sábado, 12 de dezembro de 2009

TRIBUNAL POPULAR - NÚCLEO DE CAMPINAS

EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS, CONTRA TOLERÂNCIA ZERO
Dez de dezembro de 2009, data em que se comemora 61 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, Campinas se mobilizou para participar de uma “Tribuna Popular” contra a higienização social e a violência em Campinas. O evento aconteceu no auditório do Centro de Pastoral Pio XII.

A mesa de análise sobre higienização e violência, coordenada por Paulo Búfalo do PSol, contou com a presença da Profa. Dra. Ângela Almeida, militante dos Direitos Humanos e membro do Observatório das Violências Policiais, e também de Paulo Mariante, dirigente do PT em Campinas.

Antes de dar início às atividades da programação, Paulo Búfalo prestou uma homenagem a duas pessoas importantes do movimento: Tião, do Sindicato dos Químicos e Zezinho, da Ação Popular e do Grupo de Jovens da Vila Georgina, morto na madrugada de hoje.

Zezinho foi preso num ponto de ônibus, acusado de um crime que não cometeu, e só foi libertado uma semana depois. Incomunicável, não pode tomar os remédios necessários à sua saúde abalada com a prisão. Assustado, mas tentando retomar a vida, teve um enfarto e veio a falecer.

Paulo Mariante analisou a atuação da Guarda Municipal de Campinas que, desde a administração do ex-prefeito Chico do Amaral, tem se transformado em um instrumento de repressão ao invés de proteger a população. Considera que nos últimos anos há, nos grandes centros urbanos, uma ação coordenada voltada à repressão dos movimentos sociais e das pessoas que não podem usufruir das benesses do capital. As operações “Tolerância Zero” e “Bom dia morador de rua” iniciadas no mês de outubro deste ano tem por objetivo expulsar da cidade todas as pessoas que atrapalham os interesses financeiros e imobiliários de grupos que apóiam as ações violentas das triagens, das prisões arbitrárias, das execuções sumárias, das passagens de ônibus distribuídas entre jovens moradores de rua para que saiam de Campinas em direção a lugares onde não conhecem ninguém. Estas são ações que substituem as políticas públicas para atender a demanda de emprego, arte, cultura, educação, saúde, assistência social e outras. As poucas que existem estão sendo eliminadas dos programas institucionais.

A profa. Ângela relatou como se deu a organização do Tribunal Popular em São Paulo, criado em dezembro de 2008. Na experiência de São Paulo, nas três primeiras sessões debateu-se sobre a criminalização da pobreza, na quarta, a criminalização dos movimentos sociais, e em seguida houve o julgamento simbólico do Estado brasileiro pelas práticas de violações de direitos. Para a profa. Ângela, dizer que a polícia “está mal preparada” para atuar nas ruas não é verdade, porque a brutalidade de suas ações é um fenômeno que abrange os centros urbanos de vários países do mundo. Pobres, negros, imigrantes estão condenados ao extermínio nesta fase atual do capitalismo neo-liberal. Os policiais estão sendo formados para torturar, para matar. Além disso, segundo a profa. Ângela, as execuções, a banalização da morte estão intimamente relacionadas com os crimes cometidos pelas ditaduras, ou seja, se os torturadores de ontem estão impunes, hoje estão livres para continuar a afrontar os direitos humanos.

Após a fala dos dois palestrantes, a tribuna apresentou denúncias de violências e abusos cometidos nas operações citadas acima e que não foram noticiadas pela mídia. Uma representante do MST e dois jovens moradores de rua deram seus depoimentos.Um deles relatou sobre um arrastão feito perto da antiga rodoviária de Campinas. Não houve agressão, mas uma fiscalização/triagem das pessoas que ali se encontravam. O outro jovem, usuário de crack, morou na rua por um tempo e, atualmente, está na fundação Padre Haroldo, recuperando-se da dependência química. Após as considerações finais que culminaram no lançamento em Campinas de um Núcleo do Tribunal Popular, como espaço de reflexão e denúncia de violações de direitos humanos, o público seguiu em caminhada até o Fórum Central.

sábado, 28 de novembro de 2009

A MÚSICA DE ÁLVARO HENRIQUE

Queridos(as) Leitores(as)
Álvaro Henrique é um jovem violonista que se interessa pela divulgação da música erudita. Gostei do comentário que ele colocou em meu blog e torço para que continue firme em seus propósitos, apesar de todas as dificuldades que acompanham a vida dos músicos no Brasil. Convido todos(as) vocês a assistirem o video no qual ele toca, fala das composições, dos compositores e sobre o "violão clássico". O endereço é http://vimeo.com/7803038.  Também possui o site: http://www.alvarohenrique.com/.
Álvaro, parabéns.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

BLOG GENERACIÓN Y - AYUDAR

Meus queridos e minhas queridas.
A pedido de amigos, estou divulgando o blog de uma garota cubana que tem sido vítima de violência por relatar o cotidiano da ilha. Acho que vale a pena conhecermos e debatermos o assunto. Um abraço.

http://www.desdecuba.com/generaciony/?page_id=2222

sábado, 7 de novembro de 2009

CASO UNIBAN.

Queridos(as) leitores(as)
O Luis Fernando Vitagliano, Mestre em Ciência Política pela Unicamp e professor de Relações Internacionais da FMU escreveu um texto sobre os acontecimentos que envolveram uma estudante da Uniban. O fato de usar mini saia provocou reações violentas de jovens que inconformados com a atitude da colega, agrediram-na fisicamente e com palavrões. Compartilho com Vitagliano a sua indignação e por isso resolvi publicar no meu blogue as ideías ali colocadas. Concordo que os(as) estudantes poderiam opiniar a respeito do traje usado,  afinal vivemos numa democracia..., mas daí partir para agressões? É um caso para pensarmos sobre o tipo de educação que esses jovens têm recebido. O governo do Estado e todo o seu aparato técnico burocrático dizem que universidades como USP e Unicamp não ensinam nada, uma vez que seus cursos, principalmente os de formação de professores, são essencialmente ideológicos. O que chamam de ideológico? Uma formação que alerta para os perigos da falta de reflexão? Vale aqui um alerta: Hannah Arendt em "A Vida do Espírito" comenta o julgamento do nazista Eichmann em Jerusalem. Quando ele era inquerido sobre as atrocidades cometidas, sempre alegava ter sido um excelente funcionário, e era simplesmente incapaz de pensar sobre decisões éticas. Sempre que era confrontado com situações para as quais não havia procedimentos de rotina parecia indefeso. Diz Arendt que não se trata de estupidez, mas de irreflexão, ou seja, "é mais provável que a perversidade seja provocada pela ausência de pensamento".


Caso Uniban: a barbárie do conhecimento sem ética
(Publicado em "OPINIÃO" do JORNAL DA TARDE em 07/11/2009)
http://txt.jt.com.br/editorias/2009/11/07/opi-1.94.8.20091107.2.1.xml
Luis Fernando Vitagliano*

Vi absurdamente chocado as imagens que mostram perseguição e condenação pública da estudante da Uniban em São Bernardo do Campo por usar uma minissaia. Em reportagens li depoimentos que descrevem meninas indignadas com a saia da estudante, querendo forçá-la a tirar sua roupa no banheiro e colocar calça. De repente havia pressões de todos os lados. Nos vídeos que circulam na internet é possível ouvir nitidamente palavras de baixo calão. Li relatos sobre cuspes e chutes na porta.
Mas nada se compara ao absurdo deste fato ter ocorrido nas dependências de uma universidade. Até mesmo aulas foram interrompidas. E o mais assustador: seguranças, coordenadores e professores – não todos evidentemente – pareciam reforçar o comportamento público e também condenar as escolhas pessoais da estudante. Justo em uma universidade? Lugar que deve primar pelo respeito mútuo e colaboração, encontrarmos tamanha demonstração de preconceito e falsa moralidade.
Como professor universitário não posso deixar de manifestar indignação com o evento. A não ser que uma norma escrita pela universidade discrimine nitidamente qual tipo de vestimenta os alunos não devem usar nas dependências do campi (e arque com as conseqüências jurídicas do seu ato proibitivo), cada um tem o direito de vestir-se da maneira que lhe convier.
Discuti o evento com meus alunos, que calorosamente se posicionaram sobre o acontecido. Na tentativa de entender a irracionalidade do comportamento das massas e a epifania da barbárie, nossos argumentos se afloraram. A forma mais usual de justificar os atos de preconceitos protagonizados naquela dependência universitária é dizer que a roupa abusada foi usada causar reações. “Quem sai vestida assim professor, quer provocar!”. Se no ônibus a estudante foi chamada ‘carinhosamente’ de gostosa o que ocorreu na universidade foi uma crescente manifestação provocada pelo seu comportamento.
O argumento não se justifica. Alias é perigoso porque transformam a vítima em algoz. O argumento inverte valores e posições. A estudante da minissaia foi vitima de preconceito e não quem o provocou.
O maior risco da democracia como regime político é tornar-se a ditadura da maioria. O ocorrido é basicamente uma demonstração de intolerância com relação a escolhas pessoais. Associa a roupa às escolhas sociais: esteriotipado.
Posso dizer que eu até entenderia reações contrarias ao uso das roupas ditas ‘abusadas’ se formassem uma crescente manifestação contra o uso da minissaia – tratado assim no genérico e como regra local – claro que o conservadorismo me ia causar estranheza, mas não choque. Mas o caso não tratou disso. Foi nitidamente uma demonstração de intolerância e falso moralismo.
Não podemos nos furtar à preocupação em relação aos casos em que a moral privada, em num regime republicano, invade o espaço público. É alarmante pensar que gerações de estudantes estão se formando sem o discernimento de que o respeito às posições de grupos sociais diferentes e/ou minoritários merecem espaço na sociedade. Pior é perceber o nível de hipocrisia no Brasil: uma sociedade onde a bunda é o carro chefe de toda a televisão aberta de repente trata uma minissaia como um atentado violento ao pudor. Desesperador, no meu caso, é saber que isso acontece no corpo discente (com consentimento de docentes) do ensino superior.

LUÍS FERNANDO VITAGLIANO
http://luisvita.blogspot.com/
Cientista Social - São Paulo/SP

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

CLICHES DE VIDA E DE MORTE (Contardo Calligaris)

Queridos(as) amigos(as) é difícil manter um blogue atualizado, pois as tarefas cotidianas nos consomem e mal temos tempo de parar para refletir sobre os acontecimentos. Mas, existem momentos nos quais é preciso parar, pensar em modos de ação, em maneiras de se evitar a banalização da vida, os clichês que muitas vezes nos fazem agir movidos pela raiva, pelo preconceito, pela ilusão de que fatos da nossa realidade não nos dizem respeito. Abaixo, postei um texto do psicanalista Contardo Calligaris sobre as ações violentas que refletem não apenas a situação social do Rio de Janeiro, mas do nosso país. Quando terminei a leitura desse pequeno artigo me perguntei: "o que significa PAZ?" e me lembrei da música "Minha Alma" - O Rappa: Paz sem voz, não é paz é medo, às vezes eu falo com a vida, às vezes é ela quem diz.
Um abraço.


Folha de São Paulo -  29/10/2009



NA SEMANA passada, na zona norte do Rio de Janeiro, durante um conflito entre os traficantes do morro dos Macacos, na Vila Isabel, e os do morro de São João, em Engenho Novo, um helicóptero da Polícia Civil foi derrubado a tiros. Enquanto a guerra entre as facções do tráfico continua, a polícia tenta encontrar os responsáveis e, quem sabe, "reconquistar" esses e outros morros cariocas. Essa conjuntura produziu, ao longo da semana, numerosas mortes e algumas imagens assombrosas.

A mais comentada, Brasil afora, foi uma fotografia de Marcelo Sayão/Efe: ela mostra um corpo torturado e baleado, que foi achado, na terça-feira, dentro de um carrinho de supermercado, nas proximidades do morro dos Macacos.

Na foto, ao redor do carrinho, há nove adolescentes, meninos e meninas; um deles, vestido a caráter, carrega um skate; dois usam chapéus de beisebol; só um veste uma camiseta sem logotipos e marcas, branca; alguns esticam o pescoço para examinar o cadáver (ocultado parcialmente por um saco de lixo).

No mesmo dia ou nos dias seguintes, não sei mais, esbarrei em outra fotografia, cujo tema era mais usual e de cujo autor, infelizmente, não me lembro. Nela, um soldado do tráfico está em cima da laje de uma casa que é situada, provavelmente, nas alturas do morro.

A cena é fotografada de baixo, como se fosse vista por alguém que está tentando subir -por exemplo, um invasor, seja ele policial ou traficante de outra quadrilha. Com o rosto escondido pela camiseta revirada e transformada em capuz (mas quem inventou esse hábito, os jogadores de futebol ou os criminosos?), o soldado do tráfico ergue sua metralhadora mais como uma bandeira do que como uma arma. Bandeira de quê? Do tráfico de drogas ou de sua vontade (satisfeita?) de ter um acesso fácil à festa do consumo?

No fundo, tanto faz. A droga é apenas mais um objeto que resume e carrega consigo as falsas promessas de todos os outros objetos: "Consuma-me e fique bacana e feliz".

Tanto faz, também, porque duvido que, lá em cima do morro, o soldado do tráfico se preocupe com as cores e a significação de sua bandeira; ele não está defendendo ou promovendo a causa de seus valores ou de seus interesses, ele está apenas encenando (propositalmente, para o fotógrafo, para os amigos e para nós) um gesto que faz parte da retórica trivial da resistência ou da revolta, tipo "no passarán" ou lutaremos "até o último homem".

Em outras palavras, o soldado do tráfico está se identificando com as representações do heroísmo assim como elas são vendidas pela produção cultural de massa (sobretudo de segunda categoria): o que ele quer é, antes de mais nada, encarnar um clichê. Por isso mesmo, aliás, ele é patético, no duplo sentido da palavra: sinistro (porque quem age para sair bem na foto é capaz de qualquer pose -ou seja, de qualquer selvageria que capture o olhar do outro) e tocante (pela miséria de seu destino).

Falando em destino miserável, pareceu-me entender, de repente, por que o cadáver no carrinho do supermercado é o futuro do soldadinho que se exibe no alto do morro. Há, entre as duas imagens, uma implicação lógica. Claro, quem vive na bravata, geralmente, coloca sua vida em risco, mas, no caso, não é só disso que se trata.

O soldado do morro pratica uma bravata sem valores, ideais ou interesses definidos para defender. Sem dúvida, ele tem aspirações de consumo, está a fim de um tênis legal, de um chapéu de marca e de todo o bagulho de que ele precisar, mas seria ingênuo pensar que ele arrisca a vida por essas "commodities" -que, afinal, ele poderia conseguir de outro jeito, a um custo menor.

Se ele arrisca a vida é para nos mostrar, do alto do morro, sua metralhadora erguida, na esperança de causar forte impressão: junto com nosso medo, ele quer suscitar nossa admiração, quem sabe nossa inveja. Por isso, antes de ambicionar TER as coisas que estão nas prateleiras das lojas, ele ambiciona SER um enlatado cultural, um produto de massa supostamente desejado por todos. E é normal que um produto de massa, mais cedo mais tarde, acabe num carrinho de supermercado.

Talvez seja este o sentido da curiosidade manifestada pelos jovens reunidos ao redor do morto desovado em baixo do morro dos Macacos: "Que produto mais estranho é esse? Será que é maneiro? Será que é "da hora'?".

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

UMA HOMENAGEM A MERCEDES SOSA.

“Si Se Calla El Cantor” - (Horacio Guarany)


Si se calla el cantor

calla la vida porque la vida,

la vida misma es todo un canto

si se calla el cantor,

muere de espanto

la esperanza, la luz y la alegría.

Si se calla el cantor

se quedan solos

los humildes gorriones de los diarios,

los obreros del puerto se persignan

quién habrá de luchar por su salario.

'Que ha de ser de la vida si el que canta
no levanta su voz en las tribunas por el que sufre,
por el que no hay ninguna razón
que lo condene a andar sin manta'

Si se calla el cantor

muere la rosa

de que sirve la rosa sin el canto

debe el canto ser luz

sobre los campos

iluminando siempre a los de abajo.

Que no calle el cantor

porque el silencio cobarde apaña la maldad que oprime,

no saben los cantores de agachadas

no callarán jamás de frente al crimén.

'Que se levanten todas las banderas
cuando el cantor se plante con su grito
que mil guitarras desangren en la noche
una inmortal canción al infinito'.

Si se calla el cantor...calla la vida.

domingo, 13 de setembro de 2009

DEPUTADOS DERRUBAM "LEI DA MORDAÇA"

Queridos amigos e amigas, a Edwiges Lima acabou de me fornecer uma informação muito valiosa. A Secretaria de Comunicações da Apeoesp comunicou a todos os professores da rede estadual que a famigerada "lei da mordaça" foi derrubada. Abaixo, segue o FAX nº53 da APEOESP, datado de 10/09/09.
URGENTE http://www.apeoesp.org.br • imprensa@apeoesp.org.br
Nº 53
10/09/2009
Secretaria de Comunicações
Em fevereiro, o governador José Serra havia vetado
projeto idêntico de autoria de Roberto Felício.
Lei era um dos entulhos da ditadura.
Os deputados aprovaram na
noite de terça-feira, 8, o Projeto
de Lei Complementar 1/2009, de
autoria do governador, extinguindo
a chamada “Lei da Mordaça”,
instituída em 1968, durante a ditadura
militar, que impedia servidores
estaduais (professores, médicos,
policiais, advogados etc) de
dar entrevistas ou criticar autoridades
ou seus atos. O PLC revoga
o inciso I do artigo 242 da Lei
10261, de 1968 (Estatuto do Servidor
Público do Estado de São
Paulo).
A Assembleia Legislativa já havia
aprovado, no ano passado, um PLC
do mesmo teor, de autoria do deputado
Roberto Felício (PT). Também
tramitava, na época, projeto
com mesmo teor de autoria do deputado
Carlos Gianazzi (PSOL). Por
serem professores, ambos parlamentares
juntaram esforços para
derrubar a Lei da Mordaça, através
de acordo que levou à aprovação
do projeto de Roberto Felício. Em
fevereiro deste ano, o PLC recebeu
o veto do governador José
Serra. Em seguida, o governador
encaminhou ao Legislativo projeto
de sua autoria.
Para o deputado, a aprovação
do PLC 1/2009 deve ser
“comemorada por todos, pois
restitui aos servidores públicos
do Estado de São Paulo um dos
direitos fundamentais da cidadania:
a liberdade de expressão”.
Roberto lembrou que o dispositivo
presente na Lei 10261 era
utilizado costumeiramente para
intimidar o servidor público estadual.
“Este estatuto, já ancião,
foi produzido quando no Brasil
estava em vigor o regime de
exceção, inaugurado com o
Golpe Militar de 1964.”
UM CONVITE
Encontro Estadual da Educação Infantil
No próximo dia 19, a APEOESP
e o Sedin (Sindicato da Educação
Infantil) promoverão o Encontro Estadual
de Professores de Educação
Infantil. O encontro acontecerá no
Auditório Florestan Fernandes
(sede Central), às 14 horas, e discutirá
o tema “O papel da Educação
Infantil no processo Ensinoaprendizagem”.
As subsedes da APEOESP terão
direito a inscrever dois professores,
preferencialmente da Educação
Infantil, para participarem do
Encontro. As inscrições devem ser
feitas até o dia 17 com Roseli
(presidência) pelo telefone (11)
3350-6021.

sábado, 5 de setembro de 2009

DES-ORDEM

Olá amigas e amigos.

Acabei de receber da Teresa Candolo a indicação desse vídeo elaborado por Willen Teófilo Soares. Willen é brasileiro, artista plástico e reside em Nova Iorque. Ele nos fala sobre des-ordem.
Afinal, o que é des-ordem?; quem quer manter a ordem?; quem quer criar a desordem?
A música que acompanha o vídeo é dos Titãs e foi composta em 1987.
Qualquer semelhança com os fatos atuais é mera coincidência. Será???

Vocês poderão acessar o link, clicando no segundo video à direita, de cima para baixo.

Desordem
Titãs (1987)
Composição: Sérgio Britto / Charles Galvin / Marcelo Fromer

Os presos fogem do presídio
Imagens na televisão
Mais uma briga de torcidas
Acaba tudo em confusão
A multidão enfurecida
Queimou os carros da polícia
Os presos fogem do controle
Mas que loucura esta nação
Não é tentar o suicídio
Querer andar na contramão?

Quem quer manter a ordem?
Quem quer criar desordem?
Quem quer manter a ordem?
Quem quer criar desordem?
Quem quer manter a ordem?
Quem quer criar desordem?
Quem quer manter a ordem?
Quem quer criar desordem?

Não sei se existe mais justiça
Nem quando é pelas próprias mãos
População enlouquecida
Começa então o linchamento
Não sei se tudo vai arder
Como algum liquido inflamável
O que mais pode acontecer
Num país pobre miserável
E ainda pode se encontrar
Quem acredite no futuro

Quem quer manter a ordem?
Quem quer criar desordem?
Quem quer manter a ordem?
Quem quer criar desordem?
Quem quer manter a ordem?
Quem quer criar desordem?
Quem quer manter a ordem?
Quem quer criar desordem?

É seu dever manter a ordem
É seu dever de cidadão
Mas o que é criar desordem
Quem é que diz o que é ou não?
São sempre os mesmos governantes
Os mesmos que lucraram antes
Os sindicatos fazem greve
Porque ninguém é consultado
Pois tudo tem que virar óleo
Pra por na máquina do estado

Quem quer manter a ordem?
Quem quer criar desordem?
Quem quer manter a ordem?
Quem quer criar desordem?
Quem quer manter a ordem?
Quem quer criar desordem?
Quem quer manter a ordem?
Quem quer criar desordem?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Filme "Querô"

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A CULTURA HIP HOP

Queridas leitoras e queridos leitores.

Jaqueline Lima Santos, do Movimento Juventude Negra, está nos convidando para palestras e oficinas sobre a Cultura Hip Hop que acontecerão em Campinas, na Estação Cultura de Campinas, Avenida dos Expedicionários s/n, nos dias 29 e 30 de agosto.

PROGRAMAÇÃO:

SABADO (29/08)

14:00hs - MESA: Profissionalização e Sustentabilidade da Cultura Hip Hop

DEBATEDORES:

Tiãozinho (Secretaria de Trabalho e Renda-Campinas)

Dom Gueto (M.C/Família M.L.K.-Campinas)

Jords (Produtor/Reação Records- Campinas)to mano

W.M (Produtor - Itapetininga)

Correria (Grife D´Boa – Porto Alegre-RS)

Kiko ( Cia Eclipse de Dança - Campinas)

Thiago

16:00hs – MESA: O Futuro do Hip Hop no Interior

DEBATEDORES

Marcio Tchuck (assessoria do Hip Hop do Estado – São Paulo)

Tim (Casa do Hip Hop de Campinas)

Ciro ( Família M.L.K. - Campinas)

Marcio Brown (Ação Periférica - Sorocaba)

Mancha (Itapetininga)

Raissuli (Vereador e militante do Hip Hop – Salto)

18:00 - Balada black e Feira de Trocas

DOMINGO (30/08)

9:00 - OFICINAS TEMATICAS

Bailes black e discos de vinil ( a definir)

Sexualidade e prevenção as DST/AIDS (Centro de Referencia DST/AIDS)

Educação não formal (Jaqueline Lima Santos)

Projetos sociais e captação de recursos (Nino Fonseca)

Igualdade Racial e Garantia de Direitos (Dr. Junior - Casa do Hip Hop)

13:00 atividade cultural com atrações das cidades organizadoras do Forum.