fotos que tirei para uma amiga?”, perguntou Carol. “É claro”, respondeu de imediato Zenão, pois ele adorava ver as fotos tiradas pela Carol. Ela tinha um olhar artístico, não por ser uma professora de Educação Artística, mas era uma característica de seu olhar, uma espécie de dom que ela desenvolvera, um modo de olhar as coisas e as pessoas e captar algo de surpreendente, ou algo de intolerável, naquilo que o nosso olhar preguiçoso, ou cansado, se habituou, naturalizou. Outros colegas também haviam desenvolvido este dom, este modo de olhar. Foi o caso de Ana, a professora de Biologia. (continua...)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-8040034265520483077?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/8040034265520483077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/05/relatos-de-um-professor-esgotado.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8040034265520483077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8040034265520483077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/05/relatos-de-um-professor-esgotado.html' title='RELATOS DE UM PROFESSOR ESGOTADO (CRÔNICA IIIa)'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-6095488343256347343</id><published>2009-05-19T20:08:00.000-07:00</published><updated>2009-05-19T20:10:43.105-07:00</updated><title type='text'>PROJETO ESCOLA LIVRE.</title><content type='html'>O Jornal da Unesp publicou, em abril de 2009, o Suplemento 243 que apresenta uma reportagem sobre iniciativas promovidas por docentes da Unesp, cujo objetivo é  buscar na  arte uma forma  de apoiar crianças e adolescentes que vivem em situação de risco. O destaque é para o projeto Escola Livre, da professora Sueli Aparecida Itman Monteiro, da Faculdade de Ciências e Letras (FCL), da Unesp de Araraquara.&lt;br /&gt;Sob sua coordenação, um grupo de alunos de graduação e pós-graduação atua em duas escolas, uma na periferia da cidade e outra em São Carlos, organizando oficinas de: teatro,  fantoches, música, dança e artes plásticas para jovens e crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ ‘A idéia é humanizar o combate à violência nessa população, sendo que a arte e qualquer tipo de manifestação cultural servem como um código de proteção aos valores humanos na sociedade’, afirma Sueli. ‘Sem as atividades, esses jovens estariam expostos aos riscos da violência e sendo recrutados pela criminalidade e a prostituição’. O grupo também dá dicas sobre orientação jurídica, pedagógica e sexual aos pais dos participantes do projeto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto prevenção da gravidez - uma outra iniciativa da Escola Livre – “oferece aulas de balé clássico a meninas de comunidades de Bauru e Botucatu, onde é alto o índice de gravidez na adolescência. Segundo a responsável pelo projeto, a professora Ana Flora Zonta, da Faculdade de Ciências, câmpus de Bauru, a meta é fazer com que, por meio da dança, elas adquiram maior consciência corporal, com impacto nos comportamentos sexuais e na prevenção da gravidez precoce.&lt;br /&gt;Orientadas por estudantes de graduação, cerca de 600 meninas já freqüentaram o curso. ‘É uma oportunidade de elas passarem a ver o mundo e suas próprias vidas de uma maneira diferente’, observa Ana. Entre os principais reflexos da atividade cultural na vida das adolescentes, ela aponta um maior cuidado com o corpo, envolvimento e disciplina na escola.&lt;br /&gt;Em Bauru, num trabalho coordenado pelo artista plástico José dos Santos Laranjeira, professor da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac), alunos do Núcleo de Pesquisa no Ensino e Aprendizagem em Artes Visuais oferecem técnicas de entalhe em madeira para confecção dos instrumentos de percussão e malabarismo, além de ensinar exercícios acrobáticos para crianças e jovens de uma favela da cidade.&lt;br /&gt;‘Exploramos o potencial artístico desses jovens para estimular a criatividade e observação, a sensibilidade estética e a reflexão intelectual’, observa Laranjeira. ‘É um projeto que possibilita o cumprimento da responsabilidade social, a intervenção direta numa realidade problemática, e estimula a auto-estima dos participantes’, acrescenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultados - Criada em 2003, a proposta coordenada por Sueli já beneficiou cerca de dois mil jovens. A partir de 2005, o projeto passou a atender adolescentes infratores do Programa de Liberdade Assistida, em São Carlos. ‘O objetivo é estabelecer diretrizes de ação na prevenção das práticas que levam à infração’, diz a docente. ‘A escola, da forma como está, não supre as demandas dos jovens, que passam a procurar as ruas’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com orgulho, ela informa que a ação de sua equipe já revelou talentos no campo da arte. ‘Vários seguiram a carreira artística, sendo que um deles até participou de uma exposição em São Paulo’, relata. Ana também enfatiza os frutos do esforço de seu grupo, ressaltando que, recentemente, quinze garotas participaram de uma apresentação de dança no teatro municipal de Botucatu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora os jovens que integraram seu projeto não tenham se tornado artistas, Laranjeira ressalva que muitos seguiram atividades profissionais que utilizam habilidades manuais. O docente, porém, lamenta que o trabalho, que nasceu para prevenir a violência, esteja sendo derrotado por ela. Suas atividades foram recentemente interrompidas devido às ameaças feitas por criminosos da favela”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-6095488343256347343?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/6095488343256347343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/05/projeto-escola-livre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6095488343256347343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6095488343256347343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/05/projeto-escola-livre.html' title='PROJETO ESCOLA LIVRE.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-7832508212634132</id><published>2009-05-15T18:54:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T19:29:52.523-07:00</updated><title type='text'>OS PROFESSORES LEVAM MAIS UMA PAULADA DO GOVERNO DE SÃO PAULO.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olá amigos(as)&lt;br /&gt;Com esse título, a profa. Dra. Nora Krawczyk, da Faculdade de Educação/Unicamp, coordenadora do Grupo de Pesquisa Políticas Públicas e Educação (GPPE) na Pós-Graduação da Faculdade de Educação/Unicamp, nos ajuda a refletir sobre dois temas: formação dos professores e avaliação de desempenho. Se as avaliações indicam que a educação vai mal, de quem é a responsabilidade? Do professor, da escola, das faculdades, das políticas públicas? Quem tem que melhorar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 6 de maio ficamos sabendo que o Estado de São Paulo abrirá 50.000 cargos efetivos&lt;br /&gt;para professores da rede estadual e criará a jornada de trabalho de 40 horas, permitindo ao professor cumprir toda a sua carga horária numa mesma unidade escolar.&lt;br /&gt;Sem dúvida, duas medidas que deixam a nós, os educadores, muito contentes, já que&lt;br /&gt;tendem a acabar com o professor temporário e possibilitar que as escolas consolidem uma equipe de trabalho cooperativo de longo prazo e maior envolvimento docente com o projeto pedagógico da escola. Certamente são decisões que propiciam a melhora da qualidade do trabalho escolar.&lt;br /&gt;No entanto, as notícias não terminam aí. Para nossa surpresa será criada uma Escola de Formação de Professores do Estado de São Paulo para ‘formar’ os docentes que forem aprovados&lt;br /&gt;no concurso. Isto é, só terá direito a dar aulas quem passar no curso de 4 meses na Escola. Portanto,não será suficiente ter sido aprovado no concurso.&lt;br /&gt;Estamos frente a uma situação no mínimo esquisita, porque parece que o governo do Estado&lt;br /&gt;de São Paulo está abrindo um concurso para selecionar os melhores candidatos no qual nem ele&lt;br /&gt;acredita. Ou será que o governo parte do pressuposto de que a formação docente no Brasil é ruim?&lt;br /&gt;Ou, ainda, de que os futuros professores da rede paulista precisam de um doutrinamento para poder utilizar ‘corretamente’ as cartilhas no lugar de exercer responsável e criativamente a sua profissão?&lt;br /&gt;Não seria mais adequado implementar ações que tornem a profissão docente bem mais&lt;br /&gt;atraente o que, sem dúvida, qualificaria a demanda? O que aconteceria se no lugar de inventar mais instâncias de seleção e de enquadramento se pensasse em melhorar os salários e em oferecer condições de trabalho dignas para um profissional que é responsável pela educação de nossas crianças e jovens?&lt;br /&gt;Se a motivação real de todas estas mudanças é oferecer melhores condições institucionais&lt;br /&gt;para a aprendizagem dos alunos, sem dúvida a implementação de políticas de melhora real das&lt;br /&gt;condições de trabalho dos professores permitiriam também a reflexão coletiva sobre alguns aspectos bastante espinhosos, mas necessários para discutir a qualidade do ensino na escola pública. Um deles são os critérios de alocação dos docentes que, frente à necessidade de não dificultar ainda mais a vida do professor, não levam suficientemente em conta as necessidades institucionais e do público alvo.&lt;br /&gt;Outra questão é a necessidade de repensar o formato do concurso público para professor de&lt;br /&gt;ensino básico. O argumento do governo de São Paulo para a implantação de uma segunda prova de seleção após o curso de qualificação é que a prova administrada no concurso é muito teórica. Nesse caso, pensar na reformulação do concurso para professor de ensino básico de forma que contemple a diversidade de competências necessárias para o bom desempenho docente, tais como conhecimento na área especifica de ensino, dos fundamentos educacionais, competência didática, etc., pode ser um começo de uma tentativa de melhorar as condições de seleção.&lt;br /&gt;Por último e mais uma vez a formação continuada volta à tona. A Escola de Formação de&lt;br /&gt;Professores do Estado de São Paulo pretende focar a prática num curso massivo de 360 hs. para&lt;br /&gt;10.000 professores no começo e posteriormente 50.000, o que implica que uma parte considerável de carga horária seja oferecida a distância. O debate sobre a deficiente qualidade da educação tem enfatizado a importância da melhora da formação básica e continuada dos docentes de todos os níveis de ensino. Ainda que o êxito da educação escolar é resultado de um processo de múltiplas variáveis e que não pode ser reduzido de forma leviana à responsabilidade do professor, sem dúvida a formação de ‘formadores’ se enfrenta hoje a múltiplos desafios. Mas, também não se pode reduzir de forma leviana estes desafios à necessidade de um mero treinamento que, além de bastante custoso, nada indica que possa chegar a ter um efeito significativo na sua atuação profissional.&lt;br /&gt;Além disso, o governo de São Paulo retoma a proposta de submeter os professores&lt;br /&gt;temporários, que hoje representam 40% da rede, a uma prova anual. E os que não forem aprovados serão encostados em algum lugar dos estabelecimentos escolares, para não descumprir a lei.&lt;br /&gt;Se for verdade que o exemplo educa, sem dúvida a atitude do governo do Estado está dando&lt;br /&gt;às novas gerações um péssimo exemplo de respeito aos outros. Mais uma vez os trabalhadores vão carregar nos ombros as conseqüências de políticas públicas antidemocráticas implementadas no Estado de São Paulo nas últimas décadas. Novamente, não seria mais adequado acabar de uma vez com a figura do docente temporário e implementar políticas sistemáticas de aperfeiçoamento profissional no lugar de contaminar o clima escolar com atitudes pouco respeitosas e discriminatórias?&lt;br /&gt;Estas e outras medidas compõem o Programa + Qualidade na Escola do Estado de São&lt;br /&gt;Paulo que, lamentavelmente, mais uma vez desqualifica a imagem do professor. Como pretender&lt;br /&gt;assim que os jovens nos respeitem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nora Krawczyk também é pesquisadora do CNPq, co-autora, entre outros livros de “A Reforma Educacional na América Latina nos anos 90: Argentina, Brasil, Chile e México”, editora Xamã, 2008.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-7832508212634132?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/7832508212634132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/05/os-professores-lemvam-mais-uma-paulada.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7832508212634132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7832508212634132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/05/os-professores-lemvam-mais-uma-paulada.html' title='OS PROFESSORES LEVAM MAIS UMA PAULADA DO GOVERNO DE SÃO PAULO.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-7266731325996786622</id><published>2009-05-02T20:28:00.000-07:00</published><updated>2009-05-02T20:49:06.606-07:00</updated><title type='text'>YouTube - Amálgama Brasil - Augusto Boal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=WhrUx_9Tg78"&gt;YouTube - Amálgama Brasil - Augusto Boal&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boal ficou conhecido não só por sua participação no &lt;a title="Teatro de Arena" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_de_Arena"&gt;Teatro de Arena&lt;/a&gt; da cidade de &lt;a title="São Paulo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Paulo"&gt;São Paulo&lt;/a&gt;, nos anos de &lt;a title="1956" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1956"&gt;1956&lt;/a&gt; a &lt;a title="1970" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1970"&gt;1970&lt;/a&gt;, mas sobretudo por suas teses do Teatro do Oprimido, inspiradas nas propostas do educador &lt;a title="Paulo Freire" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Freire"&gt;Paulo Freire&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Para ele, «O Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo. Todos os seres humanos são atores - porque atuam - e espectadores - porque observam. Somos todos 'espect-atores'»&lt;br /&gt;Gostaria de prestar minha homenagem a Augusto Boal exibindo esse pequeno video. Nele, vemos uma figura simples e apaixonante que, através do teatro, tornava possível a criação de novas formas de vida e de sociedade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-7266731325996786622?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/7266731325996786622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/05/youtube-amalgama-brasil-augusto-boal.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7266731325996786622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7266731325996786622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/05/youtube-amalgama-brasil-augusto-boal.html' title='YouTube - Amálgama Brasil - Augusto Boal'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-683457550168230808</id><published>2009-04-26T19:19:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T19:28:51.306-07:00</updated><title type='text'>PARA ALÉM DOS INTERESSES DA CRIANÇA,UMA DISPUTA DE PODER</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Queridos(as) Leitores(as)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou encaminhando para vocês um artigo de Tatiana Lima Almeida, do grupo de pesquisa Violar. Nele, Tatiana nos traz novos elementos para refletirmos sobre os textos postados neste blogue a respeito do fechamento das escolas em assentamentos do MST. Façam os seus comentários, opinem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os textos “Educação, MST e novas subjetividades, “O MST e as escolas itinerantes” e “Violência em Sarandi”, postados neste blog no mês de abril, têm me suscitado uma reflexão sobre o papel do Estado na Garantia de Direitos da criança e do adolescente no Brasil. Ficou claro para mim que o fechamento da escola no assentamento revela uma disputa de poder que transcende o Superior Interesse da Criança.&lt;br /&gt;Fechar uma escola por não estar regulamentada dentro das diretrizes governamentais e depois punir as famílias e o movimento por não aderirem ao modelo formatado pelo Estado? Fica evidente que a última preocupação foi o Superior Interesse da Criança.&lt;br /&gt;A ação do Ministério Público, executada através dos obedientes Conselheiros Tutelares, revelou uma total capacidade de se ater a uma partícula apenas do Estatuto da Criança e do Adolescente, contemplada em um de seus artigos, que preconiza o Direito à Educação e a obrigatoriedade da matrícula na rede regular de ensino. Ora! Se vamos falar em Lei, então que falem com respeito àqueles que tanto lutaram por definir diretrizes que garantam o Superior Interesse da Criança.&lt;br /&gt;O ECA prevê a garantia de Direito à Educação e também a garantia de acesso, porém afirma ainda em seu artigo 3º que sejam asseguradas “todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.” .&lt;br /&gt;Mais detalhado, este direito está descrito no Capítulo II, configurado como um dos Direitos Fundamentais -“DO DIREITO À LIBERDADE, AO RESPEITO E À DIGNIDADE"-, Art. 16 – O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: ... “VI - participar da vida política, na forma da lei”. Art. 17 – “O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.”..&lt;br /&gt;Quanto ao DIREITO À EDUCAÇÃO, descrito no capítulo IV, indica em seu Art. 58 – “No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente,...”.&lt;br /&gt;Ampliando ainda mais, podemos resgatar da Convenção sobre os Direitos da Criança (1989), promulgada com Lei Internacional em 1990, o fato de ser reconhecido que em todos os países existem crianças vivendo sob condições excepcionalmente difíceis e que essas crianças necessitam "consideração especial", priorizando a importância das tradições e valores culturais de cada povo para a proteção e o desenvolvimento harmonioso da criança. Ou seja, o foco é o Superior Interesse da Criança.&lt;br /&gt;Pensando nessas premissas, o que legitima o fechamento de uma escola comunitária pelo Estado? Qual o respeito à história, à cultura e ao contexto dessas crianças e adolescentes? Como falei no início, demonstrou-se uma total incapacidade em enxergar a totalidade e uma tendência em apegar-se à uma partícula que fundamenta ações de punição e coerção.&lt;br /&gt;Porque a escola comunitária não pode ser regulamentada e reconhecida?&lt;br /&gt;Hoje, discute-se a perspectiva das práticas territorializadas e das práticas territoriais. A primeira consiste em levar ações a um lugar em um formato pré-moldado. A segunda em colocar o território no papel de ator, onde as ações partem dos atores do lugar que se faz (re) descoberto à medida do trabalho coletivo. São ações planejadas e desenvolvidas com a participação dos atores locais (Dirce Koga).&lt;br /&gt;Esta perspectiva de território tem favorecido as ações de desenvolvimento local, a partir do contexto histórico, cultural, político de cada região. No entanto, fomentar ações neste sentido abre um leque de possibilidades que ameaçam uma política de controle social hegemônico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;ALMEIDA, Tatiana Lima. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-683457550168230808?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/683457550168230808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/04/para-alem-dos-interesses-da-criancauma.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/683457550168230808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/683457550168230808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/04/para-alem-dos-interesses-da-criancauma.html' title='PARA ALÉM DOS INTERESSES DA CRIANÇA,UMA DISPUTA DE PODER'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-881047458831551986</id><published>2009-04-18T12:10:00.000-07:00</published><updated>2009-04-20T20:01:01.234-07:00</updated><title type='text'>VIOLÊNCIA EM SARANDI.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Jornal Zero Hora tem divulgado diversas notas dando destaque ao fechamento da escola itinerante no acampamento do MST em Sarandi, conforme relatei anteriormente. No dia 14 de abril, a Brigada Militar e a Polícia Rodoviária Federal fizeram uma grande operação no acampamento e identificaram as crianças com idade escolar que vivem nos barracos de lona erguidos em um terreno no km 138 da estrada Carazinho-Sarandi (BR-386). A ação foi determinada pelo Ministério Público Estadual e cumprida pelo conselho Tutelar de Sarandi. A operação contou com cerca de 40 policiais rodoviários federais de diversas cidades gaúchas e com cerca de 120 homens da Brigada Militar. Até um helicóptero da PRF foi usado para acompanhar a movimentação. O grupo chegou ao local por volta das 6h50min e deu apoio para que os conselheiros tutelares entrassem no acampamento. O trabalho demorou cerca de uma hora. Trinta e seis crianças foram identificadas e o Ministério Público pretende acionar os responsáveis para que as crianças sejam matriculadas em escolas convencionais da rede pública de ensino. Caso contrário, eles podem ser responsabilizados judicialmente. O subprocurador-geral de Justiça para assuntos Institucionais, Luiz Carlos Ziomkowski, esclareceu que o Termo de Ajustamento de Conduta está em fase de execução e sob acompanhamento, por deliberação do egrégio Conselho Superior do Ministério Público. Asseverou que as ações civis públicas ajuizadas tramitam regularmente junto ao Poder Judiciário. Destacou, ainda, que o Conselho Nacional do Ministério Público, em sessão do dia 06 de abril, não conheceu representação promovida pela Ouvidoria Agrária Nacional, tendo o digníssimo Relator afirmado a legalidade de atuação do Ministério Público gaúcho nas questões envolvendo o MST, o que foi acolhido por seu Plenário. Sobre o afastamento do procurador de Justiça, Gilberto Thums, como divulgado pelo próprio, deu-se por razões de foro pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-881047458831551986?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/881047458831551986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/04/violencia-em-sarandi.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/881047458831551986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/881047458831551986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/04/violencia-em-sarandi.html' title='VIOLÊNCIA EM SARANDI.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-7484492512072028398</id><published>2009-04-18T11:49:00.000-07:00</published><updated>2009-04-21T20:00:28.963-07:00</updated><title type='text'>O MST E AS ESCOLAS ITINERANTES.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Queridos(as) Leitores(as).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As notícias sobre o fechamento da escola itinerante do MST, no acampamento Oziel Alves, município de Sarandi, no Rio Grande do Sul, são preocupantes. Segundo a Coordenação da Comissão Pastoral da Terra trata-se de um verdadeiro terrorismo cultural, pois as 130 crianças atendidas poderão ficar sem aulas ou passarem o dia todo fora de casa, parte nos transportes precários, parte em escolas urbanas estranhas à sua cultura. O Termo de Ajustamento de Conduta, firmado 28 de novembro de 2008, com o governo do Estado, sem o conhecimento e a participação dos pais, educandos e da escola-base onde as crianças estão matriculadas, tem por objetivo acabar com as Escolas Itinerantes dos acampamentos do MST. O que são essas escolas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São uma experiência pioneira do MST, garantindo a educação escolar para as crianças e adolescentes dos seus acampamentos, amparada nos direitos sociais inscritos na Constituição Federal de 1988, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, e nas Diretrizes Operacionais para Escolas do Campo, aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação em 2002. Em 1996, o RGS foi o primeiro estado a apoiar tal iniciativa e as aulas, ministradas nos acampamentos passaram a ter o amparo legal garantindo aos educandos a continuidade dos estudos em qualquer lugar onde ocorressem. Os estudantes são matriculados numa escola-base, e participam das aulas em seu acampamento. A experiência gaúcha se espalhou por diversos Estados do Brasil e foi premiada com o Prêmio Educação, do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-7484492512072028398?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/7484492512072028398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/04/o-mst-e-as-escolas-itinerantes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7484492512072028398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7484492512072028398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/04/o-mst-e-as-escolas-itinerantes.html' title='O MST E AS ESCOLAS ITINERANTES.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-7838156703572380674</id><published>2009-04-14T18:12:00.000-07:00</published><updated>2009-04-14T18:20:26.147-07:00</updated><title type='text'>EDUCAÇÃO, MST E NOVAS SUBJETIVIDADES.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No texto “Maestros Errantes”, Silvia Duschatzky&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; nos fala que a “errancia” se torna uma experiência política quando podemos tomar a precariedade como plataforma de pensamento de novos modos de relação social. Diz ela que a construção de um “mundo” na precariedade, politiza a experiência errante. Novos regimes de ver, sentir e produzir criam novas subjetividades, fazendo com que os mestres errantes trabalhem na tensão entre suas representações e a força dos fluxos viventes, produzindo práticas que se arrojam no ensaio de estratégias variadas para tornar possíveis formas de composição com outros.&lt;br /&gt;O texto de Duschatzsky, já comentado aqui no blogue dias atrás, me fez refletir sobre a forma como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) enfrentou as tentativas do procurador Gilberto Thums, do Ministério Público gaúcho, de fechar as escolas itinerantes do movimento e que estão localizadas em acampamentos. Conforme reportagem do Zero Hora, o procurador desistiu de enfrentar o MST após ser constrangido em audiência pública na Assembléia Legislativa com a presença de 200 filhos de sem-terra que tentavam reverter o processo que determinava o  fechamento das escolas. Segundo a mesma reportagem, desde 2008, o Ministério Público (MP) gaúcho tem sido pressionado por entidades ligadas à área de Direitos Humanos, sob a acusação de “criminalizar os movimentos sociais”. Uma comissão especial, formada no âmbito da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, do governo federal, considerou “preocupante” e “grave” o tratamento dado ao MST no Estado.Thums recebeu críticas de companheiros do Ministério Público. De Brasília, também partiram ataques da ouvidoria agrária nacional, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, que apresentou ao Conselho Nacional do Ministério Público um pedido de providências sobre a política de autuação do MP gaúcho em conflitos no campo. A justificativa do pedido calou fundo nos promotores e procuradores: o MP estaria afrontando os direitos fundamentais, em especial o princípio da dignidade da pessoa humana. Entre os seus pares, as mais duras críticas partiram de promotores ligados às áreas dos Direitos Humanos e da Infância e da Juventude. Desde o início das ações contra o MST, em 2008, promotores das duas áreas temiam a contaminação ideológica em assuntos técnicos. O desconforto tornou-se insustentável após a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o governo do Estado, em fevereiro de 2009, sepultando as escolas itinerantes em acampamentos do MST. Esse termo foi feito sem que os promotores da área da Infância e da Juventude fossem consultados.Há uma semana, o então coordenador do Centro de Apoio Operacional da Infância e da Juventude  procurador Miguel Velasquez, e a promotora da Infância e da Juventude Synara Jacques Butelli enviaram um ofício para aprocuradora-geral Simone Mariano da Rocha devolvendo o TAC. Na prática, a devolução indicava para a procuradora que, ao não participar da confecção do termo, os promotores não se sentiam confortáveis em executá-lo. A pressão prosseguiu na Assembléia, na última terça-feira, em uma reunião da Comissão de Educação, presidida por Mano Changes – parlamentar do PP, sigla historicamente contrária ao MST. Em sua primeira manifestação no encontro, Thums condenou as escolas itinerantes e os sem-terra, definido por ele como um movimento “guerrilheiro”. Ao final, após ouvir manifestações de deputados e de técnicos, reconheceu que o TAC poderia ser revisado. Ao receber uma cópia do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) das mãos de uma criança, o sempre sério Thums esboçou um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista ao Zero Hora e à Rádio Gaúcha, Thums admite a possibilidade de um meio termo, mas considera que freqüentar uma escola do MST e não freqüentar nenhuma dá na mesma, pois “não há controle (...).Ninguém sabe quantos dias as crianças frequentam a escola, ninguém conhece o programa mínimo que ela recebe na escola. Honestamente,vai mudar muito pouco”. Thums resolveu se afastar por vários motivos, entre eles, cita a pressão que tem sofrido por parte das universidades, de alguns intelectuais, da internet. Na sua opinião, os pais matriculariam seus filhos em escolas públicas e finaliza sua entrevista dizendo: “A gente não avaliou o poder do movimento. O movimento é mais forte do que qualquer instituição. Eu não imaginaria que eles iriam mesmo enfrentar essa decisão. Tenho a impressão de que, no futuro, vão me dar razão, vão reconhecer que eu não era tão louco assim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, Gilberto Thums se esforce por seguir um protocolo normativo na implantação de uma escola e não perceba o potencial de uma outra escola possível de ser construída, guiada por um movimento no qual o normativo conviva com novas sensibilidades, com práticas que envolvam sujeitos e se produzam em situação. Não se trata simplesmente, como diz Duschatzky de tolerar movimentos autônomos, mas de pensar como os micropoderes podem atravessar os sistemas de ensino e os mecanismos de intervenção do Estado que é portador de um conjunto de recursos (financeiros, técnicos, estratégicos) necessários para a potenciação de práticas emergentes.&lt;br /&gt;Trata-se de pensar:&lt;br /&gt;- como fazer para que esses processos de singularização ganhem consistência e expressão em múltiplos planos?&lt;br /&gt;- como esses movimentos moleculares podem atravessar os sistemas que impregnam políticas, agendas e dispositivos de regulação educativa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; DUSCHATZKY, Silvia. Maestros Errantes. Experiencias Sociales a la Intempérie. Buenos Aires: Paidós, 2007.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-7838156703572380674?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/7838156703572380674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/04/educacao-mst-e-novas-subjetividades.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7838156703572380674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7838156703572380674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/04/educacao-mst-e-novas-subjetividades.html' title='EDUCAÇÃO, MST E NOVAS SUBJETIVIDADES.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-929182045495198072</id><published>2009-04-06T19:54:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T20:13:46.219-07:00</updated><title type='text'>A POESIA DE UM GRUPO ARGENTINO.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Que significa hoje pensar? Que espaços podemos criar para pensarmos juntos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Revisa "Presentacion del nodo CG Rosario" en La red de Campo GrupalPara ver este video, visita:&lt;a href="http://redcampogrupal.ning.com/video/video/show?id=2227382%3AVideo%3A5942"&gt;http://redcampogrupal.ning.com/video/video/show?id=2227382%3AVideo%3A5942&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-929182045495198072?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/929182045495198072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/04/poesia-e-alegria-de-um-grupo-argentino.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/929182045495198072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/929182045495198072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/04/poesia-e-alegria-de-um-grupo-argentino.html' title='A POESIA DE UM GRUPO ARGENTINO.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-3919191597952143347</id><published>2009-03-31T21:09:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T21:09:14.163-07:00</updated><title type='text'>YouTube - La memoria - Leon Gieco</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/results?search_type=&amp;amp;search_query=La+memoria+-+Leon+Gieco&amp;amp;aq=f"&gt;YouTube - La memoria - Leon Gieco&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-3919191597952143347?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/results?search_type=&amp;search_query=La+memoria+-+Leon+Gieco&amp;aq=f' title='YouTube - La memoria - Leon Gieco'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/3919191597952143347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/03/youtube-la-memoria-leon-gieco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3919191597952143347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3919191597952143347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/03/youtube-la-memoria-leon-gieco.html' title='YouTube - La memoria - Leon Gieco'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-4282197520939401469</id><published>2009-03-30T19:26:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T19:33:47.172-07:00</updated><title type='text'>E POR FALAR EM VIOLÊNCIA...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tenho acompanhado relatos de muitos professores da rede estadual de ensino que expressam total descrença pelo trabalho desenvolvido em sala de aula. Alunos que não respeitam ninguém, digladiam-se, atacam, depredam, roubam, não se esforçam por aprender. É para poucos que os professores mais idealistas tentam dar suas aulas.&lt;br /&gt;Conversando com o Zé Pastre sobre essa situação, ele me disse que suas crônicas têm como inspiração os acontecimentos vivenciados por ele, por alguns alunos e colegas professores que trabalham em escolas públicas. Para ele, o modo como colocamos as questões é fundamental, pois nos abre possibilidades ou não de respostas. Por exemplo, se pergunto "como ser um bom profissional nestas condições?" é uma coisa; mas se pergunto "o que estamos fazendo aqui?" a questão é outra, a questão vai mais além!&lt;br /&gt;Será que existe solução apenas "técnica" para os problemas que estamos vivendo? Ouvindo todas as queixas dos seus colegas, Zé Pastre entende que o que muda é a nossa relação com o que acontece. Ele sente que há uma tendência a viver o tempo como decadência: tudo no passado era melhor. Isto não é verdade. E, para aguçar nossa reflexão, Zé Pastre se reporta a Merleau-Ponty, para quem não há solução para os problemas humanos, nenhum meio de eliminar a transcendência do tempo, a separação das consciências, que podem sempre reaparecer e ameaçar nossos engajamentos, nenhum meio de verificar a autenticidade de nossos engajamentos, que podem sempre, em um momento de fadiga, nos aparecer como convenções fictícias. A existência é a decisão pela qual entramos no tempo para aí criar nossa vida. Entrar no tempo é ter uma disposição ativa para agenciar algo em torno daquilo que nos ameaça, que nos distancia das múltiplas possibilidades de atravessarmos programas e projetos por invenções e práticas não legitimadas pela gramática instituída. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-4282197520939401469?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/4282197520939401469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/03/e-por-falar-em-violencia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/4282197520939401469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/4282197520939401469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/03/e-por-falar-em-violencia.html' title='E POR FALAR EM VIOLÊNCIA...'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-8101842847639517899</id><published>2009-03-29T18:18:00.000-07:00</published><updated>2009-03-29T18:22:44.223-07:00</updated><title type='text'>RELATOS DE UM PROFESSOR ESGOTADO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Queridos(as) Leitores(as). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, José Luis Pastre escreveu a crônica II: "Memória de um intervalo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre fendas e rachaduras parece que é nos intervalos que as coisas acontecem! É nos intervalos que tudo escapa ou tudo pode desmoronar! Certa vez Zenão presenciou um pequeno acontecimento que disparou nele uma série de questões. Isso foi em certa manhã. Havia dado o sinal para o início das aulas e ele subia as escadas em direção às salas juntamente com duas colegas professoras, por coincidência, duas professoras de química. Uma delas estava voltando a trabalhar naquele dia depois de uma semana de licença, pois o pai havia falecido na semana anterior. Subiam lentamente as escadas. A professora subindo os degraus com seu corpo frágil, e Zenão e a outra colega acompanhando-a com poucas palavras. Ao terminarem de subir os degraus, encontraram os alunos, em sua alegria plena de encontrar-se com os colegas nos momentos em que antecedem as aulas, e três alunas, da classe em que a professora – cujo pai havia falecido – ia dar a primeira aula naquele dia, vieram ao encontro deles e disseram para a professora: “Ah professora, a senhora veio?!”…&lt;br /&gt;Esse tipo de pergunta era comum. Às vezes alguns alunos a faziam para alguns professores, quando estes apareciam na sala – e acabavam com a esperança dos alunos de que algum professor tivesse faltado. Se isto ocorresse, isto é, se algum professor, ou professora, tivesse faltado, eles poderiam ir embora mais cedo, ou então ficar ouvindo música e conversando no pátio da escola. No entanto, às vezes, esse tipo de pergunta podia ter outro sentido, não ser apenas um lamento, mas uma forma de brincadeira, expressando certo estado de humor e de alegria na relação entre professores e alunos. Isso acontecia quando havia certa aproximação, certo tipo de afetividade, na relação. Alguns professores também faziam este tipo de pergunta: “Ah vocês vieram?!”... Algumas vezes era também um lamento que alguns professores partilhavam entre si, principalmente em final de bimestre, ou feriados prolongados: “Ah o pessoal da 8ª D está todo aí! Pensei que fosse poder terminar de corrigir as provas!”.&lt;br /&gt;Mas aquela pergunta, naquele momento! A professora estava passando por uma situação difícil com a morte do pai e Zenão não sabia qual poderia ser sua reação, temia que aquela pergunta pudesse aumentar ainda mais o seu sofrimento. Além disso, havia certo tom ambíguo na pergunta daquelas jovens e Zenão não tinha certeza se a professora tinha uma boa relação com elas. Os professores foram pegos de surpresa!  No entanto, diante daquela pergunta, na ambiguidade de seu tom, mistura de interrogação com exclamação, seus olhares se cruzaram e a professora, na sua fragilidade e com humor, respondeu: “Ah, vocês também vieram?!” E todos se olharam novamente, riram e foram trabalhar. A professora foi acompanhada pelas alunas que a ajudaram a carregar seu material.&lt;br /&gt;Daquele pequeno intervalo entre a pergunta, mistura de humor e ironia, que às vezes alguns alunos costumam fazer, e a resposta, que devolvia a pergunta, mistura de dor e alegria, várias questões emergiram na cabeça de Zenão. Não que nunca tivesse pensado naquelas questões, é que naquele intervalo elas foram tomadas por outra intensidade e lançaram Zenão a uma procura: O que estavam fazendo ali? Por que não tinham todos, alunos e professores, fugido, ido para outro lugar qualquer? E se estavam ali, como usavam aquele tempo de suas vidas, naquele espaço da escola? Tempo de trabalho? Tempo de estudo? O que acontece neste intervalo de tempo que passamos na escola? Mas a escola é um intervalo? O que acontece neste intervalo? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-8101842847639517899?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/8101842847639517899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/03/relatos-de-um-professor-esgotado_29.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8101842847639517899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8101842847639517899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/03/relatos-de-um-professor-esgotado_29.html' title='RELATOS DE UM PROFESSOR ESGOTADO'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-7527919294735006360</id><published>2009-03-21T07:01:00.000-07:00</published><updated>2009-03-21T07:01:43.780-07:00</updated><title type='text'>YouTube - Lenine Paciência</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=e91If3e4AsM"&gt;YouTube - Lenine Paciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-7527919294735006360?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/watch?v=e91If3e4AsM' title='YouTube - Lenine Paciência'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/7527919294735006360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/03/youtube-lenine-paciencia_1073.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7527919294735006360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7527919294735006360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/03/youtube-lenine-paciencia_1073.html' title='YouTube - Lenine Paciência'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-8964975764644060182</id><published>2009-03-18T20:12:00.000-07:00</published><updated>2009-03-18T20:17:37.733-07:00</updated><title type='text'>OLHAR SOCIOLÓGICO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olá, não deixem de acessar o blogue da Edwiges Rabello de Lima chamado Olhar Sociológico. Professora da Rede Estadual de Ensino em Campinas e Jaguariuna, Edwiges nos apresenta uma Sociologia viva, problematizadora e instigante para os jovens alunos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-8964975764644060182?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/8964975764644060182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/03/olhar-sociologico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8964975764644060182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8964975764644060182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/03/olhar-sociologico.html' title='OLHAR SOCIOLÓGICO'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-901236669467378429</id><published>2009-03-09T15:50:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T15:57:00.712-07:00</updated><title type='text'>O SAMBA DA MAIS VALIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Queridos Leitores e Queridas Leitoras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Samba da Mais Valia foi criado por Sérgio Silva e gravado no início de 2005. Sucesso carnavalesco e ouvido nas Rádios Livres de vários lugares do mundo este samba pode ser divulgado nas escolas, principalmente por professores de Sociologia ou por quem estiver trabalhando com essa temática. Onde encontrá-lo: &lt;a href="http://www.youtube.com/"&gt;www.youtube.com&lt;/a&gt; ; em busca, digitar:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Samba da Mais Valia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-901236669467378429?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/901236669467378429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/03/o-samba-da-mais-valia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/901236669467378429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/901236669467378429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/03/o-samba-da-mais-valia.html' title='O SAMBA DA MAIS VALIA'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-6881634041344741095</id><published>2009-03-02T15:05:00.000-08:00</published><updated>2009-03-02T15:16:31.429-08:00</updated><title type='text'>RELATOS DE UM PROFESSOR ESGOTADO</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;Queridos(as) Leitores(as)&lt;br /&gt;José Luiz Pastre é professor da Rede Estadual de Ensino, doutorando do Programa de Pós Graduação da Faculdade de Educação da Unicamp e pesquisador do grupo Violar. A partir de hoje, ele passará a escrever crônicas no meu blogue. Essas crônicas receberão o seguinte título “Relatos de um professor esgotado”. Esses relatos abrigam um conjunto de memórias contadas por um personagem virtual, porém real, chamado Zenão. Trata-se de situações vividas enquanto trabalhava em escolas públicas e que, de algum modo, o impressionaram. Aqui, o esgotamento não tem nada a ver com cansaço. Tem mais a ver com busca, com procura...&lt;br /&gt;Hoje, ele nos brinda com a Crônica I: Memória de um Drama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para cantar é preciso primeiro abrir a boca.&lt;br /&gt; É preciso ter um par de pulmões e&lt;br /&gt;um pouco de conhecimento de música.&lt;br /&gt; Não é necessário ter harmônica ou violão.&lt;br /&gt;O essencial é querer cantar.&lt;br /&gt;Isto é, portanto, uma canção.&lt;br /&gt;Eu estou cantando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henry Miller – Trópico de Câncer&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Crônica I: &lt;strong&gt;Memória de um drama&lt;/strong&gt;: Foi uma manhã de uma terça-feira de novembro de 2005. Tinham acabado de sair da sala da direção. Zenão lembra-se vagamente das palavras de Clarice, aluna do 3c, enquanto subiam a escada, era algo como “Professor não desista!”, querendo dizer “Não fraqueje!”, “Não se arrependa de ter nos apoiado!”. Já na sala, enquanto ele recolhia seu material de trabalho, pois havia dado o sinal para a troca de professores, Pagú entrou, sentou-se numa carteira, abaixou a cabeça, mas logo em seguida a levantou, com os olhos cheios de lágrimas! Ele se aproximou, seus olhares se cruzaram, e ela simplesmente lhe disse: “Nós conseguimos!”. Ele, ainda atordoado pelos acontecimentos, fez que sim com a cabeça. Havia naquelas lágrimas, naquelas palavras, uma força e uma alegria.  Aqueles alunos tinham acabado de ser ameaçados de serem expulsos da escola porque escreveram um jornal-panfleto em que expunham suas idéias, suas críticas, a respeito da escola. Zenão se lembra que enquanto eram ameaçados de serem expulsos, permaneciam impassivos diante da “paranóia delirante”: “Estão tentando derrubar a direção!?”. Quando diante da diretora, perguntou se ela já havia lido o jornal, ela disse que não, mas aquelas baratas na capa... Além disso, eles mudaram o nome da escola de “Oliveira” para “Sujeira”, e ela se matando para manter a escola limpa para eles. Zenão tentou explicar que a barata era uma metáfora Kafkaniana (foi o que lhe veio na hora – mais tarde descobriu que uma das alunas havia lido “A metamorfose” de Kafka), mas não adiantou. Ela também chorou. Mas havia naquelas lágrimas medo. Tantos medos. O medo de ler o jornal. O medo das baratas. O medo do que os superiores poderiam pensar. O medo de ser “derrubada”. Ela achava que havia alguns professores usando os alunos para derrubá-la. Na verdade, boa parte dos professores e funcionários pensavam a mesma coisa. Eles não acreditavam que aqueles textos tinham sido escritos por aqueles alunos. Havia “alguém por trás”. Ou eles subestimavam o próprio trabalho, ou subestimavam os alunos, ou as duas coisas! Zenão não soube dizer! O fato é que talvez “aquilo”, alunos de uma escola pública se expressando, pensando, eles não esperavam. Uma semana depois, quando Zenão disse para um colega professor que a aluna que escreveu o editorial havia passado num dos primeiros lugares do vestibular no curso de filosofia na USP, ele levou um susto e ficou mudo.&lt;br /&gt;No final, os alunos não foram expulsos. Mas uma fenda foi aberta naquele dia... Se olharmos bem talvez a escola inteira esteja cheia de fendas... Como isto ainda funciona com todas estas rachaduras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-6881634041344741095?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/6881634041344741095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/03/relatos-de-um-professor-esgotado.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6881634041344741095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6881634041344741095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/03/relatos-de-um-professor-esgotado.html' title='RELATOS DE UM PROFESSOR ESGOTADO'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-2332413506682590139</id><published>2009-02-25T14:52:00.000-08:00</published><updated>2009-02-25T14:54:04.458-08:00</updated><title type='text'>RÁDIO MUDA RESISTE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;br /&gt;A notícia nos deixa preocupados. Localizada dentro do campus, a Rádio Muda tem uma história a ser preservada. Sugiro que o grupo Violar debata sobre o tema referente à autonomia universitária. O que significa essa autonomia? Que sentido tem a universidade para nós, hoje, nesses tempos em que pensar, refletir, divulgar as diferentes formas de expressão se opõem à ser eficaz, produtivo? Convido vocês para lerem o texto escrito pelo Coletivo da Rádio Muda após a invasão da Polícia Federal. Aproveito para indicar os sites da Muda e do Centro de Mídia Independente-CMI:&lt;br /&gt;muda.radiolivre.org. e &lt;a href="http://www.midiaindependente.org/"&gt;www.midiaindependente.org&lt;/a&gt;.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rádio Muda   3 X 1   PF+Anatel&lt;br /&gt;"Nao temos nada a perder. Temos tudo."&lt;br /&gt;Sun Tzu&lt;br /&gt;Os Piratas nos atacaram.&lt;br /&gt;Sequestraram nosso timoneiro DJ Computer.&lt;br /&gt;Hoje, dia 19/02/2009, às 5 da manhã, doze Piratas Federais (PF)&lt;br /&gt;saquearam todos os equipamentos do estúdio da Rádio Muda, rádio livre que&lt;br /&gt;funciona há mais de 20 anos em Barão Geraldo, Campinas-SP.&lt;br /&gt;Em uma ação decorrente da "Operação Silêncio", que fechou diversas&lt;br /&gt;rádios em todo o país, um bando de 14 homens, 12 agentes&lt;br /&gt;federais, 2 chaveiros (um para segurar a chave e outro para rodar?),&lt;br /&gt;liderados por um delegado, tomaram de assalto o estúdio a mando da juíza&lt;br /&gt;substituta Fernanda Soraia Pacheco Costa. Vandalizaram o estúdio, rasgaram&lt;br /&gt;cartazes e confiscaram todos os equipamentos.&lt;br /&gt;Nao havia nenhum mudeiro no momento da ação sórdida.&lt;br /&gt;A Rádio Muda é uma rádio que não é ilegal, nem legal, é uma rádio livre,&lt;br /&gt;pois, assim como inúmeras outras, não possui fins comerciais, não&lt;br /&gt;pratica proselitismo religioso nem político partidário, e atua de&lt;br /&gt;maneira integrada a sua vizinhança, estabelecendo uma relação de&lt;br /&gt;reciprocidade através da qual quem ouve, pode falar, ou seja, todo&lt;br /&gt;ouvinte é um emissor em potencial. Espalhadas pelo Brasil e pelo mundo,&lt;br /&gt;essas rádios baseiam-se na legitimidade que suas comunidades e&lt;br /&gt;vizinhanças lhe conferem. Atua com baixa potência e atinge apenas uma&lt;br /&gt;pequena região da cidade de Campinas. Ao invés da legalidade exigida por&lt;br /&gt;leis estatais que legitimam um sistema corrupto e viciado de concessão&lt;br /&gt;de radiodifusão, a legitimidade deste tipo de prática deve ser protegida&lt;br /&gt;como liberdade de expressão e organização local.&lt;br /&gt;Qual é o papel da radiodifusão hoje?&lt;br /&gt;As rádios comerciais, consideradas legais, integram o território&lt;br /&gt;nacional a partir de interesses comerciais&lt;br /&gt;e culturais homogeneizantes. As rádios livres, consideradas ilegais,&lt;br /&gt;permitem que a pluralidade cultural seja&lt;br /&gt;livremente expressa. Tudo aquilo que não encontra&lt;br /&gt;espaço na lucrativa e monopolizada mídia comercial tem a possibilidade&lt;br /&gt;de vazão nos meios geridos pela própria população.&lt;br /&gt;Mundialmente a mídia é controlada por 10 conglomerados. 40 empresas estão&lt;br /&gt;ligadas direta ou indiretamente a eles. No Brasil, 90% da mídia é&lt;br /&gt;controlada por 13 famílias. Em Campinas, a RAC (Rede Anhanguera de&lt;br /&gt;Comunicação) controla os principais meios de comunicação da cidade e&lt;br /&gt;região.&lt;br /&gt;Centenas de rádios não comerciais espalhadas pelo Brasil e pelo mundo&lt;br /&gt;atuam no sentido contrário a essa situação de monopólio, reafirmando a&lt;br /&gt;capacidade de toda e qualquer pessoa de produzir informação.&lt;br /&gt;Rádio Livre derruba avião?&lt;br /&gt;Um dos principais argumentos contra às rádios livres e de baixa potência&lt;br /&gt;é que constituem séria ameaça para tráfego aéreo e a comunicação de&lt;br /&gt;emergência. Porém, nunca um acidente aéreo foi causado por este tipo de&lt;br /&gt;radiodifusão. Aliás, se fosse fácil assim, com umas mil rádios&lt;br /&gt;comunitárias, Sadam teria vencido a invasão de Bush no Iraque.... será&lt;br /&gt;que ele não pensou nisso, ou será que esta informação "técnica" não faz&lt;br /&gt;o menor sentido?&lt;br /&gt;Pra quem não sabe, aviões operam em uma frequência de rádio acima da&lt;br /&gt;faixa de frequência das rádio FM. Para que uma rádio FM interfira nas&lt;br /&gt;transmissões aéreas de rádio, é necessário primeiro que o transmissor&lt;br /&gt;esteja desregulado e sem filtros. Hoje em dia, é muito comum o uso de&lt;br /&gt;transmissores que possuem filtros de harmônicos e filtros passa-faixa, que&lt;br /&gt;mesmo não sendo homologado pela Anatel, está dentro da máscara de&lt;br /&gt;transmissão da norma brasileira de radiodifusão, ou seja, que passou por&lt;br /&gt;um teste técnico no qual um analisador de espectro comprova que fora da&lt;br /&gt;frequência de transmissão o sinal é fortemente atenuado, o que comprova sua&lt;br /&gt;a precisão e a capacidade de não interferência de um transmissor. O&lt;br /&gt;segundo fator é a potência do transmissor.&lt;br /&gt;A prática mostra que as rádios livre funcionam com transmissores de baixa&lt;br /&gt;potência (potências altas significam custos altos). Comparados aos&lt;br /&gt;transmissores das rádios comerciais, com potências gigantes, não&lt;br /&gt;representam perigo de interferência nas comunicações aéreas, mesmo com um&lt;br /&gt;transmissor não perfeitamente construído. Quem tem que&lt;br /&gt;cuidar da aferição dos seus transmissores potentes são as grandes rádios&lt;br /&gt;comerciais, que apresentam altos riscos de interferência na comunicação&lt;br /&gt;aérea!&lt;br /&gt;Piratas?&lt;br /&gt;Piratas são as rádios comerciais que querem o ouro!&lt;br /&gt;Não estamos atrás do lucro.&lt;br /&gt;Livre?&lt;br /&gt;O sistema de leis estatais prevê que a organização e concessão do direito&lt;br /&gt;de uso  para as frequências de rádio seja realizado por um grupo de&lt;br /&gt;pessoas restrito- técnicos, especialistas, políticos e grupos econômicos.&lt;br /&gt;A comunicação livre não reconhece o governo como única entidade capaz de&lt;br /&gt;elaborar leis e regras relativas ao funcionamento dos meios de&lt;br /&gt;comunicação.&lt;br /&gt;Propomos, através da prática, a apropriação e utilização de qualquer meio&lt;br /&gt;de comunicação e tecnologia.&lt;br /&gt;Todas as tecnologias são e deveriam ser consideradas bens universais&lt;br /&gt;destinadas ao desenvolvimento humano, sua inteligência, afeto e&lt;br /&gt;comunicação.&lt;br /&gt;O conhecimento não pode ser aprisionado por leis medíocres que se baseiam&lt;br /&gt;em interesses mesquinhos de grupos políticos e econômicos ou mesmo de leis&lt;br /&gt;que não comportam a capacidade da população de produzir suas próprias&lt;br /&gt;informações, a partir de meios de comunicação geridos coletivamente.&lt;br /&gt;Comunicação se realiza diariamente, nos momentos mais cotidianos.&lt;br /&gt;Ampliar essa comunicação de uma pessoa ou grupo através de meios&lt;br /&gt;tecnológicos é uma possibilidade e prática que amplia a democracia e a&lt;br /&gt;capacidade das pessoas de se comunicarem entre si: falando, ouvindo,&lt;br /&gt;produzindo e questionando.&lt;br /&gt;A comunicação está em todos nós, muito antes de existirem governos e leis&lt;br /&gt;que a regulamentassem: livre, intrínseca, potente e transformadora.&lt;br /&gt;Conclamamos todos e todas a produzirem mais e mais meios de comunicação.&lt;br /&gt;Não precisamos nos submeter ao monopólio!&lt;br /&gt;Nesse carnaval, sintonize-se, atue: ações pela mídia livre espalhadas pelo&lt;br /&gt;território.Organize próprias ações!&lt;br /&gt;A Muda não se cala!!! Voltaremos a transmitir em breve!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-2332413506682590139?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/2332413506682590139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/02/radio-muda-resiste.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/2332413506682590139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/2332413506682590139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/02/radio-muda-resiste.html' title='RÁDIO MUDA RESISTE'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-2116886640249657015</id><published>2009-02-24T10:34:00.000-08:00</published><updated>2009-02-24T10:39:36.083-08:00</updated><title type='text'>ROUBARAM NOSSO CARNAVAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Querido(as) Leitores(as)&lt;br /&gt;Nessa terça feira de carnaval, convido vocês para refletirem sobre o texto que a profa. Edwiges Rabello de Lima escreveu sobre essa festa popular que um dia foi do povo. Hoje, capturada pelo poder do lucro, o carnaval assusta os foliões, mas enriquece aqueles que faturam às custas desse controle que se dissemina em nosso cotidiano. Deixo a questão: “segurança para quem?”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ROUBARAM NOSSO CARNAVAL&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não vou a carnavais em ambiente privados e comerciais ou festas "populares" quando são privatizadas. Não faz sentido querer usufruir de alguma coisa que foi criada pelas populações em geral e que passa a ser fruto de lucro para uns poucos. É como se eu pagasse aluguel para vestir uma roupa que me roubaram. Não tenho estômago para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por me conhecer e por ter sido educado nesses princípios, meu neto me procura quando a diversão é para ser pública. Foi assim nesse ano de 2009. Combinamos ir assistir o carnaval de rua em Campinas, como já fizéramos anos atrás, com grande prazer, na Francisco Glicério. Ele era criança e acompanhava todas as escolas de seu início até o final da avenida, correndo de volta entre a multidão para ver o início da próxima e fazer o mesmo. Jamais esqueceu do maracatu, no qual nossos amigos desfilavam, e quando pude explicar para ele o que significavam os papéis de cada um, as vestimentas, a coreografia, a música, etc. Lembrança que ele guardou e, agora adolescente, quis ver de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou de viagem no sábado e recebemos visitas que queriam vê-lo, e ele a elas, para matar as saudades, no domingo. Na segunda-feira, saímos, sob chuva, para ver o carnaval de rua. Eu expliquei que havia mudado o local de apresentação, para um sambódromo. Procuramos uma explicação para que não fosse mais nas ruas e não entendemos. Mas, resolvemos ver o que seria da nova experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando já estávamos chegando ao local, vimos umas baias (que sempre me lembram cavalos) e pessoas amontoadas do outro lado delas. Fomos nos aproximando e essas pessoas fecharam as saídas das baias. Algumas vestiam capas de chuva, azuis transparentes, iguais às que estavam sendo vendidas nas ruas pelas quais passamos antes de chegar até ali, por camelôs. Sob as capas umas vestiam camisetas amarelas e outras, camisetas brancas. Essas mesmas pessoas gritavam que mulheres deveriam ficar de um lado e homens de outro. Achei que aquilo era uma brincadeira de foliões. Atravessei com meu neto por uma das baias e fomos barrados por um homem que dizia que teríamos que retornar para que fossemos revistados (apalpados e minha bolsa revistada): "as mulheres farão a sua revista e os homens farão a dele".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei perplexa. Uma moça veio e pegou no meu braço, para "me levar" até a minha devida baia. Reagi e disse que ela nem ousasse me tocar novamente. Imediatamente perguntei quem eram, pois estavam todos sem qualquer identificação. Responderam que eram "seguranças". Pedi que me dissessem de que empresa. Se recusaram a falar e disseram que isso não importava, pois foram contratados pela Prefeitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei me recusando e exigindo que não tocassem em mim ou em meu neto. Outro rapaz se aproximou para atravessar a baia e ficou furioso, pois esse era seu caminho para chegar em casa após o trabalho, e não admitiu ser revistado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamaram a Guarda Municipal, diante da nossa desobediência civil. Esses também se recusaram a dizer que empresa era aquela. Irônicos, citaram o nome de vários vereadores para que eu ligasse e registrasse minha reclamação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que não teríamos uma noite de festa, pois festa é quando nos descontraímos para compartilhar com outros uma expressão comum. Minha única expressão era de nojo e de indignação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expliquei isso a meu neto e ele entendeu perfeitamente, pois lembrava de quando toda nossa família teve que enfrentar os seguranças de um hospital relapso, para salvar sua vida. Ele já sabe que essa história de segurança privada é muito questionável: asseguram os interesses de quem paga a eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expliquei que apesar de sermos nós que pagávamos os impostos, os únicos que deveriam estar ganhando com essa privatização do carnaval eram os donos das empresas de segurança e outros serviços ali envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me disse que já fora revistado no Hop Hari, quando foi com a escola estadual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não assistimos ao carnaval, mas ele também se sentiu vivo por termos nos recusado a essa situação absurda. Apesar de triste, me senti orgulhosa do jovem que também preferiu ir por um caminho mais longo para sua casa, para não se curvar a essas atitudes arbitrárias do nosso governo municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão instalando câmeras de vídeo nas escolas estaduais; todos estão sendo educados pelo BBB para um sociedade de vigilância 24h; as pessoas se acostumaram a ser revistadas por seguranças privados em bancos, locais de diversão, etc., sem saberem quais são seus direitos. Quem são os ladrões mesmo? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(Edwiges Rabello de Lima)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-2116886640249657015?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/2116886640249657015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/02/roubaram-nosso-carnaval.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/2116886640249657015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/2116886640249657015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/02/roubaram-nosso-carnaval.html' title='ROUBARAM NOSSO CARNAVAL'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-1537604678121590160</id><published>2009-02-22T16:44:00.000-08:00</published><updated>2009-02-22T16:46:58.257-08:00</updated><title type='text'>PRIMAVERA.</title><content type='html'>a primavera é quando ninguém mais espera&lt;br /&gt;a primavera é quando não&lt;br /&gt;a primavera é quando do escuro da terra&lt;br /&gt;ascende a música da paixão&lt;br /&gt;a primavera é quando ninguém mais espera&lt;br /&gt;e desespera tudo em flor&lt;br /&gt;a primavera é quando ninguém acredita&lt;br /&gt;e ressuscita por amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMAVERA: Zé Miguel Wisnik&lt;br /&gt;do CD "Pérolas aos poucos".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-1537604678121590160?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/1537604678121590160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/02/primavera.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1537604678121590160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1537604678121590160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/02/primavera.html' title='PRIMAVERA.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-6170021039284910071</id><published>2009-02-20T17:56:00.000-08:00</published><updated>2009-02-20T18:12:02.751-08:00</updated><title type='text'>VIDEO CLIPE "MELÔ DO CANSEI".</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nesse feriado de carnaval, faço um convite a todos e a todas para ouvirem a música do Video Clipe "Melô do Cansei", também conhecido pelo nome de "Classe Média". Max Gonzaga e sua banda conseguem juntar arte, humor e crítica social.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O endereço: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=370pIChx7DI&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=370pIChx7DI&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um ótimo descanso/divertimento para vocês.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-6170021039284910071?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/6170021039284910071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/02/video-clipe-melo-do-cansei.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6170021039284910071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6170021039284910071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/02/video-clipe-melo-do-cansei.html' title='VIDEO CLIPE &quot;MELÔ DO CANSEI&quot;.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-6712795968291682575</id><published>2009-02-17T17:49:00.000-08:00</published><updated>2009-02-17T17:52:13.626-08:00</updated><title type='text'>GOMORRA ESTÁ AQUI.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Estreando nos cinemas Gomorra chega para sujar o imaginário da máfia italiana. Como bem indicou a revista Bravo deste mês, não é mais o Glamour e o charme de um Poderoso Chefão, com um Don Vito Corleone que definiu até como os mafiosos falariam depois de seu lançamento. Não são mansões ou piscinas cheias de lindas gatinhas. Não mais carros vermelhos e arruaças impunes. A máfia de Gomorra (corruptela para Camorra, o nome da máfia mais influente agora) está sempre à sombra, sempre em apartamentos pequenos e sujos, feios, decrépitos. Mas não por isso menos atuante, mortes por encomenda, controle de áreas para tráfico, arregimentação de novos membros etc.&lt;br /&gt;Mas é outro o filme que vêem à lembrança ao assistir Gomorra. Um outro que também apresenta vidas desperdiçadas, que pouco perderiam em atirar-se a um precipício, e pouco ganhariam ficando inercialmente onde estão. Paradise Now de 2005 colocava-nos frente a dois jovens, desempregados, perdidos, perdidos para si e para o mundo, a eles pouca diferença faria morrerem ou ficarem em um simulacro de vida. Optam, sem fazer uma "opção", por ser homens-bomba, e atacar do modo possível aquilo que lhes parece e lhes é apresentado como o inimigo. O final do filme, um dos melhores já feitos no cinema, diz tudo sobre a possibilidade de mudança. Silêncio, no hay banda, silencio.&lt;br /&gt;Os jovens de Gomorra morrerão. Como cartas num baralho sempre renovável, morrerão. Adiantaria viver para quê? E adiantaria morrer pelo quê? Vistos os filmes em seqüência cronológica de lançamento, temos menos alternativas ao final. O Palestino morria por algo idealizado, um paraíso deslumbrante e a citação no livro dos mártires. Os italianos morriam "porque sim". Ter um ideal ou não nada muda, morrer pelo paraíso, por Deus ou por uma moto potente não muda nada. Não se defende o idealismo, apenas se reafirma que o niilismo destroça mais eficazmente ao não se ter nada para agarrar. Ao perder-se tudo, pode-se ao menos morrer. Ao não ter nada, nem isso.&lt;br /&gt;Não é casual que o título Gomorra se sobreponha ao nome da máfia, é fácil pensar na cidade destruída por Deus. Não havia um só piedoso a ser salvo, não havia remédio que não a purgação no mundo dessa cidade-pecado. Mais uma idealização, a sabedoria bíblica versus o mundanismo niilista, poderíamos pensar que os que morrem pelo deus cristão estão a salvo...&lt;br /&gt;Gomorra está aqui.&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;Albor Vives Reñones&lt;/strong&gt;, pesquisador do grupo Violar)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-6712795968291682575?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/6712795968291682575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/02/gomorra-esta-aqui.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6712795968291682575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6712795968291682575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/02/gomorra-esta-aqui.html' title='GOMORRA ESTÁ AQUI.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-975826946176240581</id><published>2009-02-11T18:16:00.000-08:00</published><updated>2009-02-11T18:28:06.655-08:00</updated><title type='text'>VIOLEIROS EM AÇÃO.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Gostaria de parabenizar a Maria Teresa de Arruda Campos que assumiu o cargo de Superintendente do Arquivo Público de Rio Claro. Vocês poderão acompanhar as atividades da Teresa e da sua equipe através do blogue, cujo endereço encontra-se nesta página.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Adriana Dezotti Fernandes retornou do Fórum Social Mundial - Belém. No seu blogue "Sonhos de Alamanda", nos brinda com uma bela poesia, resultado da intensa experiência vivida junto a povos de diferentes nações, todos muito preocupados com os rumos do nosso planeta, principalmente no que se refere à concentração de renda e ao extermínio de todos os que não são absorvidos pela lógica perversa do sistema financeiro mundial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parabéns moçada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-975826946176240581?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/975826946176240581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/02/violeiros-em-acao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/975826946176240581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/975826946176240581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/02/violeiros-em-acao.html' title='VIOLEIROS EM AÇÃO.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-6317873372561792431</id><published>2009-02-07T19:03:00.002-08:00</published><updated>2010-06-14T15:06:29.441-07:00</updated><title type='text'>OS MESTRES ERRANTES, OS ALUNOS E A ESCOLA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Silvia Duschatzky, socióloga argentina e coordenadora do programa de pós graduação em Gestão das Instituições Educativas da Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais (FLACSO), escreveu, juntamente com outros autores, um livro belíssimo intitulado “Maestros Errantes”. Publicado pela Paidós, em 2007, os artigos relatam experiências e fazem reflexões muito ricas sobre um projeto que envolve algumas escolas situadas na periferia da cidade de Córdoba.&lt;br /&gt;Para essa equipe, o mestre errante é aquele que pensa a partir de situações concretas, conectando-se não com um escola ideal, mas com os diferentes mundos que se apresentam no espaço escolar. Modos de ser, violências, perturbações o impulsionam a explorar novas formas de se relacionar com os alunos, com os colegas, com a administração institucional.&lt;br /&gt;A vida errante não seria um deambular inerte, ou feito ao sabor dos acidentes, das intempéries, porque implica numa disposição ativa para tomar o que irrompe e agenciar algo em torno do que acontece no que irrompe, do que acontece nos acidentes, nas intempéries.&lt;br /&gt;O mestre errante procura gestar as condições para que seu ofício tenha lugar. Quando isso ocorre também há (um) lugar para o inesperado (e as crianças podem aprender mais e melhor).&lt;br /&gt;A subjetividade errante (do mestre) sai das coordenadas do molde para afirmar-se em um andar exploratório.&lt;br /&gt;Enquanto a moral pedagógica não interroga, ou expulsa, ou submete o deambular a espaços controladores; a posição ética do mestre errante opera de modo a transformar o deambular disperso em um estar agrupado, ou melhor, a um estado de conversação.&lt;br /&gt;Fundamentados nas obras de Gilles Deleuze, os professores dessas escolas consideram que:&lt;br /&gt;indivíduos ou grupos são feitos de linhas de diversas naturezas: as duras (que tendem a fixar de modo mais estável certas coordenadas da vida); as flexíveis (que esboçam pequenas modificações e desvios); as linhas de fuga (que nos empurram para momentos nos quais logramos um maior impulso de criação).&lt;br /&gt;Para mim, a parte mais instigante do texto é quando a profa. Silvia destaca, em seu artigo, a importância dos professores/investigadores não se focarem na “transgressão” do instituído, mas sim na capacidade de operar mediante micromodulações. A idéia, diz ela, não é deter-se na medida pontual, mas ver ali uma operação que nos permita pensar em escolas modulantes mais que em moldes institucionais. A modulação, diferente do molde, implica a possibilidade de conferir a uma matéria viva diferentes formas, em virtude de considerar o potencial da situação. Os micropoderes não são micro porque acontecem em uma escola, em uma aula, ou na cabeça de um mestre. São micro poderes porque afirmam o poder da multiplicidade, da potência da heterogeneidade das práticas. Não se trata de afirmar uma postura romântica em torno destes micropoderes senão de captar a força política de certas modalidades de ação.&lt;br /&gt;Um exemplo é o do aluno Martin. Onze anos, repetente, acusado de roubos, violento, bate nos colegas, ameaça professores. Uma das professoras sugere passá-lo para o sexto ano. A diretora concorda. Em pouco tempo Martin incorpora-se ao grupo, realiza as atividades do sexto ano com desembaraço e ajuda colegas com dificuldade.&lt;br /&gt;Não se trata, afirma Silvia, de acabar com as configurações segundo padrões de idade, rendimento e passagens evolutivas e sim de dar abertura para a espacialização de uma experiência. A esta disposição, a equipe de Córdoba chama de vitalismo, traço principal desta subjetividade errante.&lt;br /&gt;O território dos professores é, em princípio, a escola, mas o território dos mestres errantes é as crianças. Por isso mesmo, em Córdoba, o espaço de intervenção não está definido pelas fronteiras institucionais senão pelos circuitos que atravessam as crianças.&lt;br /&gt;A frase de uma aluna: La escuela habla y habla de la droga, del embarazo, y mirá: Lucía está embarazada, indicou para os professores/investigadores que a escola permanece em um estado de ingenuidade, porque não dizer de cegueira, em relação às turbulências vividas pelas crianças.&lt;br /&gt;Essas formas de conexão com o mundo dominadas pela representação de sujeito, de tempo, de sociedade, de vida nos situam em uma relação de exterioridade com respeito às dinâmicas reais, e o resultado disso, em geral, é uma projeção indevida de nossos pressupostos.&lt;br /&gt;O contato com as crianças ao invés de produzir a passagem para formas de compreensão que habilitem fraturas, brechas múltiplas, armam diques imunizantes que nos isolam em solidão. Quando o medo de nos conectarmos com o mundo, em sua condição de forças que nos afetam, governa as respostas, o que emerge é uma fatiga que nos desconecta. A fragilidade e a vulnerabilidade são depreciadas ou não ouvidas em favor de restituições tranqüilizadoras. A distância então é o melhor antídoto.&lt;br /&gt;Drogas, gravidez....Se de um lado, há corpo, sensações corrosivas, do outro, há pura representação, excesso discursivo, saturação de sentido. Então, não há encontro.&lt;br /&gt;O mestre errante tem lugar na medida em que está disposto a se deixar tomar por um outro regime de visibilidade e experiência. Mas, deixar-se tomar por outros universos não é fundir-se neles senão dispor-se a pensar o que ainda não temos pensado.&lt;br /&gt;A escola, ou melhor, suas linguagens constitutivas, se situam comodamente em uma perspectiva representacional desacoplada da dimensão sensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DIMENSÃO POLÍTICA DA ERRÂNCIA&lt;/strong&gt;O terreno atual da errância é pos estatal, mas não por ausência de Estado senão em virtude de uma reorganização da maquinaria de poder que opera além dos dispositivos de sujeição, colocando a vida como território de domínio e controle. Os mecanismos de domínio são imanentes a todo o campo social e convertem cada um em uma fonte soberana dos comportamentos e em formas de conexão social. Os mestres enfrentam um estado de perturbação próprio de um tempo dominado pela lógica de mercado.&lt;br /&gt;O que se propõe não é um pensar alternativo: disciplinamento versus formas libertárias. Mas sim, um intento de configuração no vazio da experiência instituída. Nem marginalidade, nem repressão, senão certa sensação de intempérie. Há Estado, há programas e projetos de gestão estatal, mas a cotidianidade nas escolas não logra ser tomada por suas lógicas. Os sujeitos que habitam as escolas vão inventando ou reconhecendo práticas não legitimadas pela gramática instituída e, deste modo, suplementam o que as próprias instituições não podem produzir nas coordenadas herdadas. Não se trata de apelar ao voluntarismo dos mestres errantes para que resolvam o que os dispositivos tradicionalmente instituídos ou os intentos regulatórios de gestão estatal não podem resolver, mas de conferir à errância a potência política de uma prática. Isto é, reconhecê-la como força produtora de valor social.&lt;br /&gt;A subjetividade docente se assemelha mais com a tarefa de um cartógrafo que com a de um funcionário ou agente do Estado.&lt;br /&gt;O mestre errante, operando à maneira de um cartógrafo, se conecta com aquelas intensidades que podem assumir alguma forma de expressão. O procedimento cartográfico não está preocupado em buscar as causas pelas quais Martin (o menino que passou do quarto para o sexto ano) não lê, nem escreve no quarto ano, mas toma tudo o que pode ser útil a ele para fazer que uma intensidade encontre múltiplas formas de expressar-se. O mestre errante, que funciona à maneira de um cartógrafo, está atento à constituição de territórios existenciais, à criação de “mundos habitáveis”. O mestre errante é o efeito de um deslocamento do que podemos chamar de núcleos de problematização. Vê o que se converte em um problema, ou melhor que o inquieta a ponto de ser impulsionado não a pensar em abstrato senão a elaborar um pensamento necessário.&lt;br /&gt;A errância se torna uma experiência política quando podemos tomar a precariedade como plataforma de pensamento de novos modos de relação social. A construção de um “mundo” na precariedade politiza a experiência errante. Não há novos núcleos de problematização se não houver novas subjetividades. O mestre errante não segue um protocolo normativo, o que define seus movimentos é um tipo de sensibilidade. Essas novas subjetividades são o efeito de novos regimes de ver, sentir e produzir. O que faz o mestre errante é trabalhar na tensão entre suas representações e a força dos fluxos viventes. O mestre errante tenta tomar esses fluxos e fazê-los consistir em alguma configuração. Não sabe exatamente para onde vai, nem do que se nutre, mas se arroja no ensaio de estratégias variadas para tornar possíveis formas de composição que, ainda que fugazes e frágeis, põem em marcha uma máquina desejante de produção de um nós, de um agenciamento coletivo.&lt;br /&gt;O mestre cartógrafo não ocupa um espaço para depois realizar tarefas, senão que constrói geografias ao mesmo tempo que as pensa.&lt;br /&gt;Não se trata de “cuidarmos de”. Os cuidados emergem como práticas orientadas à gestão e sustentação da vida, mas nada têm a ver com uma política de tutela que só vitimiza seus destinatários. Trata-se de uma prática que enlaça sujeitos e se produz em situação.&lt;br /&gt;A errância corre o risco de acontecer no pequeno grupo e esgotar-se no esforço de algumas individualidades. O atributo político da errância se radica na produção de um comum na ausência de uma comunidade substantiva. Haverá portanto que imaginar sua influência nos jogos de governabilidade. Não se trata simplesmente de tolerar movimentos autônomos, senão de pensar como os micropoderes podem atravessar os sistemas de valoração educativa e os mecanismos de intervenção do Estado que, sem ser Estado-nação, é portador de um conjunto de recursos (financeiros, técnicos, estratégicos) necessários para a potenciação de práticas emergentes.&lt;br /&gt;Dado que a realidade não pré-existe a seus enunciados, trata-se de pensar, por um lado, como fazer para que estes processos de singularização ganhem consistência e expressão em múltiplos planos – textos, práticas, experiências diversas – e, por outro, como pensar os atravessamentos destes movimentos moleculares naqueles sistemas de referência e valoração que impregnam políticas, agendas e dispositivos de regulação educativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CONCLUINDO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Queridos leitores e queridas leitoras, eu sei que esse texto dá o que pensar... Vou me atrever a deixar com vocês algumas questões que aliás também foram deixadas pela profa. Silvia por ocasião de nossa conversa no grupo Violar, em 19 de agosto de 2008.&lt;br /&gt;- O que pode uma escola?&lt;br /&gt;- O que vemos?&lt;br /&gt;- Qual a fertilidade em falarmos do esgotamento das instituições educativas?&lt;br /&gt;- Como as “intempéries” podem se converter em outra coisa? Como algo que nos oprime pode se transformar em uma potência, em uma capacidade inventiva?&lt;br /&gt;- Que potência tem os “laboratórios de gestão de pensamento” dentro de uma escola? Como fazê-los funcionar? E em que sentido?&lt;br /&gt;- Como a “precariedade” politiza a experiência? Buscar interlocutores, buscar com as crianças outros modos de vida, podem politizar a experiência; podem nos fazer donos de um projeto do qual fazemos parte?&lt;br /&gt;Vamos pensar?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-6317873372561792431?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/6317873372561792431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/02/os-mestres-errantes-os-alunos-e-escola_2144.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6317873372561792431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6317873372561792431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/02/os-mestres-errantes-os-alunos-e-escola_2144.html' title='OS MESTRES ERRANTES, OS ALUNOS E A ESCOLA'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-6614193377465480631</id><published>2009-01-30T11:55:00.000-08:00</published><updated>2009-01-30T12:13:13.356-08:00</updated><title type='text'>O GRUPO VIOLAR E SUA PRODUÇÃO.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se vocês quiserem saber o que o grupo de pesquisa VIOLAR anda produzindo, acessem o endereço: &lt;a href="http://www.fe.unicamp.br/violar"&gt;www.fe.unicamp.br/violar&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre os artigos on line, vocês encontrarão a crônica que a Luzia Batista de Oliveira Silva escreveu: "A educação e a cidade". O tema foi apresentado numa jornada pedagógica em que se discutiu como sensibilizar os alunos e educadores para uma convivência social participativa, como educar a cidade e se educar com a cidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Andréa Cristina Martelli também escreveu dois resumos sobre um tema polêmico no campo da educação, envolvendo a sexualidade, a formação dos professores e o currículo oficial. Os títulos: "A introdução da orientação sexual no currículo escolar: perspectivas e dificuldades", (texto apresentado na ANPEd/Sul - Associação Nacional de Pesquisa e Pós Graduação em Educação) e "Orientação sexual: um relato de experiência da Prática de Ensino" (apresentado no ENDIPE: Encontro Nacional de Didática e Ensino). Para ler os textos na íntegra basta acessar as instituições indicadas nos resumos. Leiam e comentem. Um abraço.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-6614193377465480631?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/6614193377465480631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/o-grupo-violar-e-sua-producao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6614193377465480631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6614193377465480631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/o-grupo-violar-e-sua-producao.html' title='O GRUPO VIOLAR E SUA PRODUÇÃO.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-1875788003119953933</id><published>2009-01-26T18:18:00.000-08:00</published><updated>2009-01-26T18:42:56.763-08:00</updated><title type='text'>UM POUCO DE POESIA</title><content type='html'>TEMPO SEM TEMPO&lt;br /&gt;vê se encontra um tempo&lt;br /&gt;pra me encontrar sem contratempo&lt;br /&gt;por algum tempo&lt;br /&gt;o tempo dá voltas e curvas&lt;br /&gt;o tempo tem revoltas absurdas&lt;br /&gt;ele é e não é ao mesmo tempo&lt;br /&gt;avenida das flores&lt;br /&gt;e a ferida das dores&lt;br /&gt;e só então&lt;br /&gt;de sopetão&lt;br /&gt;entro e me adentro no tempo e no vento&lt;br /&gt;e abarco e embarco no barco de Ísis e Osíris&lt;br /&gt;sou como a flecha do arco do arco do arco-íris&lt;br /&gt;que despedaça as flores mais coloridas em&lt;br /&gt;mil fragmentos&lt;br /&gt;que passa e de graça distribui amores de cristais&lt;br /&gt;totais sexuais celestiais&lt;br /&gt;das feridas das queridas despedidas&lt;br /&gt;de quem sentiu todos os momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zé Miguel Wisnik e Jorge Mautner,&lt;br /&gt;do CD "Pérolas aos poucos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PÉROLAS AOS POUCOS&lt;br /&gt;eu jogo pérolas aos poucos ao mar&lt;br /&gt;eu quero ver as ondas se quebrar&lt;br /&gt;eu jogo pérolas pro céu&lt;br /&gt;pra quem pra você pra ninguém&lt;br /&gt;que vão cair na lama de onde vêm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu jogo ao fogo todo o meu sonhar&lt;br /&gt;e o cego amor entrego ao deus dará&lt;br /&gt;solto nas notas da canção&lt;br /&gt;aberta a qualquer canção&lt;br /&gt;aberta a qualquer coração&lt;br /&gt;eu jogo pérolas ao céu e ao chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;grão de areia&lt;br /&gt;o sol de desfaz na concha escura&lt;br /&gt;lua cheia&lt;br /&gt;o tempo se apura&lt;br /&gt;maré cheia&lt;br /&gt;a doença traz a dor e a cura&lt;br /&gt;e semeia&lt;br /&gt;grãos de resplendor&lt;br /&gt;na loucura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[eu jogo ao fogo todo o meu sonhar&lt;br /&gt;eu quero ver o fogo se queimar&lt;br /&gt;e até no breu reconhecer&lt;br /&gt;a flor que o acaso nos dá&lt;br /&gt;eu jogo pérolas ao deus dará]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zé Miguel Wisnik e Paulo Neves,&lt;br /&gt;do CD "Pérolas aos poucos".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-1875788003119953933?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/1875788003119953933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/um-pouco-de-poesia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1875788003119953933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1875788003119953933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/um-pouco-de-poesia.html' title='UM POUCO DE POESIA'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-3056007272319648393</id><published>2009-01-24T05:23:00.000-08:00</published><updated>2009-01-24T05:25:51.823-08:00</updated><title type='text'>VIOLÊNCIA BRANCA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Queridas leitoras/queridos leitores&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, apresentarei para vocês um texto da Maria Teresa Arruda Campos que poderá ser lido na íntegra em seu blog.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Somos levados a chamar de violência as manifestações que sangram, que quebram, que matam... Esse artigo visa levantar uma reflexão acerca das violências que passam por nós ou que praticamos e que não se encaixam nesse tipo de manifestação. São as 'violências brancas', assim chamadas porque são, muitas vezes, naturalizadas como manifestações da cultura e não são vistas como um estopim para as 'violências vermelhas' ".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-3056007272319648393?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/3056007272319648393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/violncia-branca.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3056007272319648393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3056007272319648393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/violncia-branca.html' title='VIOLÊNCIA BRANCA'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-7517724635257073017</id><published>2009-01-22T19:07:00.000-08:00</published><updated>2009-01-22T19:12:23.901-08:00</updated><title type='text'>VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olá leitoras e leitores do meu blog.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Miriam Abramovay e o Jorge Werthein publicaram na Folha de São Paulo, em 20 de novembro de 2008, um excelente artigo sobre Violência nas Escolas. Eles me autorizaram a colocar o texto no meu blog. Acho que vocês irão gostar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Faltam políticas públicas claras, programas em execução que enfrentem decididamente o cotidiano de violência nas escolas&lt;br /&gt;TEMOS AVANÇADO significativamente na nossa capacidade de diagnosticar, prever e entender diferentes fenômenos que se apresentam no cotidiano. As novas tecnologias de informação e comunicação disponíveis nos permitem detectar e identificar fenômenos naturais com grande precisão e antecedência. Em diversas áreas os progressos têm sido -e continuam sendo- notáveis. Os mecanismos existentes de detecção e diagnóstico da realidade nos permitem antecipar alguns possíveis "tsunamis" naturais e sociais. Porém, é preciso ter consciência do potencial dano ocasionado ainda que o problema seja diagnosticado.&lt;br /&gt;Muitas vezes, ao conhecer a realidade apontada, negamos ou escondemos a sua existência, fazemos a chamada "política de avestruz" ou a lei do silêncio. Com essa atitude, não só não encaramos o problema como não conseguimos evitar que ele se repita com conseqüências cada vez mais graves, que vão se multiplicando e se agravando, tornando, assim, sua solução mais difícil.&lt;br /&gt;Esconder debaixo do tapete situações objetivamente graves é uma constante. Tanto no âmbito privado quanto no público. Racionalizamos, elaboramos discursos que analisam o tema para nos tranqüilizarmos. Dizemos o certo, o correto, o indiscutível, embora imediatamente nos imobilizemos, nos acomodemos quase que confortavelmente na coerência teórica de tais afirmações. Deixamos para amanhã o que poderíamos ter feito e enfrentado hoje.&lt;br /&gt;Agora, voltamos a ver um novo caso de violência nas escolas que ganhou amplo espaço na mídia. Temos cotidianamente outros exemplos, não tão dramáticos, que não são veiculados ou permanecem restritos a jornais locais e rádios comunitárias. As violências físicas e simbólicas estão instaladas, em maior e menor intensidade, nas nossas escolas.&lt;br /&gt;Depois de tantos anos trabalhando sobre os temas de violências nas escolas no Brasil e em outros países da América Latina, continua nos chamando a atenção a relativa importância (para não dizer pouca) que se dedica ao assunto. Faltam políticas públicas claras, programas em execução que enfrentem decididamente o cotidiano de violência nas escolas.&lt;br /&gt;Verifica-se grande limitação por parte das autoridades políticas e educacionais para assumir com decisão, coragem e determinação o enfrentamento cuidadoso de um problema que está tendo enorme efeito negativo no cotidiano de ensino e aprendizagem de jovens e crianças.&lt;br /&gt;Isso está enfraquecendo as relações de convivência entre alunos, professores e demais atores sociais que atuam nesse espaço escolar. Por causa disso, está diminuindo de forma acelerada e alarmante, tanto para alunos quanto para professores, o desejo de ir à escola, que deixa de ser um espaço prazeroso.&lt;br /&gt;A preocupação não parece ser entender o porquê desses altíssimos níveis de violência dentro do espaço escolar. As possíveis respostas, em geral, não começam baseadas em um diagnóstico da realidade, mas em generalidades aparentemente eloqüentes, vistosas e comprovadamente ineficientes. A automedicação raramente tem efeitos positivos e duradouros.&lt;br /&gt;Não há intenção de dialogar com professores, alunos, diretores e pais, por meio de mecanismos sistemáticos e científicos, para que sejam elaboradas políticas públicas de longo prazo.&lt;br /&gt;É um equívoco dizer que a resposta é o aumento de câmeras de vigilância, catracas para "expulsar os culpados" ou ampliar a presença das forças de segurança dentro das escolas. Isso é não querer entender o problema em sua real e profunda dimensão. Não é essa a forma adequada de usar as tecnologias para detecção de problemas.&lt;br /&gt;Expulsando os esporádicos responsáveis pela violência, não estaremos expulsando as causas que a originam dentro das escolas. Temos de expulsar as razões que levam às situações constantes de violência para que alunos, professores, diretores e pais voltem a sentir o prazer de estudar, aprender e conviver nesse espaço em que devem se formar os cidadãos de hoje e de amanhã e a escola possa ser, como dizia Paulo Freire, um espaço de felicidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;JORGE WERTHEIN , 67, mestre em comunicação e doutor em educação pela Universidade Stanford (EUA), é diretor-executivo da Ritla (Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana). Foi representante da Unesco no Brasil.&lt;br /&gt;MIRIAM ABRAMOVAY , socióloga, é coordenadora de Pesquisa da Ritla, integrante do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Juventudes, Identidades e Cidadania e consultora da Cufa-DF (Central Única das Favelas do DF). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-7517724635257073017?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/7517724635257073017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/violncia-nas-escolas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7517724635257073017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7517724635257073017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/violncia-nas-escolas.html' title='VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-4419285657033957950</id><published>2009-01-21T17:01:00.000-08:00</published><updated>2009-01-21T17:15:57.598-08:00</updated><title type='text'>UM LIVRO SOBRE CECÍLIA MEIRELES</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olá&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma das pesquisadoras do VIOLAR, a Luzia Batista de Oliveira Silva, está lançando o seu livro "CECÍLIA MEIRELES: Imaginário, Poesia e Educação". Gaston Bachelar e Gilbert Durand são os autores com os quais Luzia dialoga para apresentar o trabalho de Cecília Meireles enquanto jornalista, poetisa e educadora. Parabéns Luzia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a name="detalhes"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-4419285657033957950?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/4419285657033957950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/um-livro-sobre-ceclia-meireles.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/4419285657033957950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/4419285657033957950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/um-livro-sobre-ceclia-meireles.html' title='UM LIVRO SOBRE CECÍLIA MEIRELES'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-7003816713420548054</id><published>2009-01-16T18:26:00.000-08:00</published><updated>2009-01-16T18:29:10.733-08:00</updated><title type='text'>BLOGS QUE ME ACOMPANHAM NESSA TRAVESSIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero agradecer a todos os blogs que me acompanham nessa travessia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Da Adriana Dezotti Fernandes, destaco os Sonhos de Alamanda. Ela nos contempla com Ferreira Gullart, Tarkovski, Adélia Prado e também com poemas de sua autoria. Da Sandra R. S. Baldessim, destaco “Encontro com Sherazade”, “Ventos Desencontrados” e a “Oficina de Criação Literária”, com os seus exercícios de escrita sensorial. Manoel J. P. Fernandes nos traz informações importantes sobre a cultura portuguesa dos últimos 5 séculos e que podem ser obtidas na Biblioteca Digital Camões. Ademir de Souza nos fala sobre a importância da gestão pública nas nossas vidas em seu artigo “Saber cuidar das pessoas de nossas cidades”. Maria Teresa Arruda Campos, chega no pedaço com muita garra para compartilhar o que aprende e faz. Convido todos vocês a também visitarem o blog &lt;a href="http://cursodeteatroespontaneo.blogspot.com/"&gt;http://cursodeteatroespontaneo.blogspot.com&lt;/a&gt; de Moysés Aguiar. Ele irá oferecer um curso de formação em teatro espontâneo na forma de elenco experimental. Os integrantes do grupo serão instigados a praticar, participar, fazer, criar novas possibilidades de atuação tanto no campo profissional como pessoal. É muito bom ter vocês por perto. Um abraço. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-7003816713420548054?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/7003816713420548054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/blogs-que-me-acompanham-nessa-travessia.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7003816713420548054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7003816713420548054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/blogs-que-me-acompanham-nessa-travessia.html' title='BLOGS QUE ME ACOMPANHAM NESSA TRAVESSIA'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-3342531969240228553</id><published>2009-01-16T18:06:00.000-08:00</published><updated>2009-01-16T18:16:17.724-08:00</updated><title type='text'>ENTREVISTA: Violência Escolar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queridos(as)  leitores(as)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em julho de 2007, uma jornalista aqui de Campinas solicitou a mim que respondesse algumas perguntas sobre Violência Escolar. Porém, houve o acidente com o avião da Tam, em São Paulo, e o assunto deixou de constar da pauta. Penso que surgiu a oportunidade de tornar público, aqui neste blog, as idéias que desenvolvi ao pensar sobre as questões colocadas por minha entrevistadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;01. Por que a escola deixou de ser vista como um lugar sagrado? Afirmo isto diante dos recentes casos de agressões a professores, funcionários e diretores, além das brigas entre alunos, em várias escolas estaduais de São Paulo e a falta de respeito dos traficantes que adentraram o muro das escolas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: A escola, da forma como nós a conhecemos, nunca foi um lugar sagrado. As instituições de ensino surgiram no séc. XVI, no mundo ocidental, como dispositivos reguladores da vida infantil. Às crianças pobres era destinado o adestramento por meio de um ofício ministrado com a “máxima repreensão e o mínimo saber”, às crianças nobres eram reservados os colégios sob a orientação de ordens religiosas, que tinham o encargo de transmitir conhecimentos e tutelar os alunos, reforçando o mérito individual, o êxito escolar e os saberes relacionados com a manutenção da ordem. Na metade do séc. XIX e princípios do XX ocorreu a institucionalização da escola pública obrigatória que teve por objetivo transformar os filhos das classes populares em trabalhadores dóceis e submissos. Práticas médico-pedagógicas influenciaram os educadores a considerarem perigosos e nefastos os modos de vida das crianças pobres e a valorizarem o contexto familiar e social das classes poderosas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;02. A violência rompeu os portões das escolas e agora não está apenas do lado de fora?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: A violência que existe fora da escola também se reflete em seu interior. Não podemos negá-la. A atuação do narcotráfico, de gangues, assaltantes, vândalos, etc. têm atingido a vida escolar (alguns autores falam em “violência na escola”) e intensificado a “violência da escola” que, para se proteger, reforça seus esquemas de vigilância e punição. Mas, a instituição escolar não pode ser vista apenas como reprodutora de violência advinda do exterior, porque ela também produz sua própria violência, gerando uma violência contestadora por parte dos alunos e, às vezes, por parte de alguns professores que também não concordam com as normas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;03. Quais as principais causas do fenômeno?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: Inúmeras!!! Pesquiso algumas dessas causas, como por exemplo, o poder disciplinar das instituições, que passou a regular grandes massas populacionais e não mais individualidades. A escola, como “máquina disciplinar” se reorganizou e implantou novos tipos de educação, tais como: formação permanente, educação à distância, educação midiática, treinamentos empresariais, que ao invés de nos dar mais liberdade causam um maior controle sobre nós, pois são operados por um sofisticado esquema empresarial em que o “marketing” aparece como o mais importante instrumento de controle, modificando a nossa maneira de viver, as nossas relações com as pessoas. O saber produzido no campo educacional será um saber estratégico, uma vez que todo conhecimento aí produzido terá como instrumento de regulação a educação das massas. Alunos, professores, diretores, funcionários passam a ser controlados enquanto cifras. O que interessa é o número, os dados, nada mais importa. Os efeitos de poder se fazem sentir pelo desejo de uma motivação externa à vontade individual. Desejamos o cartão magnético, o cartão de crédito, as agências programadoras e financiadoras de viagem, de lazer, de segurança, de saúde, de funerária, de previdenciária, de educação, que “cuidam” de nossas vidas, mas exercem um controle rigoroso sobre nós. Perdemos a motivação interna e passamos a desejar que as nossas vidas sejam controladas a partir de senhas que dão/ou negam o acesso à informação e transformam as massas em amostras, em bancos de dados. Seguimos uma verdade que está fora de nós. É um olhar externo ao nosso, espalhado difusamente na “sociedade de controle”, que regula o "nosso" olhar. Dinheiro, sucesso, prestígio passam a constituir a imagem que cada um de nós deseja alcançar. As pessoas passam a considerar humilhante não se impor ao olhar do outro como um “vencedor” e, sendo assim, não importa se os meios usados para ser admirado sejam lícitos ou ilícitos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;04. As eventuais falhas no trabalho pedagógico das escolas, o grande número de alunos, ou seja, classes superlotadas, e até o sentimento de impunidade podem ser tratados como causas do fenômeno?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;R: Para mim, esses fatos estão intimamente relacionados com a resposta dada acima (terceira questão).  A educação das classes populares sempre fez parte de um programa político com o claro objetivo de incutir nos alunos a submissão à autoridade e à cultura considerada “legítima”. Hoje, os objetivos continuam sendo os mesmos, porém, alteraram-se as estratégias. Nunca se falou tanto em cidadania ou em programas educativos nos quais cada cidadão é chamado a participar para zelar pela igualdade entre os homens. Igualdade entendida aqui como direito a consumir, portanto como uma nova forma de uniformidade. Todos nós somos chamados a participar da cidadania democraticamente instalada, desde que paguemos para obter a realização dos nossos sonhos; sonhos, esses, programados pela sociedade informatizada na qual vivemos: ser belo, jovem, viril, forte, bem-sucedido. É preciso encurtar as distâncias que nos separam do outro, de modo que o subversivo, o rebelde, o estranho e o pobre, admitam  sua inferioridade e consagrem os valores da “comunidade dos iguais”. A escola se tornou um “sistema aberto”, atingida por inúmeros projetos que oferecem produtos aos seus usuários. O problema é que nem todos podem ter acesso às “maravilhas” oferecidas pelo mercado universal que, além de riqueza, também fabrica miséria. O aluno sabe que, diante daquele “olhar externo” que diz a ele o que fazer para “subir na vida”, é um perdedor. Uma vez perdida a sua dignidade, por que ele deverá respeitar a dignidade do seu professor, do seu pai, das autoridades? É significativa a frase de um garoto de 12 anos, numa entrevista a um professor da USP, “...estou danado mesmo, posso fazer o que eu quero”.  Mas, uma vez capturado por uma subjetividade construída pelos códigos vigentes, esse garoto não faz o que ele quer e sim o que os poderes constituídos querem que ele faça.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;05. Como a violência se manifesta nas escolas? E por que as unidades públicas parecem ser mais atingidas do que as particulares? A senhora acha que as escolas particulares estão mais bem preparadas ou escondem os fatos de violência por questão mercadológica?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: A “violência institucional” se caracteriza por tentar neutralizar as diferenças, levando à submissão e à adaptação por meio de um aparato burocrático-administrativo, de modo que todo controle, todas as regras aparecem como estando desvinculadas da vida dos alunos.  Quando imposições de comando desconsideram o modo como são partilhados espaços, tempo, relações de amizade entre alunos, geralmente, ocorre uma reação que pode explodir tanto de forma brutal (como nos quebra-quebras, depredações, brigas, tumultos), como também por meio de atitudes que aparentemente se integram ao instituído, mas que paradoxalmente se opõem a ele (como o riso, a ironia, a zombaria, os grafites, as pichações). Da violência do poder institucional sobre as pessoas, passa-se para a violência das pessoas sobre esse poder. A indisciplina e a violência não expressam apenas ódio, raiva, vingança, mas, também, uma forma de interromper as pretensões do controle homogeneizador imposto pela escola. Juntamente com essas manifestações de violência, existem quadrilhas de bandidos que invadem a escola e interferem em seu funcionamento. Alguns estudos têm mostrado que a escola também é um “passaporte” para legitimar membros de organizações criminosas junto à sociedade, ou seja, para ascender no mundo do crime é preciso freqüentar a escola. Alunos de 14 anos já estão envolvidos com o tráfico de drogas e há casos nos quais pertencer ao crime organizado se constitui numa forma de conseguir poder, status, dinheiro fácil.  Muitas meninas sentem-se atraídas por garotos que, em tese, poderão dar a elas uma vida glamourosa. A violência, portanto, aparece aqui associada ao apelo consumista da nossa sociedade.&lt;br /&gt;Acredito que as unidades públicas têm mais visibilidade porque dentro delas não existem “clientes” que precisam ter a imagem preservada. A mídia também encontra nas escolas públicas portas abertas para suas matérias e, como a violência “dá público”, destaca-se essa temática em detrimento de outras que poderiam mostrar também as experiências positivas de instituições que tentam driblar a violência das mais diferentes formas. &lt;br /&gt;Também não acredito que as escolas particulares estejam mais preparadas para enfrentar a violência. Quando colégios de elite, que aparecem na mídia como os “campeões de vestibular”, demonstram suas estratégias para preservarem a imagem de recordistas em aprovação nas melhores universidades do país, institui-se aqui uma das formas mais elaboradas da sociedade de controle. Esses colégios estimulam a concorrência entre os alunos, pois, em alguns deles, é o desempenho nos exames que determinará em qual classe deverão estudar. Inúmeras provas são aplicadas durante a semana e “ir mal” significa ser colocado de lado, ser inferior em relação aos “gênios” da turma. Não interessa o que acontece individualmente com esses alunos, mas sim o sucesso alcançado ante as estatísticas que podem colocar o colégio como o “melhor” dentre outros. O que esses alunos aprendem? A massificação, o treinamento voltado exclusivamente para os resultados do vestibular. Cria-se nos alunos a obrigação de reproduzir o que ouviram em sala de aula; eles não aprendem a desenvolver um pensamento autônomo, porém, uma vez “vencedores”, assumem o olhar de quem manda, de quem julga, destituindo com desprezo todos aqueles que não forem “capazes” de cumprir as metas, as normas que levam ao sucesso. Caso esses jovens cometam algum ato contrário às normas sociais de convivência, como por exemplo, preconceito em relação ao diferente, maus-tratos dirigidos aos professores, aos próprios colegas etc., não haverá punição, pois são eles que garantem o ranking de destaque para as suas escolas. É claro que alunos submetidos a esse tipo de educação não reagem todos da mesma forma. Porém, podemos nos perguntar se a ausência de um espaço público, onde, em contato com o outro, se possa melhorar suas próprias expressões, ser mais solidário e mais responsável pelo que acontece ao seu redor, pode nos dar algumas pistas para compreendermos os motivos que levam alguns desses jovens ao uso abusivo de álcool e outras drogas, à depressão e até ao suicídio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;06. A APEOESP e o DIEESE, em pesquisa recente, vão além e afirmam ainda que a descaracterização da progressão continuada em promoção automática contribui para a violência escolar no Estado de São Paulo. Na pesquisa deles, 76% de 684 professores afirmam que a progressão contribui para a violência. Como a senhora avalia este resultado?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;R: O problema principal que se coloca é que não basta excluir a repetência objetivando melhorar os índices estatísticos educacionais e, desse modo, submeter-se à lógica dos financiamentos internacionais em educação. Ser aprovado de qualquer modo, (via promoção/aprovação automática) também é uma forma de humilhação, de violência, porque o aluno deixa de ter acesso aos conhecimentos que poderão qualificá-lo para a vida pública. O regime de progressão continuada é considerado, até mesmo fora do país, como um dos mais modernos projetos de avaliação da aprendizagem, porém, só funcionará se houver mudanças profundas na implantação das políticas educacionais. É preciso que essas políticas não sejam impostas e garantam a participação da comunidade escolar na implementação dos sistemas de avaliação. Quando o professor é desautorizado em sua avaliação, ele perde o respeito dos seus alunos. A APEOESP tem feito propostas muito interessantes no sentido de se reconhecer a prerrogativa do professor de conduzir a avaliação dos seus alunos, juntamente com os conselhos de classe e de séries, como também de se garantir as condições de trabalho para os professores e de estudo para os alunos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;07. A violência interfere no aprendizado? De que maneira?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;R: Sabemos que quanto mais impostas e rigidamente cobradas, as regras favorecem a instalação de conflitos que interferem no aprendizado.  Quando a escola não tem significado para os alunos, a mesma energia que leva ao envolvimento, ao interesse por aprender, pode transformar-se em apatia ou explodir em indisciplina e violência. Outro aspecto que gostaria de ressaltar é que, se entendermos o ato de ensinar como sendo o poder de gerir relações com o saber, a aprendizagem implica uma tensão, uma violência para aprender. O professor desempenha um papel ambíguo, pois se de um lado, ele tem a função de estabelecer os limites da realidade, das obrigações e das normas, de outro, ele desencadeia novos dispositivos para que o aluno, ao se diferenciar dele, tenha autonomia sobre o seu próprio aprendizado e sobre sua própria vida e isso não se faz sem conflito, harmoniosamente. Alunos e professores serão obrigados a formular regras comuns, limites de fechamento e de tolerância. Portanto, nem autoritarismo, nem abandono.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;08. O que se percebe é que a escola não acompanha os casos e às vezes nem os registra. Esta omissão não acaba causando um sentimento de impunidade? Por que as escolas, ao invés de chamarem a polícia e fazerem BO, quando o aluno é agressor, não investem em trabalhos pedagógicos e no apoio psicológico e de assistência social? Aumentar o policiamento ajuda?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;R: A maioria das escolas não tem infra-estrutura para oferecer aos estudantes um trabalho pedagógico de qualidade, um apoio psicológico, psicopedagógico e de assistência social. Por esse motivo, ou a instituição não acompanha os casos, ou, se acompanha, solicita reforço policial. Então, o que fazer? Tenho acompanhado as discussões realizadas em seminários sobre Segurança Escolar, com a participação de educadores e segmentos da polícia encarregados da segurança dos alunos. Nesses eventos, observo que a maioria dos policiais se coloca de forma coerente em relação aos objetivos da corporação, ou seja, há clareza de que a instituição policial existe para manter a ordem social, tendo autorização da sociedade para garantir a segurança e usar da força, caso seja necessário. Ao serem chamados, pelos educadores, para ocuparem o interior das escolas, muitos deles dizem sentir-se “desconfortáveis”, pois foram treinados para reprimir delitos e não para administrar diferenças e conflitos. Vários programas elaborados pelas instituições policiais e com o intuito de se aproximar das escolas têm seus pontos positivos e estratégicos, também, pois na ausência de políticas públicas que zelem pelas instituições de ensino, os policiais encontram nesse campo uma possibilidade de resgatar sua imagem junto à população. Muitas vezes, alunos que ignoram totalmente a autoridade dos pais e dos professores, acabam sendo controlados pelo policial, sob o olhar frágil e aliviado da sua professora. Ainda que inicialmente haja um clima de tensão entre alunos e policiais, observa-se que em alguns casos ocorre um reconhecimento mútuo no qual o aluno conhece e é reconhecido pelo policial e o policial reconhece-se no aluno e é por ele reconhecido. Essa relação tem como base laços de amizade e afeto, provocando no policial um desejo de compreender as condições de carência e exclusão familiar/escolar vivenciadas pelos alunos. Estes, ao serem ouvidos e compreendidos pelo policial oferecem a ele o reconhecimento que a sociedade e, às vezes, até mesmo a corporação não lhe dão. Agora, a pergunta crucial: que espaço a escola estaria perdendo? Para a corporação militar é o binômio autoridade-obediência que orienta a formação dos seus membros, porém, para as instituições educacionais o binômio é outro, luta-se pela conquista da autoridade com autonomia. &lt;br /&gt;A escola deve preparar os alunos para conquistarem o ato de pensar. Porém, para que isso ocorra, a escola deve existir em um espaço democrático, de modo a garantir o exercício da profissão de educador, cuja autonomia lhe foi roubada por meio dos consecutivos saques feitos às instituições públicas do país.  Vale lembrar a conclusão a que chegaram os professores que lecionavam no sistema escolar público de Nova York, no início da década de 90, quando a preocupação com segurança precedeu a preocupação com a educação. Assassinatos cometidos dentro das escolas fizeram com que se investisse num aparato de segurança altamente sofisticado: controle de acesso, detectores de metal, raio X para revista das mochilas, um sub-sistema para tranca de portas eletromagnéticas, etc... O número de Oficiais da Divisão de Proteção Escolar do sistema público junto às escolas chegou acima de 3000, uma força policial do tamanho de uma cidade como Boston.  Apesar de todo esse esquema de segurança, as escolas se tornaram muito mais violentas. O porte de armas e de drogas não eram mais ameaças, contudo aumentaram a violência sexual e os vandalismos graves, como relata Peter Lucas, docente da Universidade de Nova York, em sua pesquisa.  Os professores chegaram à conclusão de que os estudantes se escolarizaram na violência, tentando driblar os aparelhos repressivos ou desenvolvendo formas de ataque (promovidas por alunos que eram disciplinados e não violentos, mas que recorreram à violência para se protegerem) contra as gangues que os ameaçavam.  Os docentes perceberam também que, em lugar de insistirem por mais segurança, deveriam reivindicar mais professores e programas pedagógicos criativos.  Esse exemplo, pode nos ajudar a pensar que a luta dos educadores deve optar por reverter a prioridade da violência dos aparatos de segurança sobre o ensino e a aprendizagem. Investir nesse tipo de escola não é trabalho para burocratas e nem para políticos preocupados com o melhor “ranking” das instituições educacionais, que estão a serviço da lógica de mercado. &lt;br /&gt;Só um lembrete. Quando alguns nazistas foram inqueridos sobre as atrocidades cometidas, eles sempre alegavam que a função deles era acatar ordens recebidas. Ou seja, eram incapazes de pensar sobre decisões éticas. Essa ausência de reflexão, de pensamento provoca perversidades.  Até mesmo pessoas consideradas inteligentes, mas que não foram formadas para pensar, cometem atrocidades em nome de um modelo que dita as normas do conhecer e do agir. Por isso, não é de se estranhar os atos bárbaros de jovens de classe média, universitários, que recentemente espancaram uma mulher e depois se desculparam dizendo: “pensamos que se tratava de uma prostituta”. O blog criado por um deles, e logo deletado após a denúncia do espancamento ser noticiada, continha mensagens contra as mulheres. A nossa sociedade de consumo considera os “não vencedores”, os “anormais”, “os frágeis” como lixo que pode ser empilhado ou extinto de modo indiscriminado (tanto faz se for morador de rua, mendigo, índio, favelado, pobre, homossexual, mulher, louco, prostituta, travesti, refugiados de guerra, ou tudo aquilo que representa refugo humano por estar distante do modelo de sucesso criado pelo progresso econômico).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;09. Existe desinteresse pela cultura, condições e vidas dos alunos, já que há escolas que rotulam alguns como sujeitos-problemas, como se a escola não fosse co-responsável da forma de ser deles? O que o diretor, o professor e o funcionário devem fazer para erradicar a violência dentro das escolas? Quais seriam as medidas práticas e simples que podem conter esta violência ou mesmo acabar com ela?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: Uma disciplina homogeneizadora que valha para a escola toda, feita para um conjunto de alunos equivalentes àqueles de um passado idealizado (“dos velhos tempos”), está destinada ao fracasso. Com o advento da escola de massas, há outras regras em jogo que nada têm a ver com a experiência que vivemos no passado. Existe um conjunto de regras tão diversificadas que precisam ser conhecidas para que os educadores descubram os mundos de onde os alunos provêm. É preciso construir práticas organizacionais que levem em conta as características das crianças e jovens que hoje freqüentam as escolas. A organização do ano escolar, dos programas, das aulas, a arquitetura dos prédios e sua conservação não podem estar distantes do gosto e das necessidades dos alunos.  Como encontrarmos um equilíbrio entre os interesses dos alunos e as exigências da instituição? É preciso deixar de acreditar que a paz signifique ausência de todo conflito. Empreendimentos que flexibilizem o tempo e o espaço do território escolar, que não excluam a possibilidade de dissidências e nem o debate sobre estas questões, podem dar início ao despontar de uma solidariedade interna que recuse o coletivismo, isto é, a imposição unitária de comandos, e que engendre uma luta pelo coletivo. Ou seja, uma atividade conjunta que rompa o isolamento das pessoas e crie uma comunidade de trabalho capaz de possibilitar a afirmação de outras maneiras de ser, outras sensibilidades, outras percepções, considerando todos os acontecimentos que são rejeitados simplesmente por estarem fora dos padrões institucionais. &lt;br /&gt;Algumas pesquisas também têm demonstrado que se não entendermos a violência que permeia a nossa sociedade não conseguiremos compreender o modo pelo qual as instituições escolares se articulam com a violência presente na sociedade.  Esse é um aspecto importante, pois significa que um novo projeto educativo deverá questionar a sociedade de consumo e sua indiferença em relação às desigualdades sociais, a miséria do cotidiano e a nossa subserviência à lógica empresarial de mercado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10. O professor, em especial da rede pública, alega que ganha pouco e está desmotivado, trabalhando muito e em condições, às vezes, não ideais. Isto ajuda a aumentar a violência e isto é verdade?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;R: Professores desmotivados, com baixos salários, que não estão preparados para ensinar nas condições em que a escola se encontra, o descaso das políticas públicas, são fatores que certamente contribuem para o aumento da violência. PORÉM, apesar das escolas públicas estarem em condições adversas, muitas delas realizam, graças a esforços heróicos de seus diretores, professores, funcionários, experiências bastante significativas para a formação dos alunos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11. Qual a diferença entre conflito e violência?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;R: Em termos conceituais não faço essa diferença.  Sejam quais forem as modalidades de violência, os conflitos sempre estarão presentes. Isso nos obriga a trabalhar com todas as turbulências do dia-a-dia, localizando as formas através das quais elas se compõem em relação aos limites e às coerções da instituição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12. A pobreza interfere na violência escolar?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: Não é a pobreza que interfere na violência, mas o apelo exacerbado de nossa sociedade ao consumo: "Devo subir na vida a qualquer custo, não importam os meios, logo, roubo não para sobreviver, ou para ajudar a minha família, mas para conseguir os bens que me qualificam como um cidadão de 'primeira classe'”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13. O medo é um sentimento generalizado na rede pública de ensino. A senhora acha que isto não acaba colaborando para a não-ação?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: Fala-se em “fobia escolar”, contaminando as relações entre professores e alunos.  Reportagens veiculadas pela mídia têm anunciado a respeito de professores que lecionam em escolas públicas e particulares e que estão abandonando a profissão por não suportarem a agressividade dos alunos.  Nas escolas privadas, principalmente naquelas onde o “freguês sempre tem razão”, diretores e coordenadores ignoram as queixas dos docentes e impedem que alunos, considerados indisciplinados, bagunceiros sejam punidos.  Com relação às escolas públicas há relatos sobre alunos que ameaçam professores, principalmente quando estes tomam atitudes mais enérgicas em sala de aula ou quando “atrapalham” a vida de alunos ligados ao narcotráfico e que tentam vender drogas dentro da escola (isso pode acontecer tanto na escola pública quanto na particular).  Há também maus tratos dirigidos aos alunos, principalmente nas escolas públicas, desde agressões verbais até castigos que não deixam marcas no corpo.  Deparamo-nos então com situações-limite.  Suporta-se a indisciplina dos alunos para manter o número de matrículas e garantir mais lucros aos donos das escolas particulares, para proteger a vida de professores ameaçados por alunos usuários/traficantes de drogas ou que se revoltam com a falta de perspectiva que o futuro lhes reserva. Em outro extremo, os alunos são rigorosamente punidos de modo a fazer com que os limites impostos pela instituição sejam acatados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;14. Por favor, fale um pouquinho das pesquisas da senhora sobre este tema.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R. Na pesquisa que publiquei sob o nome “Vigilância, Punição e Depredação Escolar” (publicada em 1985, pela Ed. Papirus), analiso como o poder penetra e se ramifica no conjunto da vida escolar, através dos controles, regulamentos, mecanismos de vigilância e de punição. Numa outra, realizada em 1989, e intitulada “A dinâmica da violência escolar: conflito e ambigüidade” (publicada em 1996, pela Ed. Autores Associados) estudo mais detalhadamente as várias modalidades de violência e a forma de sua dinâmica nas escolas pesquisadas. &lt;br /&gt;Junto ao VIOLAR: Grupo de Estudos sobre Violência, Imaginário e Formação de Educadores – da Faculdade de Educação da Unicamp, coordenado por mim e pela profª Dirce Djanira Pacheco e Zan, orientei o projeto coletivo (já finalizado): O Imaginário da Violência e a Escola. Essa pesquisa se propôs a investigar como as imagens fílmicas, poéticas, literárias, pictóricas, expressas nas histórias, mitos e ritos da cultura escolar, produziam e reproduziam o imaginário da violência e com elas uma (re)construção da história pessoal e coletiva dos que habitam a escola. Tentamos perceber como essas imagens ampliavam a visão sobre a violência, criando margens de liberdade, ou um espaço intersticial, no qual uma parte da existência individual e social pudesse se expressar para uso da imaginação, dissolvendo o que estava solidificado. Realizamos oficinas em algumas escolas e outras instituições educativas.&lt;br /&gt;Atualmente, o grupo está envolvido na pesquisa intitulada “Juventude, Cultura, Violência e Educação”. Nosso objetivo: fazer um estudo sobre a juventude e suas comunidades, tendo diferentes ramificações conforme o trabalho realizado pelos membros do grupo em Campinas e região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-3342531969240228553?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/3342531969240228553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/entrevista-violncia-escolar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3342531969240228553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3342531969240228553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/entrevista-violncia-escolar.html' title='ENTREVISTA: Violência Escolar'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-246397539770197521</id><published>2009-01-16T17:53:00.000-08:00</published><updated>2009-01-16T18:40:34.514-08:00</updated><title type='text'>RETORNANDO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olá &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passei uma semana muito legal nas proximidades de Brotas, fazendo caminhadas, tomando banho de cachoeira, comendo frutas ao pé das árvores, reencontrando amigos, conhecendo gente nova, namorando, enfim, fazendo travessias e percebendo como M. Ruberck que a "felicidade não é uma estação de chegada, mas um modo de viajar". Beijos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-246397539770197521?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/246397539770197521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/retornando.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/246397539770197521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/246397539770197521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/retornando.html' title='RETORNANDO'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-529391454592786234</id><published>2009-01-04T09:36:00.000-08:00</published><updated>2009-01-04T09:48:16.294-08:00</updated><title type='text'>DESCANSO</title><content type='html'>Queridos leitores/ Queridas leitoras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período de 05 a 11 de janeiro estarei desconectada. Irei para as montanhas, não para fugir deste baixo mundo, mas para apurar a potência de penetrar sempre mais em realidades concretas e animá-las, como diria James Hillman. Até logo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-529391454592786234?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/529391454592786234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/descanso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/529391454592786234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/529391454592786234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/descanso.html' title='DESCANSO'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-3393777868449853061</id><published>2009-01-03T08:19:00.000-08:00</published><updated>2009-01-03T08:20:38.422-08:00</updated><title type='text'>UM OLHAR A RESPEITO DA INDISCIPLINA NA ESCOLA ANTE A COMPLEXIDADE DA SOCIEDADE ATUAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Certa vez, lendo um artigo sobre cultura e cotidiano escolar, deparei-me com a imagem de um pintor anônimo que destacava em seu quadro as figuras da Sagrada Família. O menino Jesus, acompanhado por José e Maria, carregava uma pequena lousa em sua mão esquerda, e o seu braço direito era puxado pelas mãos de sua mãe. O que me chamou a atenção foi o fato da imagem ter sido produzida em meados do séc. XVI e poder ser lida como um sentimento de resistência à escola que, em geral, acreditamos existir somente nos dias de hoje.&lt;br /&gt;            Os historiadores da educação referem-se ao séc. XVI como sendo o momento em que emergem, no mundo ocidental, programas educativos que privam a criança do contato com os adultos em seu processo de aprendizagem. A partir do séc. XVII, a escola transforma-se num espaço de disciplinarização. Rompem-se os laços de solidariedade não somente entre os alunos, mas, também, entre eles e os professores. Desse momento em diante, passa-se a incentivar a delação, a competitividade, as comparações, a separação entre os bons e os maus alunos. Essas técnicas de disciplinarização vão se modificando até se transformarem em uma ampla rede de poder na sociedade contemporânea.&lt;br /&gt;            A escola se reorganiza, implantando novos tipos de educação: formação permanente, educação à distância, educação midiática, treinamentos empresariais, avaliação contínua. Ao invés de mais liberdade, ganhamos controles ilimitados, contínuos, operados por um sofisticado esquema empresarial em que o “marketing” aparece como o mais importante instrumento de controle, modificando a nossa maneira de viver, as nossas relações com as pessoas.&lt;br /&gt;            Os efeitos de poder se fazem sentir pelo desejo de uma motivação externa à vontade individual. Perdemos a motivação interna. Seguimos uma verdade que está fora de nós e pensamos agir com autonomia, quando é um olhar externo ao nosso, espalhado difusamente na “sociedade de controle”, que regula o "nosso" olhar. Dinheiro, sucesso, prestígio passam a constituir a imagem que cada um de nós deseja alcançar. É humilhante não se impor ao olhar do outro como um “vencedor” e, sendo assim, não importa se os meios usados para ser admirado sejam lícitos ou ilícitos.&lt;br /&gt;Se, no poder disciplinar, a lógica era marginalizar os alunos, distinguindo os infratores, os rebeldes, agora, trata-se de incluí-los, de aceitá-los em suas diferenças. Todos são chamados a participar: os jovens e os adultos que abandonaram a escola; a família, a juventude, os policiais engajados em projetos educativos. Nunca se falou tanto em cidadania, ou em programas educativos nos quais cada cidadão é chamado a participar para zelar pela igualdade entre os homens. Igualdade entendida aqui como direito a consumir, portanto como uma nova forma de uniformidade. Somos convidados a participar da cidadania democraticamente instalada, desde que paguemos para obter a realização dos nossos sonhos. Sonhos esses programados pela sociedade informatizada na qual vivemos: ser belo, saudável, jovem, viril, forte, bem sucedido, "zelador da minha comunidade".&lt;br /&gt;A escola se tornou um “sistema aberto”, atingida por inúmeros projetos que oferecem produtos aos seus usuários. Mas, nem todos podem ter acesso às “maravilhas” oferecidas pelo “mercado universal”, que, além de riqueza, fabrica miséria. Não atingir a expectativa de ser o “melhor”, cria em muitos alunos um sentimento de impotência. Diante daquele “olhar externo”, que diz o que devemos fazer para “subir na vida”, o aluno sabe que é um perdedor. Uma vez perdida a sua dignidade, por que ele deverá respeitar a dignidade do seu professor, do seu pai, das autoridades? É significativa a frase de um garoto de 12 anos numa entrevista ao pesquisador Yves de la Taille: “(...) estou danado mesmo, posso fazer o que eu quero”.&lt;br /&gt;            Qual a possibilidade de nós recusarmos à regulação a que estamos submetidos, opondo-nos, ainda que provisoriamente, aos modos dominantes de existência? Essa não é uma tarefa fácil. Os meios de comunicação, a família, o marketing são fornecedores de modelos influentes nas nossas vidas e nas dos nossos alunos, porém, é possível desmontar essa “mecânica infernal” preservando algo da expressão própria da criança, do adolescente. Para isso, precisamos encontrar terrenos nos quais seja possível o “exercício da função de autonomia”.&lt;br /&gt;            Segundo o filósofo Michel Foucault, constituir-se a si mesmo, enquanto sujeito de suas próprias ações, significa vincular o que eu sou, ao que se pode fazer e ao que se é obrigado a realizar. Este “cuidado de si” não implica em “auto-ajuda”, nem em exercícios solitários de introspecção, produzindo o isolamento em relação ao mundo. Egoísmo e cuidado de si são antagônicos, pois é o completo domínio de si mesmo que desenvolve o distanciamento entre si mesmo e o outro, de modo que se possa examinar se os princípios das ações que estabeleço para mim correspondem às minhas ações junto aos outros. Essa experiência de si é dominar-se, não com uma força que reprime o que está prestes a explodir, mas que provoca um prazer que se tem consigo mesmo.&lt;br /&gt;Esse trabalho sobre si mesmo é uma prática social, é um trabalho que implica num sistema de obrigações recíprocas. Exige tempo!&lt;br /&gt;Estamos todos em busca de novas formas de luta. Muitos dos “acontecimentos” que atingem as nossas vidas nos lançam em ações nas quais pensar é enfrentar-se a si mesmo num perpétuo combate entre o que somos e o que desejam que nós sejamos, entre o trabalho de si para consigo e a comunicação com os outros. Nessa perspectiva, o trabalho do educador não é controlar, conformar, nem reformar, mas espalhar os germes de um novo modo de existência que se aventura a inventar novas possibilidades de vida. Esse novo aponta para o surgimento de um ética que nasce do encontro com outros e de regras que diante do normativo refletem sobre a historicidade dos sujeitos. Os sujeitos existem sim, mas não se constituem “naturalmente”, logo, é imperativo estudarmos, enquanto pesquisadores, educadores que somos, quais as “verdades” que se impõem aos sujeitos, constituindo subjetividades narcísicas, incapazes de ouvir, compreender e conviver com as  diferenças, com as tensões e conflitos sociais, como também subjetividades obedientes às tecnologias  que se apropriam do “eu” e aniquilam sua capacidade de reflexão, esta sim “imprescindível às ações humanas em geral e à ação educativa em especial”. Em “A Vida do Espírito”, a filósofa Hannah Arendt comenta o julgamento do nazista Eichmann em Jerusalém. Quando ele era inquerido sobre as atrocidades cometidas, sempre alegava ter sido um excelente funcionário. Era simplesmente incapaz de pensar sobre decisões éticas. Sempre que era confrontado com situações para as quais não havia procedimentos de rotina parecia indefeso. Diz Arendt que não se trata de estupidez, mas de irreflexão, ou seja, “é mais provável que a perversidade seja provocada pela ausência de pensamento”. Essa ausência pode ser comum em pessoas inteligentes, o que não significa que tenham “um coração perverso”. Essa conquista do ato de pensar pode se dar através da educação. Se a escola puder ser o lugar da produção coletiva de conhecimento e de saberes, ela será capaz de (re) criar o sentido da autoridade dos mestres e da autonomia para o pensar. Investir nesse tipo de escola não é trabalho para burocratas nem para políticos preocupados com o melhor “ranking” das instituições educacionais a serviço da lógica de mercado. Ou se investe e se acredita nos sonhos, ou se paga com o preço da “irreflexão”. Os mais velhos já viveram essa história e os mais jovens já ouviram falar das “páginas infelizes” do nosso passado tão presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-3393777868449853061?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/3393777868449853061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/um-olhar-respeito-da-indisciplina-na.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3393777868449853061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/3393777868449853061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/um-olhar-respeito-da-indisciplina-na.html' title='UM OLHAR A RESPEITO DA INDISCIPLINA NA ESCOLA ANTE A COMPLEXIDADE DA SOCIEDADE ATUAL'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-7158822449303515891</id><published>2009-01-01T14:18:00.000-08:00</published><updated>2009-01-01T14:19:54.099-08:00</updated><title type='text'>ÉTICA E ESTÉTICA NAS NOVAS PRÁTICAS DE CIDADANIA.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;ÉTICA E ESTÉTICA NAS NOVAS PRÁTICAS DE CIDADANIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Leitores, hoje, quero convidá-los para ler um texto de Moysés Aguiar. Ele é um psicodramatista brasileiro, com vários livros publicados, no Brasil e no exterior, sobre Teatro Espontâneo. Com o título “Ética e Estética nas Novas Práticas de Cidadania”, Moysés analisa as experiências que grupos de psicodrama e teatro espontâneo da América Latina têm desenvolvido sobre a prática de cidadania, criando “espaços de escuta e reflexão” que dizem respeito aos problemas de nossas comunidades. Questionando o conceito de cidadania, o autor chama a nossa atenção para as armadilhas que o termo pode conter, lembrando que é em função das lutas sociais que os sentidos de cidadania variam no tempo e no espaço. Para Moysés, os grupos que, hoje, realmente, promovem a cidadania são aqueles que compreendem a mútua determinação das relações entre a micro e a macropolítica, sem impor unilateralmente uma solução para os problemas sociais. Não haveria uma pauta hegemônica, mas um conjunto de valores que preservaria a liberdade dos sujeitos numa ação orquestrada por esses mesmos sujeitos. Princípios e metas sugeridos constituiriam uma “ética da cidadania”. O teatro espontâneo, retomado da experiência original de Moreno, possibilitaria exercitar a construção coletiva, a liberação de nossa criatividade, de nossa autonomia. A esses valores Moysés dá o nome de “estética da cidadania”. São os acontecimentos sociais, políticos que nos fazem perceber a convergência entre os princípios éticos e estéticos. A partir de uma experiência concreta numa instituição pública de saúde, o autor relata seus dilemas entre a realidade e o sonho e constata  que não é possível democratizar as relações por decreto. O desafio do teatro espontâneo seria, portanto, integrar a “horizontalidade da escuta” na “verticalidade inerente ao exercício do poder”, possibilitando a construção de uma ética e de uma estética da cidadania. O tema foi desenvolvido no seu blog, cujo endereço disponibilizo a todos vocês: &lt;a href="http://propostasdereformapolitica.blogspot.com/"&gt;http://propostasdereformapolitica.blogspot.com&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-7158822449303515891?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/7158822449303515891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/tica-e-esttica-nas-novas-prticas-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7158822449303515891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/7158822449303515891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2009/01/tica-e-esttica-nas-novas-prticas-de.html' title='ÉTICA E ESTÉTICA NAS NOVAS PRÁTICAS DE CIDADANIA.'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-5393111355983643059</id><published>2008-12-27T11:13:00.000-08:00</published><updated>2008-12-27T18:04:32.918-08:00</updated><title type='text'>POESIAS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;SENTIMENTO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Como se sente um sentimento?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(In)tenso, (in)constante.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Fala-se dele, decompondo-o&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;em pedaços.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Mas, ele não se deixa enredar.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Está fora de toda discursividade,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;invisível, nas brechas.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Toda certeza arruinada.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O sentimento sente a si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;É preciso deixá-lo por sua conta e risco.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Não há começo, nem meio,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;nem fim.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ele simplesmente vem e&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;me ensina &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;o que é o amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Áurea)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A CAMINHO DE CORUMBÁ&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Me enrosco na trama &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;dessa paisagem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É necessário se entregar, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;se deixar tocar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O balanço do trem &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;mexe com as minhas entranhas, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;com as minhas memórias,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e descubro que estou viva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo é rude, simples&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e percebo o quanto falta&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;não para chegar, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;mas para aproveitar a travessia,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;sugando e se transformando na trama.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Áurea)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;PARA AS PESSOAS DO MEU SONHO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Eu tive um sonho,&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;ele me falava&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;de coisas estranhas,&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;de pessoas perdidas em busca de um sonho.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Havia um vazio,&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;diferenças inexplicáveis,&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;mas estavam lá, sozinhos, &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;tentando a arte de ser guerreiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Eu também estava lá,&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;me convidaram para um banquete&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;e tive medo, pois a nossa loucura era a mesma:&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;sonhar um sonho perdido,&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;seduzir-se por ele&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;e não ser capaz de explicar.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;A ceia termina,&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;o sonho continua.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Me separo deles,&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;cavando mais fundo uma ausência&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;que é mistério, mas&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;que mantem a vontade e a paixão&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;de ser guerreira.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Áurea)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-5393111355983643059?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/5393111355983643059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2008/12/poesias.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/5393111355983643059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/5393111355983643059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2008/12/poesias.html' title='POESIAS'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-1461912099774249834</id><published>2008-12-21T05:07:00.000-08:00</published><updated>2008-12-21T05:09:30.571-08:00</updated><title type='text'>MOVIMENTOS CULTURAIS JUVENIS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Queridos leitores, nessa manhã de domingo, quero lhes brindar com a entrevista que a Dirce Zan deu à Revista Alfilo, da Faculdade de Filosofia e Humanidades, em Córdoba, na Argentina. Com o título: "Precisamos compreender as novas linguagens dos jovens para poder pensar a escola", Dirce analisa os conceitos de juventude e suas implicações no campo da educação e da cultura. Ao falar das linguagens dos movimentos culturais juvenis, ela nos ajuda a refletir sobre as diferentes formas de resistência que  deveriam nos alertar para o potencial de criação que essas ações representam ao invés de serem criminalizadas. Abrem-se portanto, a nós educadores, grandes possibilidades de investirmos na função das instituições educativas, entre elas a escola, em seu trabalho de propiciar conhecimento a esses jovens envolvidos nos movimentos culturais. Acessem o site: &lt;a href="http://www.ffyh.unc.edu.ar/alfilo/26/zan.html"&gt;http://www.ffyh.unc.edu.ar/alfilo/26/zan.html&lt;/a&gt;. Imperdível.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-1461912099774249834?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/1461912099774249834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2008/12/movimentos-culturais-juvenis.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1461912099774249834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1461912099774249834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2008/12/movimentos-culturais-juvenis.html' title='MOVIMENTOS CULTURAIS JUVENIS'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-6276806806216458899</id><published>2008-12-19T14:19:00.000-08:00</published><updated>2008-12-19T14:34:24.798-08:00</updated><title type='text'>JOVENS, OS TUTORES DA DESORDEM E DA VIOLÊNCIA?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;JOVENS, OS TUTORES DA DESORDEM E DA VIOLÊNCIA?&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não se pode ser sem rebeldia (...)”.&lt;br /&gt;Paulo Freire&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Desde os séc. XVI e XVII, com a crescente disciplinarização da sociedade e de suas instituições, a criança e depois os jovens passam a ser cuidados com o objetivo de serem protegidos da promiscuidade dos adultos e, ao mesmo tempo, vigiados e controlados. Pesquisadores&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt; assinalam a importância do surgimento dos colégios e da formação das Ciências Humanas que vieram colaborar no processo de vigilância e punição dos indivíduos considerados improdutivos, perigosos e frágeis. Na mira, estavam e sempre estiveram - entre mendigos, libertinos, loucos, mulheres – crianças e jovens vistos como os “tutores da desordem”, portanto, propícios à delinqüência, à preguiça, à drogadição, às perversões sexuais.&lt;br /&gt;            Como nos mostra Foucault&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;, simultaneamente à criação de asilos, hospícios, prisões e escolas, organizou-se um conjunto de preceitos, compreensões e métodos de pesquisa visando a produção de um saber sobre esses mesmos mendigos, libertinos, crianças, loucos, escolares, etc.&lt;br /&gt;            Dentre os saberes, que se organizarão então em disciplinas, com currículos definidos e objetos cada vez mais delimitados, a medicina e a psicologia passam a reunir um conjunto de especialistas que irá extrair e formular, para o tema que nos interessa aqui, das crianças e dos jovens, saberes que irão fazer parte de um corpo de conhecimento capaz de “naturalizar” e generalizar a relação entre comportamento violento e juventude.&lt;br /&gt;A psicologia do séc. XIX e XX ao criar o conceito de “adolescência” como uma fase de preparação psicossocial para a vida adulta, acaba desenvolvendo padrões ideais de maturidade, visando o ajuste, a adaptação do jovem às normas e aos valores sociais. Quando algum jovem (como algum louco ou prostituta, em outros segmentos “clínicos”) não se adaptava a essas normas tornava-se necessário intervir, afinal, todo desvio do padrão constitui por si algo a ser estudado, algo sobre o que se necessita estabelecer um conhecimento, que permita também uma atuação e prevenção das energias desordeiras dos mais jovens.&lt;br /&gt;O conceito de adolescência foi sendo construído desta maneira, através de modos de comportamento e classificado como uma fase do desenvolvimento humano pela psicologia e medicina, passando a ser considerado como uma fase de vida ou período crítico na formação do indivíduo, compreendendo ainda, para sua conceituação a definição de uma faixa etária com início na puberdade até o que foi estabelecido como total amadurecimento físico, social e psíquico. Foi tida ainda como uma fase intermediária entre a infância e a idade adulta, se esperando que ao seu final, o indivíduo estivesse “pronto”.&lt;br /&gt;Esta conceituação da adolescência estabeleceu, e com isso naturalizou, portanto, uma definição do que ela é e do que não é. As pesquisas feitas por muitos estudiosos, possibilitaram o surgimento dos manuais de psico-pedagogias que passaram a formular inúmeras teorias com caracterizações universais sobre a adolescência, para possibilitar a orientação dos jovens em suas diversas etapas de desenvolvimento, adaptando-os a uma vida social e cultural conforme a ordem social pretendida.&lt;br /&gt;Atualmente, esta ordem social marcada por uma sociedade mediada pelos objetos de consumo, transformou a adolescência em um protótipo da felicidade. Este período da vida, como mostra César (1998), passou a ser compreendido não mais por idades cronológicas  demarcadas, mas como uma possibilidade de se “ganhar mais tempo para ser feliz”.&lt;br /&gt;Segundo Michel Foucault (1988), diversas maneiras são criadas ou produzidas social e culturalmente para determinar o que pode e o que não pode, o que é e o que não é, o que acaba criando modelos de comportamentos, alterando atitudes e passando novos valores. Além disso, não há espaços que permitam reflexões para mudanças sobre estas produções.&lt;br /&gt;Novas formas de controle, então, foram inventadas e instituídas para apropriação da força e energia do desejo e do interesse do adolescente em ser diferente e vivenciar coisas novas no imperativo de ser feliz a qualquer preço. Esta busca de felicidade seja coletiva ou individual, é uma brecha para que a sociedade imponha modelos de conduta através dos fetiches de consumo.&lt;br /&gt;No entanto, é um equívoco considerar que os adolescentes não possam conhecer suas outras possibilidades. Existem sujeitos e grupos que continuamente estabelecem movimentos de resistência, fazendo surgir inúmeras possibilidades de vivenciar  descobertas e agir sobre si mesmos e sobre o outro, estabelecendo fronteiras e construindo limites que podem ser alcançados, aprendendo a sentir e experimentar sentimentos diversos de formas diferentes.&lt;br /&gt;Para De La Taille (1998), os limites para estes denominados adolescentes não são vistos através de uma definição restritiva e coercitiva como comumente se faz. Também significam barreiras a serem transpostas, com vistas a um crescimento ou maturidade, ou podem ser associados a algo que deve ser respeitado e, ainda, uma necessidade de controlar o acesso dos outros à sua intimidade ou privacidade.&lt;br /&gt;O adolescente pode criar, então, uma rede de resistência que o torne seguro, resguardando sua relação consigo mesmo e sua possibilidade de controlar seus limites, mantê-los, diminuí-los ou aumentá-los, o que mostra a mobilidade criada por ele para suas fronteiras.&lt;br /&gt;Ao sentir a perda desta rede de resistência, o adolescente pode buscar novas maneiras de fugir de proibições e interdições, fazendo com que surjam tensões e acirramento de conflitos sociais. Muitas vezes eles conseguem burlar regras, normas e vigilâncias, produzindo cada vez mais e com enorme criatividade e prazer, formas de transgressões, inventando novas maneiras para se sentirem diferentes dos “caretas” e das convenções sociais.&lt;br /&gt;Muitos dos comportamentos tidos como “de risco”, “rebeldes” e “típicos dos adolescentes” serão sempre uma forma de estabelecer essa diferenciação, distância e possibilidade de resguardo. Essas atitudes favorecem a instalação de conflitos uma vez que as regras e as normas questionadas são mais impostas e cobradas e, desse modo, o adolescente, vendo negada a sua individualidade, acaba por manifestar novas formas de contestação.&lt;br /&gt;Dessa maneira, pode-se refletir sobre esta problemática a partir, por exemplo, da situação de adolescentes que estão em “liberdade assistida”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt; que, além de enfrentarem o estigma da transgressão, da desordem, da violência, vivenciam o ser jovem como estando sujeito às diferenças de gênero, de nacionalidade, de etnia, de classe social.&lt;br /&gt;Durante uma das oficinas, realizadas por integrantes do Violar&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;, em uma escola pública da cidade de Campinas, pôde-se entrar em contato com crianças e adolescentes que vivem cotidianamente várias situações de enfrentamento com a violência na e da instituição onde estudam.&lt;br /&gt;Todo o trabalho do grupo na escola foi permeado por tapas, brigas, tagarelices, entradas e saídas consecutivas para “tomar água”, “ir ao banheiro”, “telefonar”, “fazer uma coisinha lá”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;O objetivo da oficina era explorar o universo poético vivido e criado na escola – música, poesia, histórias, mitos, imagens fílmicas, pictóricas – detectando nesse universo a manifestação reprodutiva e/ou criadora do imaginário da violência. Queríamos saber como todas as imagens que perpassam o espaço escolar podem também ampliar a visão sobre a violência, acionando outras imagens e com elas uma (re) construção da história pessoal e coletiva dos que estudam e trabalham na instituição, de modo a dissolver o que está rigidamente solidificado. Como fazer isso, sem tolher a liberdade deles? Como proceder, se tanto dentro como fora da escola eles foram “treinados” a consumirem as imagens do mundo sem reflexão?&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftn7" name="_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;          Crianças e jovens, estão sendo formados dentro dos preceitos do individualismo estrito. Aprendem a transitar pelo mundo através de um processo metonímico, ou seja, uma pequena parte do mundo passa a representar o todo. Eles vêem a imagem de um lugar e reconhecem a cidade, o país, mesmo nunca estando lá. São as novas formas de territorialização&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftn8" name="_ftnref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;            Este processo de territorialização acontece também pela formação de comunidades onde a interpretação dos sinais do mundo se dá de determinado modo e, cada uma destas comunidades formula essa interpretação de mundo que passa a ser o eixo organizador de cada uma delas, “produzindo” tanto identidades que se fixam em papéis sociais padronizados, criando territórios que transformam aquilo que capturam em subjetividade construída segundo os códigos vigentes, quanto “processos de subjetivação” que podem se constituir em outras maneiras de ser, juntamente com outros grupos em busca de autonomia, de liberdade em relação aos poderes difundidos na sociedade; este seria um modo de efetivar a desterritorialização.&lt;br /&gt;Não podemos ingenuamente imaginar que essa desterritorialização é somente libertadora. Este movimento sempre será complementado pela organização, em um novo território, daquilo que se rompeu, isto é, haverá uma nova reterritorialização que, apesar de engendrar novos poderes e novos saberes, abrirão brechas para os movimentos de protesto contra os modos dominantes de existência (Deleuze, 2000: 33-45).&lt;br /&gt;              A escola, que é um espaço onde crianças e adolescentes poderiam compreender (por isso reterritorializar) as informações contraditórias ou opostas deste novo mundo (que é o delas também) é o centro de confluência destas mesmas informações e poderia ser o lugar onde a criança e o adolescente  tivessem a interlocução para dialogar e conversar, para construir suas imagens e opiniões, a partir dos dados que recebem e elaboram.&lt;br /&gt;            Mas, nesta sociedade tecnológica de alfabetizações múltiplas, onde todos têm acesso às informações por meio de várias mídias e contatos, a escola sofreu uma mudança em seu estatuto educacional. Passou a ser escola de massa que não atende às necessidades do aluno, de cada aluno, não conseguindo sequer aquilo que seria sua função básica, a alfabetização literal. Sua institucionalização condensa os preceitos mercadológicos de produtividade, em detrimento da qualidade.&lt;br /&gt;            Os discursos vêm de fora da escola, eles é quem falam sobre a escola. As políticas públicas foram chanceladas pela mídia nos anos noventa, implantadas pelos profissionais que transitam da educação para a mídia, atendendo a um mercado que a cada dia define formas concretas de existência dentro da nova reorganização da economia mundial&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftn9" name="_ftnref9"&gt;[9]&lt;/a&gt;. A escola não tem mais voz, seus discursos são estrangeiros e importados, e quem dita as novas regras é a economia e a psicologia que, retirando o poder/saber da instituição escolar,  instituem outras regras através do levantamento de novas necessidades para a discussão, na escola, de temas como violência, sexualidade, meio ambiente, etc.&lt;br /&gt;            As diversas linguagens da mídia, entre elas as da internet, da televisão, dos jornais e do cinema, transmitem diferentes mensagens de valores e a escola precisaria, então, ser politizada para rediscutir, incorporar ou não estes valores, sempre estabelecendo o espaço para o confronto das várias perspectivas.&lt;br /&gt;Vivendo em uma sociedade multicultural, que significa também apropriar-se de  muitas culturas lingüísticas (oral, hipertextual, artística, escrita, áudio visual) as crianças e jovens  necessitam contemplar esta diversidade. Não se pode esperar que todos os espaços sociais sejam palco para essa vivência, mas, ao menos na escola, isto poderia ocorrer. Na medida em que há poucas brechas nos espaços institucionais, perpetua-se nestes mais um local de não inclusão social.&lt;br /&gt;           À escola cabe não ignorar estes processos, rechaçando pontos de vista que se coloquem como sendo únicos e fazendo com que crianças e adolescentes descubram a existência de muitas outras perspectivas, também verdadeiras. Acreditamos que o desafio da escola é não assumir posturas de proteção e nem idealizadoras junto aos alunos, aceitando que haja uma atitude crítica para descobertas, pesquisas, questionamentos e análises formadoras de conhecimento.&lt;br /&gt;             A linguagem do cinema na escola, por exemplo, é um objeto de estudo, que pode ser utilizada como formadora de um leitor crítico através da leitura visual de mundo. A linguagem midiática do cinema será compreendida como um instrumento  de expressão, para que  através de sua leitura,  crianças e jovens não sejam só receptores, mas tenham voz e representatividade de si próprios.  &lt;br /&gt;             Para tanto, é preciso considerar quem é este jovem, quais são suas “experiências vividas”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftn10" name="_ftnref10"&gt;[10]&lt;/a&gt;, sabendo que ao chegar no espaço escolar ele é resultado de um processo educativo amplo, daí a necessidade de apreendê-lo como sujeito sócio-cultural, e não apenas classificá-lo como aluno. Este jovem expressa a multiplicidade cultural apesar da aparência de homogeneidade, pois uma mesma linguagem pode expressar múltiplas falas (Dayrel, 2000).&lt;br /&gt;            Alberto Melluci (1997) mostra, em seu texto sobre a juventude e os movimentos sociais, que o jovem possui um potencial enorme para ser questionador, crítico e transgressor da ordem social, ou seja, para ser um jovem que sabe o que quer e que tenta alcançar o que deseja. Porém, para alcançar esses objetivos, o jovem tem que lutar em uma sociedade que, ao mesmo tempo em que discursa sobre eqüidade e autonomia de escolhas (Goergen, 2001), impõe modelos a serem seguidos, mostrando uma face altamente preconceituosa e discriminatória.&lt;br /&gt;              Esta sociedade mostra ao jovem que sua adolescência é um tempo que passa rapidamente, por isso ela pode ser estendida a idades mais tardias e,  para aproveitar o máximo que puder, é preciso aprender logo novos papéis sociais e, assim, ajustar-se a uma sociedade  cada vez mais complexa e competitiva.             &lt;br /&gt;                Sociedade que Nietzsche (2003) já criticava por sua “cultura filistéia”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn11" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftn11" name="_ftnref11"&gt;[11]&lt;/a&gt; responsável por subjugar o conhecimento, a educação às leis que regem as relações comerciais, revelando assim, a pobreza filosófica de uma época. Não podemos nos esquecer que, para este pensador, a filosofia e a arte estão no centro de sua compreensão sobre a vida e o mundo. Segundo ele, tanto a arte como a filosofia, enquanto produções desvinculadas de qualquer intenção utilitária, são capazes de libertar os homens e de propor para a cultura a criação de novas possibilidades de vida (Machado, 1984:98).&lt;br /&gt;            A educação e a formação dos jovens devem contemplar e aprimorar a própria situação destes no mundo, e o pensamento cultural da época em que eles vivem deve ser também parte da discussão na escola, se ela estiver disposta a trabalhar a realidade dos seus alunos. Se “a verdadeira cultura é uma necessidade”, mas, “(...) acaba sendo formada e influenciada pelo Estado, pelos ricos e eruditos ‘cientistas’” (Nietzsche, op.cit., p.25), como garantir a criação de novos valores? E, se a cultura pode levar à compreensão do homem, o que os jovens estão considerando como sendo cultura?&lt;br /&gt;            Educação não pode ser uma questão burocrática, nem uma liberação geral dos costumes e valores, mas fundamentalmente possibilitar que os jovens possam se posicionar contra a barbárie (Adorno, 1995), as banalizações e a superficialidade das relações e da vida. Educação que forme pessoas capazes de dizer não ao mundo, ao Estado, que prepare jovens para controlar a cidade, para formar uma cidade educativa (Gadotti, 2005, p.14).&lt;br /&gt;            Se este ser contemporâneo é simultaneamente novidade e repetição, clichê e criação, que lugar tem hoje a escola como palco para essa confrontação? E, retomando a questão colocada no trabalho com os adolescentes: como conduzir uma oficina que visa não repetir o modelo de subjugamento e afirmação da autoridade?         &lt;br /&gt;            Se toda afirmação de um saber, seja do mediador, do aluno participante, do professor, é a afirmação de um poder, como não explicitar que uma oficina é e será inevitavelmente palco para confrontações de poderes e saberes diferentes?&lt;br /&gt;            A questão então pode ser colocada em termos nietzscheanos: toda oficina (como toda atividade humana, diga-se de passagem) é um evento de confronto de vontades de poder que colidem. Nada mais que isso, e isso não é pouco. Mas, como então participar dessa colisão inevitável, sem repetir o padrão de dominação/subordinação, no qual o detentor do poder institucionalizado assumiria o comando da produção do saber a ser transmitido?&lt;br /&gt;            Esta não é uma tarefa fácil, não só porque as tentativas de transformação são abortadas, ou cooptadas pelos grupos no poder, mas também pela reencarnação dos modelos dominantes em nós, nas famílias, nos partidos, nos líderes. Porém, como nos mostra Guattari (2000:47), apesar dos fracassos dessas tentativas, “apesar de estarmos todos dispersos, perdidos, invadidos pela angústia, pela loucura e pela miséria”, certas ações têm desencadeado atitudes de recusa por parte de grupos que desejam se livrar dos sistemas padronizadores: crianças, mulheres, artistas, homossexuais, músicos, poetas que se recusam com as suas ações a aceitar o sistema de vida que lhes é proposto, pois criam seus próprios modos de referência.&lt;br /&gt;            Foucault (1985:91), refere-se à construção de um modo de existência que para ele implica num voltar-se sobre si mesmo e sobre o outro. Constituir-se a si mesmo enquanto sujeito ético de suas próprias ações é vincular o que eu sou, ao que se pode fazer e ao que se é obrigado a realizar.&lt;br /&gt;            Esse “cuidado de si” é totalmente diferente do olhar narcísico contemporâneo. Ele não implica em “auto-ajuda”, nem em exercícios solitários de introspecção, produzindo o isolamento em relação ao mundo. Egoísmo e cuidado de si são antagônicos, pois é o completo domínio de si mesmo que desenvolve o distanciamento entre si mesmo e o outro, de modo que se possa examinar se os princípios das ações que estabeleço para mim correspondem às minhas ações junto a outros. Essa experiência de si é dominar-se não com uma força que reprime o que está prestes a explodir, mas que provoca um prazer que se tem consigo mesmo (Foucault, op. cit., p.70).&lt;br /&gt;            Finalizamos esse artigo, acreditando que estamos todos em busca de novas possibilidades de vida. Os “acontecimentos”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn12" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftn12" name="_ftnref12"&gt;[12]&lt;/a&gt; que atingem nossas vidas nos lançam em ações nas quais pensar é enfrentar o fio da navalha entre a vida e a morte, é enfrentar-se a si mesmo num perpétuo combate entre o que somos e o que desejam que nós sejamos, entre o trabalho de si para consigo e a comunicação com os outros (Guimarães, 2006).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADORNO, Theodor W. Educação e emancipação. Rio de janeiro: Paz e Terra, 1995.&lt;br /&gt;CÉSAR, M. Rita de Assis. A Invenção da Adolescência no Discurso Psicopedagógico. 1998. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1998.&lt;br /&gt;DAYRELL, Juarez. A escola como espaço cultural. In: DAYRELL, Juarez  (org) Múltiplos olhares: sobre educação e cultura. 2. ed. Belo Horizonte: UFMG, 2001.p.136-161.&lt;br /&gt;DE LA TAILLE, Yves. Limites: três dimensões educacionais. São Paulo: Ed. Ática,1998.&lt;br /&gt;DELEUZE, Gilles. Conversações. R.J.: Ed.34, 1992.&lt;br /&gt;FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis, Vozes, 1977&lt;br /&gt;___________. O nascimento da clínica. R.J.: Forense Universitária, 1977&lt;br /&gt;___________. Microfísica do poder. R.R.: Graal, 1979&lt;br /&gt;___________. História da sexualidade I: A vontade de saber. 3ª ed. R.J.: Graal, 1980&lt;br /&gt;___________. História da sexualidade 3: o cuidado de si. R.J.: Ed. Graal, 1985.&lt;br /&gt;___________. A história da loucura na idade clássica. S.P.: Perspectiva, 1987.&lt;br /&gt;FRIGOTTO, Gaudêncio. “Educação e formação humana: ajuste neoconservador e alternativa democrática”. In: GENTILI, Pablo A.A. e SILVA, Tomaz Tadeu da. (orgs.) Neoliberalismo, Qualidade Total e Educação: visões críticas. 4ª ed. Petrópolis, R.J.: Vozes, 1996, pp. 31-92.&lt;br /&gt;GADOTTI, Moacir. Educação e desigualdade social. Disponível em: &lt;www.sessp.org.br&gt;. Acesso em 08/08/2005.&lt;br /&gt;GALZERANI, Maria Carolina Bovério. O almanaque, a locomotiva da cidade moderna: Campinas, décadas de 1870 e 1880. Tese (doutorado em História) – IFCH, UNICAMP, Campinas – SP, 1998.&lt;br /&gt;GOERGEN, Pedro. Pós-Modernidade, Ética e Educação. Coleção Polêmicas do Nosso Tempo,79. Ed:Autores Associados, Campinas, 2001.&lt;br /&gt;GUATTARI, Félix e ROLNIK, Suely. Micropolítica: cartografias do desejo. 6ª ed., Petrópolis, R.J.: Vozes, 2000.&lt;br /&gt;GUIMARÃES, Áurea M. “ESCOLAS? Não têm mais jeito”. In: BOMFIM, Maria do Carmo Alves do e MATOS, Kelma Socorro Lopes de (orgs.). Juventudes, Cultura de Paz e Violências na Escola. Fortaleza: Ed. da Universidade Federal do Ceará, 2006, pp. 105-124.&lt;br /&gt;MACHADO, Roberto. Nietzsche e a verdade. R.J.: Rocco, 1984.&lt;br /&gt;MARTON, Scarlett. Nietzsche.S.P.: Brasiliense. Coleção Encanto Radical, 1982.&lt;br /&gt;MELUCCI, Alberto. Juventude, Tempo e Movimentos Sociais. In Juventude e Contemporaneidade, Revista Brasileira de Educação, Rio de janeiro: ANPED, número Especial, n° 5maio/jun/jul/ago/1997 e n° 6, pp.3-14, set/out/nov/dez/1997.&lt;br /&gt;NIETZSCHE, Friedrich. Escritos de Educação. São Paulo: Loyola, 2003.&lt;br /&gt;SCHINDLER, Michel. “Os tutores da desordem: rituais da cultura juvenil nos primórdios da Era Moderna”. In: LEVI, Giovanni e SCHMITT, Jean-Claude (orgs.) História dos jovens I: da Antiguidade à Era Moderna. S.P.: Companhia das Letras, 1996, pp.265-324.&lt;br /&gt;VARELA, Júlia e ALVAREZ-URIA, Fernando. “A maquinaria escolar”. In: SILVA, Tomaz Tadeu da (org.) Teoria &amp;amp; Educação. R.S.:Pannonica Ed., vol. 6, 1992, pp.68-96.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBSERVAÇÃO:&lt;br /&gt;Este artigo foi publicado no livro Cotidiano Escolar: emergência e invenção, organizado por Ana Maria Faccioli de Camargo e Márcio Mariguela, pela Jacintha Editores, Piracicaba, São Paulo, no ano de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Este artigo foi redigido pelos integrantes do grupo de pesquisa VIOLAR: Laboratório de Estudos sobre Violência, Imaginário, e Formação de Educadores, da Faculdade de Educação da Unicamp, contando com a colaboração dos seguintes pesquisadores: Adriana Dezotti Fernandes, Albor Vives Reñones, Andréa Cristina Martelli, Áurea M. Guimarães, Luzia Batista de Oliveira Silva,  Marcos Antônio Recchia, Maria Angélica R. Trentinália, Maria Aparecida Carmona Ianhes Anser, Sheyla Pinto Silva,  Sônia A. Bortolotto Torezan, Tânia Maria Rechia, Tânia Maria Ximenes Ferreira.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Michel Foucault, - Vigiar e punir: nascimento da prisão, -  Microfísica do poder, -  História da Sexualidade I: A vontade de saber - História da loucura na idade clássica; de Julia Varela e Fernando Alvarez-Uria, - A maquinaria escolar.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Idem, A história da loucura na idade clássica e O nascimento da clínica.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; A liberdade assistida é uma das medidas sócio-educativas previstas no artigo 112 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), lei 8069/90, através da qual o “adolescente infrator” permanece em situação de liberdade restringida por um período mínimo de seis meses. Algumas pesquisadoras do grupo Violar têm contato com esses jovens durante o atendimento realizado nos programas desenvolvidos junto a Ongs (Organizações Não Governamentais) ou aos departamentos de Promoção Social das Prefeituras Municipais.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; O projeto que fundamenta essas oficinas, realizadas em diferentes espaços educativos, tem por tema “O imaginário da violência e a escola” e integra as pesquisas do Violar.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; Os alunos entendiam a liberdade de expressão como “brincadeira”, portanto, a criação caberia nesse momento e não na sala de aula, porque aí “a coisa é séria”, isto é, “repetitiva”, “chata”, “sem graça”. Percebemos a existência de uma cisão não somente entre as oficinas e o espaço de ensino-aprendizagem, como também dentro das próprias oficinas, em relação a ações que, por lembrarem os momentos da sala de aula, passavam a ser rejeitadas.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftnref7" name="_ftn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; Ao final de cada atividade, nas quais agiam livremente, iniciávamos uma outra, exigindo deles um esforço de concentração nos sentidos das imagens e das palavras mostradas durante a oficina. O interesse demonstrado era ao mesmo tempo permeado por atitudes de deboche, irritação, cansaço. Nesse momento, consideramos que o fato da escola treiná-los para executarem atividades que exigem pouca ou nenhuma reflexão, os acostumou a rejeitarem qualquer tipo de ação que os façam pensar com autonomia.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftnref8" name="_ftn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; Para Deleuze e Guattari , “os seres existentes se organizam segundo territórios que os delimitam e os articulam aos outros existentes (...). O território pode ser relativo tanto a um espaço vivido, quanto a um sistema percebido no seio do qual um sujeito se sente “em casa”. O território é sinônimo de apropriação, de subjetivação fechada sobre si mesma. Ele é o conjunto dos projetos e das representações nos quais vai desembocar, pragmaticamente, toda uma série de comportamentos, de investimentos, nos tempos e nos espaços sociais, culturais, estéticos, cognitivos. O território pode se desterritorializar, isto é, abrir-se, engajar-se em linha de fuga e até sair de seu curso e se destruir. A espécie humana está mergulhada num imenso movimento de desterritorialização, no sentido de que seus territórios ‘originais’ se desfazem ininterruptamente (...). A reterritorialização consistirá numa tentativa de recomposição de um território engajado num processo desterritorializante. O capitalismo é um bom exemplo de sistema permanente de reterritorialização: as classes capitalistas estão constantemente tentando ‘recapturar’ os processos de desterritorialização na ordem da produção e das relações sociais (...)”. Ver Félix Guattari e Suely Rolnik, Micropolítica: cartografias do desejo, p.323.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftnref9" name="_ftn9"&gt;[9]&lt;/a&gt; Segundo Frigotto, “(...) os novos conceitos abundantemente utilizados pelos homens de negócio e seus assessores – globalização, integração, flexibilidade, competitividade, qualidade total, participação, pedagogia da qualidade e a defesa da educação geral, formação polivalente e ‘valorização do trabalhador’ – são uma imposição das novas formas de sociabilidade capitalista tanto para estabelecer um novo padrão de acumulação quanto para definir as formas concretas de integração dentro da nova reorganização da economia mundial”. Ver Gaudêncio Frigotto, Educação e formação humana: ajuste neoconservador e alternativa democrática, p.40-41.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftnref10" name="_ftn10"&gt;[10]&lt;/a&gt; “(...) sensibilidades que permitem a expressão de todo o grupo, na tessitura das histórias”. Ver Maria Carolina Bovério Galzerani, p. 205.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn11" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftnref11" name="_ftn11"&gt;[11]&lt;/a&gt; A palavra “filisteu”, ou os chamados “filisteus da cultura” designava aqueles que, “estritos cumpridores das leis e dedicados executores dos deveres, execravam a liberdade gozada pelos estudantes. O ‘filisteu’ era uma personagem de bom senso, inculta em questões de arte e crédula na ordem natural das coisas. Usava o mesmo raciocínio para abordar as riquezas mundanas e as riquezas culturais. (...)”. Nietzsche fazia críticas radicais à cultura alemã de seu tempo e, para ele, os ‘filisteus da cultura’ além de não serem cultos, tinham a ilusão de sê-lo. Incapazes de criar, limitavam-se a imitar ou a consumir, sendo a imitação uma outra forma de consumo. Puseram a cultura à venda, subjugada às leis que regem as relações comerciais e a pergunta a ser respondida para se avaliar qualquer produto cultural, segundo Nietzsche, seria: ‘Quem e quantos consomem’ ”. Ver Scarlett Marton, Nietzsche, p.32-33.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn12" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7158702047380147382#_ftnref12" name="_ftn12"&gt;[12]&lt;/a&gt; Para Deleuze, a noção de acontecimento é entendida enquanto ruptura e não como um evento em si mesmo. Os acontecimentos são oportunidades que aparecem como num relâmpago, é preciso agarrá-las. Ver Gilles Deleuze, Conversações, p.218.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-6276806806216458899?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/6276806806216458899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2008/12/jovens-os-tutores-da-desordem-e-da.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6276806806216458899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/6276806806216458899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2008/12/jovens-os-tutores-da-desordem-e-da.html' title='JOVENS, OS TUTORES DA DESORDEM E DA VIOLÊNCIA?'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-1634606022912583139</id><published>2008-12-19T14:14:00.000-08:00</published><updated>2008-12-19T14:17:22.284-08:00</updated><title type='text'>UMA MENSAGEM DA ASSOCIAÇÃO VIRTUAL DOS SOCIÓLOGOS - AVISO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Meus amigos.&lt;br /&gt;Acabei de receber do Grupo "Associação Virtual dos Sociólogos - AVISO" (&lt;a href="http://groups.google.com.br/group/avisoc"&gt;http://groups.google.com.br/group/avisoc&lt;/a&gt;)  uma mensagem na qual repudiam, junto ao prefeito de Mogi das Cruzes, a indicação, para secretário de Segurança Pública dessa cidade, de um ex-comandante da Rota, chamado Eli Nepomuceno, envolvido em diversos assassinatos de jovens. Nepomuceno é apontado pelo jornalista Caco Barcellos, como o responsável pelas mortes e assassinatos de vários jovens e de trabalhadores acusados de "envolvimento com crimes", envolvimentos estes não comprovados. Até mesmo o prefeito Pitta acabou voltando atrás na indicação dele para a segurança pública em São Paulo. Com esse ato, dizem os manifestantes, o prefeito de Mogi das Cruzes acabou se colocando na contramão de uma política de segurança pública cidadã e comunitária sintonizada com os anseios da comunidade.&lt;br /&gt;Esse assunto, caros leitores, merece um comentário da nossa parte, pois a indicação do prefeito de Mogi  parece refletir a idéia consensual, que nos acompanha desde o séc. XVI, de que é preciso exercer uma controle repressor principalmente junto às crianças e aos jovens, considerados como os tutores da desordem e da violência. Policiais que "exageram" nas punições, muitas vezes, são elogiados por sua "dureza", tanto pela corporação quanto por alguns segmentos da sociedade. Mas, o que nos leva a desejar a repressão? Por que, o número de jovens assassinados no Brasil, supera o número de jovens mortos na guerra do Iraque?  Essas perguntas, levaram o grupo Violar a produzir um texto coletivo intitulado: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Jovens, tutores da desordem e da violência?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; O artigo está publicado no livro Cotidiano Escolar: emergência e invenção, organizado por Ana Maria Faccioli de Camargo e Márcio Mariguela, publicado pela Jacintha Editores, Piracicaba, São Paulo, no ano de 2007. Esse artigo poderá ser encontrado em meu blog, mas eu também sugiro que comprem o livro, pois nele encontrarão textos excelentes de educadores que pensam, vivem e escrevem sobre suas experiências nas instituições educativas. Boa leitura.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-1634606022912583139?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/1634606022912583139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2008/12/uma-mensagem-da-associao-virtual-dos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1634606022912583139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1634606022912583139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2008/12/uma-mensagem-da-associao-virtual-dos.html' title='UMA MENSAGEM DA ASSOCIAÇÃO VIRTUAL DOS SOCIÓLOGOS - AVISO'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-5998223533716792009</id><published>2008-12-18T12:59:00.000-08:00</published><updated>2008-12-18T13:09:13.015-08:00</updated><title type='text'>APRESENTANDO O GRUPO VIOLAR</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Queridos leitores, hoje, gostaria de apresentar para vocês o Grupo VIOLAR: Laboratório de Estudos sobre Violência, Imaginário e Formação de Educadores, sob a minha coordenação e da Dirce Djanira Pacheco e Zan. Nascido em 2002, na Faculdade de Educação da Unicamp, conta com pesquisadores de várias instituições educativas  que se preocupam em estudar as formas pelas quais as situações violentas do sistema social influenciam e constituem o imaginário sócio-cultural, enraizando-se na existência dos homens e interferindo nas práticas institucionais, entre elas, as escolares. Por isso, tentamos em nossos trabalhos, detectar tanto a reprodução do imaginário da violência que preserva as formas estabelecidas, quanto a (des) construção dos sentidos desse imaginário, libertando os eventos de sua compreensão literal.&lt;br /&gt;Também faz parte de nossas investigações pesquisas voltadas para o estudo da cultura, das dimensões do cotidiano das instituições educativas e, em especial do cotidiano escolar, principalmente aquele vivenciado pelos jovens. Esses estudos do grupo têm-se detido no campo do currículo concebido enquanto mediação social, ou seja, um campo construído a partir das lutas sociais e das relações de poder.&lt;br /&gt;São nossos objetivos:&lt;br /&gt;- contribuir para a formação de educadores que recriam, nos interstícios das instituições, o sentido dos textos, dos filmes, dos projetos, das situações violentas, e fazem do espaço onde vivem um lugar rico de novas linguagens capazes de representar e recriar o mundo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- focalizar a violência dentro do quadro das significações que as pessoas atribuem às coisas e às suas ações, sem perder de vista a relação dinâmica entre subjetividade e fato concreto, entre existência individual e social, entre micro e macro estrutura;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  elucidar de que forma os diversos agentes envolvidos no processo educacional atuam na construção do currículo escolar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-   verificar até que ponto o currículo configura-se como “mediação social”, ou seja, contém as marcas dos conflitos sociais e simbólicos travados entre os agentes envolvidos no processo educacional;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- problematizar a relação do jovem com a sociedade e, especificamente, com a escola, na constituição de suas identidades. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-5998223533716792009?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/5998223533716792009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2008/12/apresentando-o-grupo-violar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/5998223533716792009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/5998223533716792009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2008/12/apresentando-o-grupo-violar.html' title='APRESENTANDO O GRUPO VIOLAR'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-1804955453558093286</id><published>2008-12-16T17:04:00.000-08:00</published><updated>2008-12-16T17:49:17.105-08:00</updated><title type='text'>MENSAGEM DE ANO NOVO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Queridos amigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero agradecer a todos que estão participando do meu blog. Os comentários revelam que não estamos sozinhos na consolidação da democracia em nosso país. Sabemos que não basta votar, é preciso que aprendamos a trabalhar juntos, ainda que tenhamos posições diferentes.&lt;br /&gt;Para mim, o trabalho coletivo não implica em homogeneidade de ações, podemos nos unir em torno de temas comuns que de uma forma ou de outra incomodam/abalam a nossa vida em sociedade. Acredito que esses temas comuns, a exemplo da violência e dos assuntos que a rodeiam, necessitam de olhares diversos para que o nosso pensar transgrida “a ordem do superficial que nos esmaga” como expressa Lya Luft em seu belíssimo livro “Pensar é transgredir”.&lt;br /&gt;Desejo que em 2009, a poesia, a música, o humor, a garra, a vontade de estudar, de pesquisar, de pensar possibilitem a todos nós reinventar soluções locais para que o novo possa acontecer. Lembro ainda que pensar pode ser entendido como experimentar o novo, e que isso não ocorre somente dentro das nossas cabeças, como já dizia Michel Foucault, mas numa “relação consigo mesmo” e com o outro.&lt;br /&gt;Que possamos ser muitos, juntos...&lt;br /&gt;Um grande abraço. Áurea Guimarães.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-1804955453558093286?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/1804955453558093286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2008/12/ano-novo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1804955453558093286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/1804955453558093286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2008/12/ano-novo.html' title='MENSAGEM DE ANO NOVO'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-8980397272311900503</id><published>2008-12-14T12:45:00.001-08:00</published><updated>2008-12-14T12:45:36.918-08:00</updated><title type='text'>CONVERSANDO SOBRE VIOLÊNCIA ESCOLAR</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No meu livro “A Dinâmica da Violência Escolar: conflito e ambigüidade” eu me refiro à “violência institucional”. Esse tipo de violência se caracteriza pela desconsideração aos modos como são partilhados os espaços, o tempo e as relações de amizade entre alunos e, até mesmo, entre os professores e desses com pais, gestores e funcionários.&lt;br /&gt;Por meio das pesquisas que tenho realizado, constato que, a partir da violência do poder institucional sobre as pessoas, ocorre outro tipo de violência, a violência das pessoas sobre esse poder. Reações como indisciplina, quebra-quebra, xingamentos podem não expressar apenas ódio, raiva, vingança, mas, também, uma forma de interromper as pretensões do controle homogeneizador imposto pela escola.&lt;br /&gt;Não pensem que culpabilizo professores, diretores e todos que lá trabalham. A maioria das escolas não têm infra-estrutura para oferecer aos estudantes um trabalho pedagógico de qualidade, um apoio psicológico e psicopedagógico. Então, o que nós encontramos? Alguns professores desmotivados e outros lutando para ensinar nas condições em que a escola se encontra, sob o descaso das políticas públicas, com os salários baixos, muitos em contratação temporária, gerando alta rotatividade nas equipes de trabalho.&lt;br /&gt;O que passa a acontecer? Quando a escola não tem significado para os alunos (e nem para parte dos professores), a mesma energia que leva ao envolvimento, ao interesse por aprender, pode transformar-se em apatia ou explodir em indisciplina e violência. Nenhum projeto de lei, nenhum decreto conseguirá unir alunos, professores e pais no combate à violência, se não houver uma disposição em romper com o isolamento entre as pessoas e em criar uma comunidade de trabalho.&lt;br /&gt;Se entendermos que educar é aprender a gerir relações com o saber, isso implica na existência de uma tensão, pois, se, de um lado, o educador tem a função de estabelecer os limites da realidade, das obrigações e das normas, de outro, ele desencadeia novos dispositivos para que o aluno, ao se diferenciar dele, tenha autonomia sobre o seu próprio aprendizado e sobre sua própria vida, e isso não se faz sem conflito. Alunos e educadores seriam obrigados a formular regras comuns, limites de fechamento e de tolerância.&lt;br /&gt;Portanto não adianta “mapear”, “fiscalizar”, “treinar”, “controlar” comportamentos. O papel da escola é preparar os alunos para conquistarem o ato de pensar, porém, para que isto ocorra, a escola deve existir em um espaço democrático, de modo a garantir o exercício da profissão de educador cuja autonomia lhe foi roubada por meio dos consecutivos saques feitos às instituições públicas do país.  Concordo com os educadores que, em sua luta por melhores condições de trabalho, optam por priorizar o ensino e a aprendizagem ao invés de reivindicar o aumento dos aparatos de segurança nas escolas.&lt;br /&gt;Com o advento da escola de massas, há outras regras em jogo e que nada têm a ver com as experiências que vivemos no passado. Existe, hoje, um conjunto de regras muito diversificadas que precisam ser conhecidas para que os educadores descubram os mundos de onde os alunos provêm. É preciso construir práticas organizacionais que levem em conta as características das crianças e jovens que hoje freqüentam as escolas. A organização do ano escolar, dos programas, das aulas, a arquitetura dos prédios e sua conservação não podem estar distantes do gosto e das necessidades dos alunos. &lt;br /&gt;Como encontrarmos um equilíbrio entre os interesses dos alunos e as exigências da instituição, entre os conhecimentos universais que os alunos têm o direito de receber e os saberes já construídos por esses alunos? É preciso deixar de acreditar que a paz signifique ausência de todo conflito.&lt;br /&gt;Empreendimentos que flexibilizem o tempo e o espaço do território escolar, que não excluam a possibilidade de dissidências e nem o debate sobre essas questões, podem dar início ao despontar de uma solidariedade interna que recuse o coletivismo. Isto é, que rejeite a imposição unitária de comandos e que engendre uma luta pelo coletivo, ou seja, uma atividade conjunta que possibilite a afirmação de outras maneiras de ser, de outras sensibilidades, de outras percepções, considerando todos os acontecimentos que são rejeitados simplesmente por estarem fora dos padrões institucionais.&lt;br /&gt;  Algumas pesquisas também têm demonstrado que se não entendermos a violência que permeia a nossa sociedade não conseguiremos compreender o modo pelo qual as instituições escolares se articulam com a violência presente na sociedade.  Esse é um aspecto importante, pois significa que um novo projeto educativo deverá questionar a sociedade de consumo e sua indiferença para com as desigualdades sociais, a miséria do cotidiano e a nossa subserviência à lógica empresarial de mercado.&lt;br /&gt;Também gostaria de dizer que apesar das escolas públicas estarem em condições adversas, muitas delas realizam, graças a esforços heróicos de seus diretores, professores, funcionários, experiências bastante significativas para a formação dos alunos. Mas, infelizmente, esses exemplos são pouco conhecidos e divulgados porque explicitam o abandono do Estado e a necessidade de atuações efetivas que articulem uma crítica à sociedade, aos seus valores, aos conteúdos curriculares expressos nos documentos oficiais  e  o projeto pedagógico construído por essas escolas de forma autônoma e democrática.&lt;br /&gt;Áurea M. Guimarães &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-8980397272311900503?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/8980397272311900503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2008/12/conversando-sobre-violncia-escolar_14.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8980397272311900503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/8980397272311900503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2008/12/conversando-sobre-violncia-escolar_14.html' title='CONVERSANDO SOBRE VIOLÊNCIA ESCOLAR'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7158702047380147382.post-2415327448422652774</id><published>2008-12-13T16:04:00.001-08:00</published><updated>2008-12-16T17:56:17.768-08:00</updated><title type='text'>Inaugurando o blog</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7158702047380147382-2415327448422652774?l=aureaguimaraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/feeds/2415327448422652774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2008/12/teste.html#comment-form' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/2415327448422652774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7158702047380147382/posts/default/2415327448422652774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureaguimaraes.blogspot.com/2008/12/teste.html' title='Inaugurando o blog'/><author><name>Áurea Guimarães</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13348454776404337759</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>26</thr:total></entry></feed>
